Setembro amarelo: entenda a importância da prevenção ao suicídio

Prevenção e Controle

27/08/2021

Reconhecer os sinais de depressão é o primeiro passo para buscar ajuda. Neste Setembro Amarelo, informe-se sobre a doença que pode aumentar o risco de suicídio.

3 min de leitura

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Setembro amarelo: entenda a importância da prevenção ao suicídio

A depressão acomete jovens, adultos e idosos em todo o mundo, e afeta vários aspectos da vida de uma pessoa. Ela pode dificultar a realização de tarefas simples do cotidiano como escovar os dentes ou sair da cama e até mesmo prejudicar a vida profissional.

Para conscientizar a população e reforçar a importância da prevenção ao suicídio, este mês é marcado pela campanha Setembro Amarelo. Saiba mais sobre o tema e veja como identificar os sintomas de depressão.

O que é depressão?

A depressão se manifesta por meio de alteração de humor caracterizada por sentimentos de tristeza, ansiedade, sensação de vazio, desespero, desânimo e desesperança. Para ser caracterizada como o transtorno, os sintomas precisam estar presentes por mais de duas semanas.

Acredita-se que 20% da população adulta será acometida por um transtorno de humor, que demandará tratamento em algum momento de suas vidas.

As maiores causas de suicídio estão relacionadas a transtornos mentais, normalmente motivado pela depressão. A Organização Mundial da Saúde estima que 5,8% da população brasileira sofre de depressão e que até 2030, esta será a doença mais comum no mundo. Quando não tratada, compromete a qualidade de vida e aumenta o do risco de suicídio.

Fatores de risco que podem contribuir para o desenvolvimento da depressão:

Os fatores de risco para a depressão englobam tanto questões genéticas quanto ambientais e sociais.

O perfil de pacientes mais acometidos pelo transtorno são:

  1. mulheres;
  2. Jovens
  3. Pacientes com episódio depressivo anterior;
  4. Histórico familiar;
  5. Trauma na infância;
  6. Estresse e ansiedade crônica;
  7. Doenças cardiovasculares, endocrinológicas, neurológicas, neoplasias, entre outras;
  8. Demência;
  9. Uso de substâncias entorpecentes;
  10. Mudança brusca de condições financeiras, desemprego e conflitos conjugais.

Sintomas de depressão: quais os principais?

Uma das características mais marcantes da depressão é a alteração de humor e o fato de a pessoa apresentar-se constantemente deprimida. Também pode haver perda de interesse, ou prazer, na maioria ou em todas as atividades, além de pensamentos recorrentes sobre morte ou suicídio.

Veja outros sintomas de depressão:

  • Alteração do sono, seja com insônia ou hipersônia
  • Mudança de apetite ou peso
  • Retardo psicomotor ou agitação
  • Baixa energia
  • Dificuldade em manter a concentração
  • Pensamentos de inutilidade ou culpa

Diagnóstico de depressão: reconhecer os sinais pode salvar vidas

Uma avaliação médica é essencial, pois não há exame laboratorial ou de imagem que determine este diagnóstico.

Além de uma boa conversa sobre os sintomas e queixas apresentados pelo paciente e um exame físico detalhado, podem ser necessários exames para afastar outras situações que apresentam sintomas semelhantes como hipotireoidismo, hipovitaminose e anemia.

Para auxiliar no diagnóstico de depressão, existem questionários que podem ser aplicados pelo médico para uma melhor avaliação do quadro.

Existe tratamento para depressão?

Somente o seu médico poderá fazer uma análise para definir a melhor estratégia no seu caso. O tratamento pode ser baseado em sessões de psicoterapia, medicamentos ou na combinação dos dois.

Prevenção ao suicídio: qual a importância?

O suicídio é um gesto de autodestruição, realização do desejo de dar fim à própria vida. Trata-se de uma escolha com graves implicações sociais. Pessoas de todas as idades e classes sociais podem cometer este ato.

O suicídio muitas vezes não é visto como um problema de saúde pública, mas sim uma espécie de fraqueza de conduta ou personalidade. É importante ressaltar que qualquer ameaça ou tentativa de suicídio deve ser levada a sério. Ajuda e apoio nestes momentos devem ser providenciados com urgência.

Daí a grande relevância de campanhas de prevenção ao suicídio, como é o caso do Setembro Amarelo. Uma oportunidade de esclarecer para a população e incitar diálogos sobre o tema, contribuindo para a identificação de quadros depressivos.

Trata-se de uma campanha nacional criada pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da prevenção ao suicídio.

Embora a campanha no mês de Setembro, a prevenção ao suicídio deve ser realizada durante todo o ano. Um dos principais passos para isso é fazer um acompanhamento regular da sua saúde mental, como a ajuda de um psicólogo, por exemplo.

Para mais dicas sobre o assunto, não deixe de conferir o artigo > Como cuidar da saúde mental?

Leia também → Saúde mental na pandemia: como gerenciar mente e emoções.

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