Vacina contra Covid-19 em gestantes: recomendações

Prevenção e Controle

19/04/2021

Mulheres grávidas podem tomar a vacina contra a Covid-19? Confira quais as recomendações para gestantes, lactantes e puérperas.

4 min de leitura

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Vacina contra Covid-19 em gestantes: recomendações

A gravidez é um momento muito especial na vida de uma mulher, mas também desafiador. Ao longo da gestação, surgem dúvidas e preocupações com a saúde e a segurança do feto e também da mãe. É o caso da vacina contra a Covid em gestante.

Isso porque a pandemia do coronavírus passou a representar uma camada extra de ansiedade não apenas às grávidas, mas também às puérperas, lactantes e mulheres que planejam engravidar em breve.

Desde que as campanhas de vacinação contra a Covid-19 tiveram início, novos questionamentos surgiram na mente de mulheres de todas as partes do mundo: “Estou grávida. Será que devo me vacinar? A vacina contra a doença é segura para mim?”

As respostas a essas perguntas, entretanto, não são tão simples – principalmente porque ainda há poucos dados disponíveis para que os órgãos de saúde adotem diretrizes oficiais.

Gestantes, lactantes e puérperas não foram incluídas nos estudos clínicos que avaliaram a segurança e a eficácia das vacinas contra a Covid-19 disponíveis no Brasil.

Portanto, o principal motivo para a exclusão dessas mulheres foram as incertezas sobre os resultados da vacina de Covid em gestante, e seus possíveis efeitos no desenvolvimento fetal e na saúde da mulher.

Testes clínicos específicos para grupos vulneráveis foram recentemente autorizados e estão em andamento. Mas ainda teremos de esperar alguns meses até que os resultados definitivos sejam conhecidos e divulgados.

Enquanto não há uma resposta definitiva, como proceder? Continue lendo este artigo, descubra as recomendações mais recentes e tire todas as suas dúvidas sobre a vacinação contra a Covid-19 para gestantes, puérperas e lactantes.

O que sabemos até o momento sobre as vacinas contra a Covid-19

As vacinas em uso no Brasil até o momento são provenientes de vírus inativados e de vetores virais que não têm a capacidade de se replicar.

Estudos defendem que as evidências disponíveis sobre as vacinas desenvolvidas com vírus inativados e sobre a segurança e o funcionamento desse tipo de vacina contra outras doenças em gestantes e lactantes seriam suficientes para recomendar a vacinação para esses grupos.

Entretanto, é importante ressaltar que cabe uma avaliação cautelosa para análise de risco-benefício individual e monitoramento de possíveis efeitos colaterais caso a mulher e seu médico, por meio de uma decisão compartilhada, optem pela administração da vacina.

Afinal, devo ou não devo me vacinar contra a Covid-19 durante a gravidez, o puerpério e a amamentação?

Gestantes, puérperas e lactantes podem se vacinar contra a Covid-19 no Brasil, desde que pertençam a um dos grupos prioritários, especialmente se tiverem alguma comorbidade. Essa é a orientação do Ministério da Saúde, que tem como base estudos nacionais e internacionais que avaliaram os riscos e os benefícios de imunizar mulheres nessas condições.

Veja alguns aspectos devem ser levados em consideração na hora de optar ou não pela imunização.

1. Nível de exposição ao vírus

Médicos, enfermeiros e outros profissionais da saúde que lidam diretamente com pacientes têm alto risco de exposição ao vírus que causa a Covid-19.

2. Existência de comorbidades

Mulheres portadoras de diabetes, hipertensão arterial crônica, obesidade, doenças cardiovasculares, asma brônquica, doenças renais e doenças autoimunes, bem como transplantadas e imunossuprimidas, devem discutir com seus médicos os riscos de se vacinar ou não contra o coronavírus durante a gestação, o puerpério ou a amamentação.

3. Riscos da Covid-19 para gestantes e puérperas

Embora as mulheres desses grupos não tenham maior predisposição a contrair a doença, já está comprovado que elas correm maior risco de desenvolver formas graves da Covid-19 do que mulheres não grávidas.

Elas podem, inclusive, precisar de internação em unidades de cuidados intensivos. O risco de morte entre as mulheres grávidas e puérperas também é maior quando comparado às mulheres não grávidas.

4. Riscos da Covid-19 para o feto

Estudos também mostram que formas graves da doença estão associadas a um maior risco de partos prematuros e à necessidade de cesáreas.

5. Atividade do vírus

O descontrole da doença em determinados locais pode deixar gestantes, puérperas e lactantes mais vulneráveis à contaminação. Isso também deve ser avaliado na hora de decidir ou não pela vacinação.

No caso de gestantes sem doenças pré-existentes, mas que façam parte do público-alvo da campanha, a recomendação é que seja realizada uma avaliação cautelosa junto ao seu médico, principalmente se a mulher exercer alguma

atividade que a deixe mais exposta à doença. Quem se enquadrar nesses critérios, deve ser vacinado contra a covid-19 conforme a ordem de imunização dos grupos prioritários, estabelecida pelo Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO).

Mas atenção: o Ministério da Saúde orienta que as gestantes, lactantes e puérperas procurem os serviços de saúde somente quando chegar a fase de vacinação do grupo prioritário no qual elas estão inseridas.

Em tempo: sobre a vacina da AstraZeneca/Fiocruz

Em nota divulgada, a Anvisa recomendou a suspensão imediata do uso da vacina da AstraZeneca/Fiocruz em mulheres gestantes após ser informada sobre a internação de uma grávida de 35 anos, no dia 5 de maio, e que veio a óbito após receber a vacina. Segundo a Anvisa, o tipo de trombose que a mulher sofreu é extremamente raro e destacou que não há comprovação que a morte tenha sido provocada pela vacina.

A agência ressaltou, que até o momento, os benefícios da vacina superam os riscos e que mantém a recomendação pela continuidade do uso da imunizante da AstraZeneca nas demais pessoas, seguindo as condições previstas em bula.

No caso das vacinas Coronavac e da Pfizer, o Ministério da Saúde autoriza o uso apenas nos casos de mulheres com comorbidades. Aquelas que não apresentarem condições de saúde enquadradas nesta categoria não deverão ser imunizadas.

A vacina contra a Covid-19 e a amamentação

Ainda que não haja até o momento estudos conclusivos sobre a imunização contra a Covid-19 em lactantes, não há nenhuma evidência de que a vacina possa causar prejuízos aos bebês em fase de amamentação.

O Ministério da Saúde ressalta que não é necessário interromper o aleitamento antes ou após a vacinação e que lactantes vacinadas que desejem doar leite materno poderão fazê-lo normalmente.

Considerações finais

A imunização contra a doença e seus efeitos em gestantes, puérperas e lactantes ainda estão em estudo, e as informações são constantemente atualizadas conforme o surgimento de novas evidências científicas e de novos conhecimentos acerca da vacina contra Covid em gestante.

Durante o pré-natal, seu médico poderá aconselhá-la com mais propriedade sobre os riscos e os benefícios de tomar a vacina com base na sua condição de saúde, no nível de exposição ao vírus e em seus valores e preferências pessoais. Assim, você fica tranquila para tomar a melhor decisão – para você e para seu bebê.

Caso você decida pela vacinação, ressaltamos a necessidade de manter as medidas de proteção mesmo após a aplicação das duas doses da vacina.

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