Distanciamento social: entenda porque ele ainda é decisivo

Prevenção e Controle

19/04/2021

Mesmo para quem está vacinado ou já foi infectado pelo coronavírus, essa medida ainda é essencial. Entenda o porquê.

4 min de leitura

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Distanciamento social: entenda porque ele ainda é decisivo

Há mais de um ano do primeiro caso de Covid-19 no Brasil, o país vive o pior momento da pandemia de coronavírus. Se em março de 2020 as expectativas eram de que o distanciamento social não se prolongasse por tanto tempo, agora o cuidado permanece fundamental para reduzir o avanço da doença.

Os esforços das equipes médicas não param e as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) seguem lotadas. Para frear a taxa de transmissão e colaborar com a diminuição do número de casos, estudos comprovam que as medidas de distanciamento social são fundamentais.

Mesmo depois de tanto tempo, ainda fica uma dúvida, cuja resposta é decisiva para conter os casos de contaminação: afinal, qual é o conceito de distanciamento social?

O que é o distanciamento social?

O distanciamento social é a redução do contato entre as pessoas para diminuir a velocidade de transmissão de doenças. A estratégia abrange ações para evitar a circulação de indivíduos em espaços coletivos públicos (como praças) ou privados (como shows e shoppings).

O afastamento físico da população, a paralisação de atividades não essenciais, o fechamento do comércio, o adiamento de eventos e a adoção do trabalho remoto são algumas iniciativas para conter a formação de aglomerações.

Além do distanciamento social, outras ações adotadas para evitar a disseminação do vírus são a quarentena e o isolamento. Você conhece a diferença entre elas?

Diferença entre distanciamento, isolamento e quarentena

Embora sejam usados como sinônimos no dia a dia, o distanciamento social, o isolamento e a quarentena têm medidas práticas distintas.

Enquanto o distanciamento, como falamos acima, é a redução do contato entre pessoas, o isolamento é a separação de doentes ou infectados dos outros indivíduos. A prática é adotada a fim de evitar a disseminação da infecção.

O isolamento pode acontecer em ambiente residencial ou hospitalar, e o prazo de duração varia de acordo com a gravidade do paciente. A prescrição de medicamentos e o acompanhamento do quadro devem sempre ser feitos por um profissional de saúde.

Já a quarentena é a restrição de atividades ou a separação de pessoas que não estão doentes, mas que foram expostas a uma doença contagiosa. O objetivo da determinação é acompanhar os sintomas, fazer a detecção precoce dos casos e evitar a possível propagação do vírus.

Agora que você já sabe a diferença entre distanciamento, isolamento e quarentena, que tal entender um pouco melhor sobre a importância da conscientização e o porquê de ainda manter as práticas de distanciamento social?

Distanciamento social e a importância da conscientização

A importância do distanciamento social já foi comprovada, e mesmo quem já foi vacinado não deve relaxar. Isso porque a imunidade não começa logo após a segunda dose do imunizante. O corpo leva um tempo para desenvolver anticorpos e ativar a defesa celular contra o coronavírus.

Além disso, a vacinação é uma estratégia coletiva. É preciso esperar que boa parte da população seja imunizada para que o vírus pare de circular e a vida possa voltar à normalidade. O mesmo vale para quem já teve Covid-19: é preciso se manter atento, pois há riscos de reinfecção.

Assim como o distanciamento social, a utilização de máscara também é imprescindível, pois reduz a chance de contrair o vírus.

É inevitável que, depois de um ano de afastamento social, o desejo de retomar os antigos hábitos esteja latente. Mas, neste momento, paciência e cuidado são palavras-chave. Fortalecer o distanciamento social e a importância da conscientização são maneiras de colaborar com a contenção da pandemia e voltar, em breve, à vida normal.

Leia mais → esclareça suas principais dúvidas sobre a Covid-19.

Dicas para driblar os desafios e permanecer em domicílio

Dos profissionais de saúde que atuam na linha de frente às crianças que tiveram as aulas presenciais interrompidas: não há quem não esteja exausto das restrições impostas pela pandemia. Contudo, como já ressaltamos, manter as precauções neste momento é essencial para que, logo, possamos retomar os antigos hábitos.

Sabemos que não é simples lidar com este cenário, mas adotar algumas atitudes pode tornar o distanciamento social menos difícil. Para ajudar você, separamos sete dicas para driblar os desafios e permanecer em domicílio. Confira:

  • Busque informações apenas de fontes confiáveis. Dessa forma, você se mantém seguro sobre as medidas corretas que deve adotar para se proteger.
  • Se possível, adote uma rotina. Manter em dia os horários de acordar, dormir e se alimentar é uma forma simples de regular o funcionamento do seu organismo.
  • Comece novos hábitos ou resgate antigos. Praticar exercícios, ler, iniciar um curso on-line ou desenvolver atividades manuais são maneiras de dedicar um tempo a você.
  • Se estiver em regime de trabalho remoto, respeite o horário de início e fim do expediente, como você faria no trabalho presencial. Estabeleça pausas para as refeições e levante-se da cadeira para se alongar durante o dia.
  • Se você for responsável por uma criança, ajude-a a expressar, de forma positiva, seus medos e ansiedades. Incentivar atividades criativas, jogos e desenhos pode ajudar. Lembre-se: as crianças também precisam de apoio para lidar com o afastamento social e elas ficam melhor quando podem falar o que sentem.
  • Torne o seu ambiente mais confortável e aconchegante da maneira que for possível. Cuidar do lugar em que você vive pode ajudá-lo a se sentir mais acolhido e a gostar de estar em casa.
  • Mantenha uma rede de apoio e fique em contato com familiares, amigos e pessoas próximas. Vídeochamadas, ligações telefônicas e mensagens são sempre bem-vindas. Cuide de você e de quem você ama.

Seguindo alguns desses passos, você zela por sua saúde física e mental. Se quiser outras dicas para driblar os desafios e permanecer em domicílio, confira o Guia da OMS sobre Saúde Mental em meio à pandemia.

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