Baby blues e depressão pós-parto: diferenças e como tratar

Maternidade

01/11/2021

Atualizado em 24/02/2022

Saiba como diferenciar o Baby Blues e a depressão pós-parto, quais os sintomas dessas condições e quando é hora de procurar ajuda.

4 min de leitura

Baby blues e depressão pós-parto: diferenças e como tratar

Sentir melancolia e tristeza após o parto é mais comum do que se imagina. O problema é quando estes sintomas duram mais do que o previsto. E esta é uma das principais diferenças entre Baby Blues e depressão pós parto.

Infelizmente, muitas mulheres têm medo de falar sobre o assunto, já que a maternidade, em nossa cultura, é bastante romantizada. Espera-se que as mães estejam sempre felizes e realizadas após dar à luz. Mas a realidade pode ser bem diferente.

Afinal, trazer ao mundo uma nova vida pode acarretar uma avalanche de sentimentos, alguns deles, controversos. Continue lendo este artigo e saiba mais!

Baby blues e depressão pós-parto: quais as principais diferenças?

Apesar de apresentarem sintomas semelhantes, essas duas condições possuem diferenças pontuais, inclusive no tempo de duração e a forma como podem comprometer o vínculo entre a mãe e o bebê. Entenda:

O que é Baby blues?

O Baby Blues, ou blues pós-parto, é um estado de humor depressivo, mas passageiro, decorrente das alterações hormonais após o nascimento do bebê e das intensas mudanças na vida da mulher nesse momento.

Essa condição afeta cerca de 80% das puérperas, e se inicia de dois a três dias após o parto, mas costuma se resolver em duas semanas.

Após dar à luz, muitas mulheres apresentam os seguintes sintomas:

setinha choros frequentes;

setinha mudanças repentinas de humor;

setinha sensação de não estarem aptas a cuidar do próprio bebê.

O Baby Blues materno caracteriza-se pela oscilação entre momentos de tristeza, ansiedade e períodos em que a mãe se sente melhor, sem prejuízo da ligação afetiva entre ela e o bebê.

Sintomas de depressão pós-parto

Já a depressão pós-parto é um transtorno de humor que acomete cerca de 20% das puérperas, podendo surgir nas primeiras semanas após o nascimento do bebê. O quadro pode durar até dois anos. Veja alguns sintomas:

  • tristeza intensa;
  • desânimo;
  • dificuldade em realizar atividades de rotina;
  • choro frequente.

Os sintomas de depressão pós-parto são semelhantes aos do blues pós-parto, porém, mais intensos e mais duradouros. Além disso, essa condição pode comprometer o vínculo afetivo entre a mãe e o bebê.

O que causa depressão pós-parto?

Algumas mulheres apresentam maior risco de desenvolver depressão pós-parto. São aquelas que já apresentaram quadro de depressão anteriormente, não possuem rede de apoio, já sofreram aborto, enfrentaram uma gravidez de risco ou cujo bebê nasceu com alguma anormalidade.

Como lidar com o Baby Blues?

Por se tratar de uma condição passageira, não é necessário tratamento médico ou medicamentoso para lidar com o blues pós- parto. No entanto, o acolhimento e apoio familiar são muito importantes para que a mulher passe por este período

Por isso, desenvolva a sua rede de apoio durante o pré-natal. Ela pode ser composta por seu companheiro ou companheira, familiares e/ou amigos.

Além disso, é importante falar sobre seus sentimentos. Além de ajudá-la a se sentir melhor, isso também estimula a sua rede de apoio a buscar formas de apoiá-la mais, tanto no acolhimento das emoções como na rotina.

Como tratar a depressão pós-parto?

O tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível por meio de acompanhamento psiquiátrico, medicação e psicoterapia, de acordo com as necessidades de cada mulher.

Quanto mais tarde o tratamento da depressão pós-parto for iniciado, maior é o risco de consequências negativas, como:

  • insucesso na amamentação;
  • negligência em relação aos cuidados com o bebê;
  • conflitos familiares;
  • prejuízos no desenvolvimento do bebê, podendo afetar linguagem, psicomotricidade e parte afetiva;
  • suicídio materno.

No caso da depressão pós-parto, também é muito importante contar com a rede de apoio para o sucesso do tratamento, ao acolher a mulher e se responsabilizar pelos cuidados dela e do bebê, quando necessário.

Veja mais dicas aqui sobre: Como cuidar da saúde mental.

Não tenha medo de pedir ajuda

Infelizmente, é comum que a própria mulher, seus familiares e mesmo alguns profissionais de saúde negligenciem o diagnóstico de depressão pós-parto.

Afinal, em nossa cultura, o esperado é que a mãe seja sempre feliz e realizada após o nascimento do bebê. Desta forma, tudo que se afasta desse estereótipo de perfeição da maternidade pode não ser valorizado.

Não caia no mito da maternidade romantizada. Lembre-se que cada caso é um caso, e as mulheres podem sentir, de formas diferentes, os efeitos de dar à luz e cuidar de um novo ser. Depressão pós-parto não é frescura e nem falta de amor.

Informe-se sobre esse quadro, converse com seus familiares e sua rede de apoio, e não tenha medo de falar sobre o que está sentindo e nem de pedir ajuda.

A Unimed-BH também pode fazer parte da sua rede de apoio. No Portal Viver Bem temos conteúdos exclusivos sobre maternidade e gestação, para te ajudar a se informar sobre estes assuntos, com credibilidade e segurança.

Acesse também o podcast da Unimed-BH sobre o universo da maternidade, o re.parto.

Equipe de Atenção à Saúde Unimed-BH
Conteúdo validado por Equipe de Atenção à Saúde Unimed-BH

Equipe responsável por prover conteúdos em soluções assistenciais para clientes, profissionais e prestadores da Unimed-BH, assim como para a sociedade como um todo.

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