Doença mão-pé-boca: o que é, causas e como tratar

Maternidade

23/12/2021

Por ser altamente contagiosa, a síndrome mão-pé-boca, doença mais comum em crianças, pode ocasionar surtos em creches e escolas. Veja como proteger o seu filho e evitar a doença.

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Doença mão-pé-boca: o que é, causas e como tratar

Já ouviu falar na doença mão-pé-boca? Ela ganhou popularidade no fim deste ano, sobretudo em decorrência de surtos em creches e escolas infantis.

Mas por que essa infecção viral é mais comum em crianças? A síndrome mão-pé-boca tem relação com a pandemia? É transmitida para adultos? Qual o tempo de melhora após o contágio?

Neste artigo, você encontrará as respostas para estas perguntas e outras dúvidas comuns sobre o assunto.

Doença mão-pé-boca: o que é?

Causada principalmente pelo vírus Coxsackie, a doença também conhecida como HFMD (sigla em inglês para Hand, Foot and Mouth Disease) é contagiosa e acomete, principalmente, crianças de até 6 anos.

Ela é comum nesta faixa etária porque é justamente quando a criança está na fase de levar mãos e objetos à boca, facilitando a transmissão.

A infecção ocorre justamente pela via oral por meio de secreções respiratórias, saliva e também pelo contato com as fezes de pessoas contaminadas ou pelas feridas características da doença.

Apesar de ser relativamente comum na infância, o problema não costuma evoluir para casos graves.

Surtos no Brasil

No fim deste ano, foram identificados surtos da doença mão-pé-boca no Brasil, inclusive em Belo Horizonte. E sim, a alta nos casos pode ter relação com a pandemia, já que o aumento coincide com o período de reabertura das escolas em todo o país e a volta às aulas presenciais.

Por se tratar de uma doença altamente contagiosa, locais que concentram muitas crianças juntas, como creches e escolas, se tornam o ambiente ideal para a proliferação.

Precisamos lembrar que os pequenos nem sempre tomam todos os cuidados de higiene e distanciamento para evitar as infecções virais.

5 principais dúvidas: a Unimed-BH responde

Agora que você já sabe do que se trata a doença mão-pé-boca, vamos esclarecer as principais dúvidas sobre o assunto.

1. Como começa a síndrome mão-pé-boca?

O vírus causador da enfermidade tem origem no sistema digestivo e transita pelo sistema respiratório e também pelas fezes. O surgimento dos sintomas costuma ocorrer alguns dias após a transmissão.

2. O que causa a doença e como é transmitida?

Ela é transmitida para outras pessoas por meio do contato com objetos e alimentos contaminados, gotículas de saliva e pelas fezes. Portanto, o hábito de levar objetos à boca e má higienização da mão podem facilitar o contágio.

Geralmente, o pico da transmissão ocorre quando há a formação de lesões vesiculares, como se fossem pequenas bolhas espalhadas na região bucal, mãos e pés, principalmente. Daí o nome: doença mão-pé-boca. Também pode causar estomatites (feridas na mucosa da boca).

3. Qual a diferença entre catapora e síndrome mão-pé-boca?

O vírus causador da doença mão-pé-boca faz parte da família dos enterovírus, a mesma responsável pela catapora, outra doença comum na infância. As duas doenças possuem semelhanças como alguns sintomas e lesões na face.

Por isso, diante do surgimento dos primeiros sinais da síndrome, é preciso ir ao médico para obter o diagnóstico correto.

A principal característica da HFMD é o aparecimento de lesões na boca, mãos e pés, enquanto a catapora se manifesta em manchas vermelhas e bolhas por todo o corpo, podendo causar coceira. Além disso, os sintomas da catapora são mais semelhantes aos da gripe.

4. A criança pode pegar mais de uma vez ao longo da infância?

Sim. Apesar de o vírus mais comum como causador da doença ser o Coxsackie, outros vírus também podem desencadear o quadro. Após adoecer pela primeira vez, o corpo aumenta a imunidade contra a infecção do vírus causador, mas não de outros.

Por isso, a criança pode, sim, se contaminar com outra variedade pela qual o organismo ainda não adquiriu resistência.

5. Mão-pé-boca pega em adulto?

Sim. Adolescente e adultos também podem contrair a enfermidade, embora seja mais comum em crianças pequenas.

Neste caso, a transmissão também ocorre pelo contato com objetos contaminados ou saliva e fezes, ao cuidar de uma criança com a síndrome, por exemplo.

Sintomas mão-pé-boca: como identificar os sinais?

A doença costuma se manifestar, primeiramente, com a incidência de febre. Após alguns dias, surgem as lesões vesiculares na região bucal e na planta das mãos e dos pés, podendo atingir também as nádegas, a região genital e os cotovelos.

Além disso, a criança infectada com a mão-pé-boca também pode apresentar:

  • náuseas, dor de garganta;
  • vômito;
  • diarreia;
  • e mal-estar.

As feridas na boca também podem dificultar a alimentação, causando perda de apetite e quadros de desidratação.

Como aliviar os sintomas da síndrome mão-pé-boca

É possível amenizar os sintomas para aliviar o incômodo causado na criança. Cremes e óleos para hidratar a pele e diminuir a dor das feridas, antitérmicos para baixar a febre e anti-inflamatórios são alguns exemplos.

Lembre-se que o uso de medicamentos só deve ser feito com indicação médica.

Tratamento, tempo de contágio e período estimado de recuperação

A doença mão-pé-boca pode durar de 7 a 10 dias, e se cura naturalmente. Não há vacina ou tratamento específico contra a síndrome, apenas formas de aliviar os sintomas, como os exemplos citados anteriormente.

O diagnóstico é clínico, feito com base nos sintomas, nas lesões e locais onde elas aparecem. Mas é possível realizar exames de fezes ou de sangue para identificar o vírus causador.

O pico de contágio da doença ocorre, geralmente, na primeira semana, diante do surgimento das lesões vesiculares na pele.

Neste período, é importante manter a criança hidratada e bem alimentada. Ofereça líquidos constantemente e, se ela sentir dificuldade para comer, ofereça alimentos mais pastosos, de fácil deglutição, como cremes, sopas, gelatina etc.

Como prevenir mão-pé-boca?

Para evitar o contágio, é preciso:

  • Manter a higienização frequente das mãos;
  • Higienizar corretamente os alimentos e objetos que a criança tem mais contato, como brinquedos e superfícies;
  • Não compartilhar objetos como mamadeiras, copos e talheres;
  • Fazer o descarte correto de fraldas e lenços de limpeza;
  • Ao cuidar de uma criança doente, evite o contato próximo por meio de abraços e beijos, por exemplo.

Caso a criança tenha a doença, ela deve ser afastada imediatamente do convívio com outras crianças até que se recupere, para evitar surtos da doença mão-pé-boca.

Para saber mais sobre cuidados com a saúde de crianças e evitar a transmissão de infecções virais e outras doenças, confira também, os conteúdos a seguir:

Equipe de Atenção à Saúde Unimed-BH
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