Fake news e Covid-19: como lidar com a desinformação?

Prevenção e Controle

03/05/2021

As fake news são um grande problema, principalmente quando o assunto é a Covid-19. Aprenda a reconhecer a estrutura de uma notícia falsa para combater o seu compartilhamento.

5 min de leitura

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Fake news e Covid-19: como lidar com a desinformação?

Na era da informação, somos impactados por notícias de todos os tipos, a todo momento. Essas novidades vão desde boatos sobre pessoas famosas até descobertas da ciência; e não é preciso procurar: elas chegam até nós por meio de diversos canais.

Com tanto conteúdo disponível, é necessário filtrar o que consumimos. Além disso, é fundamental aprender a diferenciar as notícias reais das famigeradas fake news.

Não sabe o que é isso? Fique tranquilo! Neste post, você vai aprender um pouco mais sobre fake news e sobre como se blindar de informações falsas e perigosas. Continue lendo e informe-se.

O que é fake news?

Antes de mais nada, é preciso entender o que é fake news. O termo, que ficou popular nos últimos anos, quando traduzido para o português, significa notícia falsa. Geralmente, uma fake news carrega informações inverídicas sobre os temas “populares” do momento em formato de conteúdo jornalístico.

As fake news têm o potencial de alcance aumentado quando compartilhadas em redes sociais – WhatsApp, Facebook, entre outras. Essa é uma prática muito utilizada pelos criadores desse tipo de conteúdo, para que eles tomem grandes proporções.

No momento atual, temos inúmeros exemplos de fake news sobre a Covid-19. Mas fique atento: elas podem estar relacionadas a qualquer tema, não somente à doença. Independentemente da temática da notícia falsa, ela pode ser extremamente prejudicial e deve ser combatida.

Fake news Covid-19: notícias falsas sobre a doença

Basta pesquisar o termo fake news Covid nos buscadores para se deparar com o tamanho do problema. As notícias falsas sobre o coronavírus vão desde medicações que prometem a cura da doença até boatos sobre vacinas fabricadas com células de fetos.

Por mais absurdas que possam parecer, as fake news sobre a Covid-19 chegam a milhões de pessoas e geram inúmeros efeitos negativos.

Um estudo da estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) concluiu que 65% das fake news sobre a Covid-19 ensinam métodos caseiros e não comprovados para prevenção da doença, por exemplo.

A pesquisa, que foi realizada em diversas fases, cita outros exemplos de informações falsas sobre a Covid-19, como boatos sobre a criação do vírus em laboratório, a eficácia de medicamentos para tratamentos precoces e outras informações sem procedência ou comprovação científica.

Os efeitos das notícias falsas sobre a Covid-19 vão muito além da desinformação, e o compartilhamento de fake news do coronavírus se tornou um “problema de saúde”. Isso porque muitas das informações espalhadas vão contra as medidas de combate ao vírus. A consequência disso é o aumento dos efeitos da doença na sociedade.

Com certeza você já se deparou com alguma fake news sobre esses temas, seja por meio de “correntes do WhatsApp” (informações encaminhadas por grupos de pessoas a uma extensa lista de contatos), seja em um post no Facebook. Elas estão por toda a parte.

Em tempos de pandemia, é necessário seguir recomendações de especialistas e fontes confiáveis. Por isso, separamos algumas dicas para ajudar você a reconhecer as fake news. Esse é o primeiro passo para combatê-las e prezar pela segurança daqueles que estão próximos a nós.

Como saber se é fake news: 4 dicas!

A grande diferença entre um simples boato e uma fake news é o formato em que ela se apresenta. Propositalmente, ela se parece com um conteúdo de portal de notícias e, em alguns casos, pode até ser divulgada com o nome de algum site conhecido. Também por isso, muitas vezes, é difícil saber se o conteúdo é uma informação falsa.

