Como lidar com uma criança com asma

Prevenção e Controle

25/02/2021

Conheça as principais orientações sobre a asma infantil e saiba como tratar e prevenir crises de asma em crianças

4 min de leitura

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Como lidar com uma criança com asma

A asma é uma doença crônica caracterizada principalmente por inflamação e consequente estreitamento das vias aéreas. No caso da asma infantil, esse quadro se agrava pelo fato dessas vias terem calibres menores e serem mais propensas ao bloqueio da passagem do ar quando atacadas.

Se você tem um filho asmático, saiba que seus brônquios podem se inflamar com facilidade em casos de gripe ou quando ele está perto de pólen e ácaros. Os sintomas da asma podem dificultar atividades comuns da infância, como brincadeiras e esportes. Não raro, uma crise de asma acaba levando você e seus filho ao hospital.

Diferença entre asma e bronquite

Não confunda: há diferença entre asma e bronquite. As crises podem se parecer um pouco, mas existem várias divergências entre essas doenças. A principal delas é que a asma normalmente acontece em situações pontuais e as crises têm um período curto de incidência.

Já a bronquite crônica é caracterizada por uma tosse contínua e duradoura com eliminação de muco. Ela pode durar mais de três meses no ano, podendo acontecer em mais de dois anos consecutivos.

Além disso, a asma é uma doença crônica, ou seja, não tem cura e vai acompanhar seu filho desde a infância. Já a bronquite pode ser tanto crônica quanto aguda. A bronquite aguda costuma ser causada por vírus ou bactérias, como os responsáveis por gripes e resfriados.

A bronquite crônica é consequência de uma inflamação constante dos brônquios. Normalmente acomete pessoas fumantes, mas a longa exposição à poluição ou a irritantes químicos também podem ser fatores. Essas substâncias irritam as vias respiratórias e provocam inflamações.

Como saber se a criança tem asma?

Em se tratando de como saber se a criança tem asma, é válido ressaltar que os principais sintomas que acometem as crianças com asma são falta de ar, chiado na respiração, tosse e aperto no peito.

Em bebês, a asma pode causar dificuldade para dormir à noite, cansaço e demora na recuperação de resfriados. Em crianças maiores, é importante ficar atento caso seu filho demonstre baixa energia nas brincadeiras, reclame de dor no peito ou apresente uma tosse constante. Os sintomas costumam piorar durante a noite.

Eles costumam ser desencadeados por alguns fatores, como herança genética, alergias respiratórias ou infecções prévias. Além disso, para a maioria das crianças, certas causas externas podem ser consideradas gatilhos para a asma infantil. As principais são:

  • infecções respiratórias, como resfriados e gripes;
  • exercícios físicos, especialmente em tempo frio, seco ou muito úmido;
  • contato com poluição do ar e fumaça de cigarro;
  • alergias, especialmente a pelo de animais, ácaro e mofo, além de outras alergias comuns.

Criança com crise de asma

Normalmente, uma criança com crise de asma pode apresentar episódios à noite, dificultando o sono. Mesmo sendo menos frequentes, as crises diurnas costumam estar associadas a mudanças de temperatura, inalação de odores fortes e até choques emocionais.

Alguns sinais podem indicar que a situação do seu filho pode estar agravando. No caso dele apresentar alguma dessas características, procure um serviço de urgência:

  • respiração ofegante;
  • fala dificultada;
  • dificuldade para comer e beber;
  • respiração rápida e músculos do pescoço tensos;
  • aceleração dos batimentos cardíacos;
  • dificuldade para andar;
  • lábios ou unhas acinzentados ou azulados;
  • exaustão sem motivo aparente, agitação ou confusão e perda da consciência (desmaio);
  • ansiedade grave devido à deficiência respiratória;
  • sudorese.

Como prevenir as crises de asma

Devido à inflamação nas vias aéreas, as crianças com asma são mais sensíveis a algumas substâncias, chamadas alérgenos (ácaros, pelo de animal, mofo, pólen), e a outros potenciais irritantes existentes no ar (fumaças, odores fortes, sprays). Os asmáticos podem ser mais sensíveis também às alterações climáticas e aos exercícios físicos.

Alguns cuidados podem ajudar a controlar a doença e ajudar a prevenir as crises de asma:

  • Siga corretamente o tratamento prescrito pelo médico do seu filho.
  • Certifique-se sempre de que seu filho está usando a bombinha de forma correta. O uso adequado do dispositivo inalatório é fundamental para que o remédio alcance de forma efetiva os pulmões.
  • Faça com que a criança evite ambientes muito frios ou o contato direto com correntes de ar frio.
  • Incentive a prática de exercício físico regularmente. Se seu filho apresentar sintomas de crise desencadeados pelo esforço, dê o medicamento recomendado pelo pediatra antes do exercício.
  • Cuide da alimentação do seu filho.
  • Vacine-o anualmente contra o vírus da influenza.

Como tratar a asma

Por ser crônica, como tratar a asma é um tema pertinente, pois a doença não tem cura. Apesar disso, o tratamento é focado em reduzir os sintomas e aumentar a qualidade de vida da criança. Por isso, além de evitar os gatilhos causadores das crises de asma, é importante manter o tratamento medicamentoso.

Os tratamentos medicamentosos são divididos entre medicação de alívio e controladora:

  • Medicação de alívio: normalmente usada para dar uma resposta rápida e alívio aos sintomas. Nesse caso, são usados os broncodilatadores, que ajudam a relaxar as vias aéreas e a aumentar a passagem de ar.
  • Medicação controladora: é aquela de longo prazo. Ajuda a controlar os sintomas e diminui a necessidade do uso das medicações de alívio. São ministrados anti-inflamatórios, normalmente com corticoides, que ajudam a diminuir as inflamações das vias aéreas.

O tratamento da asma infantil inclui, além da terapia medicamentosa, medidas educacionais e fisioterapia respiratória. Este protocolo visa diminuir os sintomas, prevenir crises recorrentes e manter a função pulmonar o mais próximo possível do normal.

Tratamento e prevenção da asma infantil

Muitos gatilhos da asma não dependem da criança, mas conseguir identificá-los e afastar seu filho deles melhora muito o resultado do tratamento. Não se pode subestimar uma crise de asma; independentemente do que a causou, a falta de ar, o chiado e todas as consequências são iguais.

Um dos gatilhos mais comuns da asma são as infecções virais, as gripes e os resfriados; a inflamação pode levar a um aumento na secreção e até à mudança da sua cor.

Outro fator muito importante é o emocional, pois as situações estressantes podem ocasionar piora da crise tornando difícil o seu controle; é bom lembrar que, além dos alérgenos inaláveis, o exercício físico, as alterações climáticas e a exposição à fumaça são outros elementos irritantes.

A adoção de medidas de higiene na sua casa vão criar um ambiente livre de alérgenos, que são uma das principais causas da asma, especialmente em crianças.

Tratamento da asma grave

Estima-se que 60% dos casos de asma sejam intermitentes ou persistentes leves; de 25% a 30%, moderados; e de 5% a 10% graves, o que, apesar de representar a minoria, leva à maior parcela de utilização dos recursos de saúde.

Entender o quão grave é asma em criança é essencial para o seu correto tratamento e controle. Como a gravidade pode não ser uma característica fixa da criança com asma e pode-se alterar no decorrer de meses ou anos, é recomendada uma avaliação periódica com um médico para o estabelecimento do melhor tratamento.

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