Por se tratar de uma prática perigosa, negativa e até mesmo maldosa, a fake news é profundamente combatida por pessoas que estão comprometidas com informações credíveis. É importante lembrar que, tratando-se de informações sobre a Covid-19, a preocupação deve ser ainda maior.

Trata-se de uma doença séria e é preciso tomar alguns cuidados antes de compartilhar conteúdos sobre ela. Uma fake news sobre a Covid-19 pode fazer com que medidas de proteção sejam desrespeitadas, que tratamentos questionáveis sejam aplicados. E tudo isso gera consequências irreversíveis.

Atualmente, existem várias formas de identificar uma fake news. A Unimed-BH, que também preza por conteúdo de qualidade e confiabilidade, listou as principais delas.

1. Tenha atenção ao título

Geralmente, os títulos de fake news são sensacionalistas. Isso não é por acaso: esse tipo de estratégia tem o objetivo de chamar a atenção do leitor e despertar a curiosidade. Por isso, ao se deparar com manchetes que beiram o absurdo, desconfie. Elas podem ser um sinal de que o conteúdo é uma fake news.

2. Analise o conteúdo

Além do título, é importante ler todo o conteúdo. Em uma fake news, é comum encontrar erros de português, pontuações erradas ou exageradas, formatações sem padronização e outros elementos que não condizem com uma informação credível.

Ler o conteúdo também é importante para averiguar se ele está de acordo com o que o título “promete”. Notícias falsas podem conter informações desconexas, manipuladas e que são facilmente descredibilizadas após uma leitura completa.

No caso de informações sobre a Covid-19, vale um alerta: se a notícia não cita organizações, entidades de saúde ou demais fontes confiáveis e conhecidas, ela tem grandes chances de ser uma fake news. Por outro lado, mesmo que ela faça menção a algum desses órgãos, vale a pena checar no portal oficial para confirmar a informação.

3. Confira os detalhes

Mesmo após checar as principais formas de identificar uma fake news, é importante ficar de olho em dois itens que toda notícia contém, seja verdadeira, seja falsa:

– Link do site – É importante verificar se o endereço web é confiável. Para checar essa informação, basta conferir se existe um ícone de cadeado antes do link – como é o caso do viverbem.unimedbh.com.br, por exemplo.
– Data de publicação – Muitos produtores de fake news não costumam se atentar a detalhes como data de publicação da notícia. Por isso, ao se deparar com uma informação sem essa indicação, possivelmente se trata de uma informação falsa.

4. Use a tecnologia ao seu favor

Se por um lado a internet nos bombardeia com fake news, por outro, existem inúmeras plataformas confiáveis para checar dados.

O fact checking era um antigo hábito de jornalistas e veículos de imprensa, mas, com a realidade atual, é uma possibilidade para quem quiser se resguardar de fake news.

Existem inúmeras plataformas disponíveis para essa finalidade, como a Agência Lupa, da Folha de São Paulo; a Fato ou Fake, do Grupo Globo; e a Saúde sem fake news, do Ministério da Saúde. Esta, especificamente, é uma ótima forma de combater fake news sobre coronavírus.

Fake news Covid: como combater?

Ao se deparar com uma notícia, é importante seguir os passos acima para verificar se é uma fake news sobre a Covid-19. Se a resposta for sim, o melhor caminho é não compartilhar tal notícia e denunciar a prática, alertando também a pessoa que lhe enviou a notícia.

Também é importante buscar informações confiáveis que possam desmentir as notícias falsas. Sempre que surgir alguma dúvida sobre a Covid-19 ou outros temas de saúde, recorra a órgãos oficiais e governamentais – Organização Mundial da Saúde, Ministério da Saúde, Agência Nacional de Saúde Suplementar, entre outros – ou a portais confiáveis, como o Viver Bem, da Unimed-BH.

Nele, a categoria Covid-19 foi criada especialmente para disponibilizar várias orientações e dicas importantes sobre o tema. Confira! 

E lembre-se: fake news sobre a Covid-19 ou qualquer outro tema se combate com informação de qualidade.

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