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Implante contraceptivo (Implanon): o que é, como age e quem pode usar

Maternidade

16/01/2026

Atualizado em 20/01/2026

O que é implante contraceptivo? Conheça o Implanon, em qual situação ele é indicado, como age e quais são as principais vantagens.

6 min de leitura

Implante contraceptivo (Implanon): o que é, como age e quem pode usar

O implante contraceptivo, também conhecido como Implanon, é um método anticoncepcional moderno, de longa duração e alta eficácia, cada vez mais procurado por quem deseja prevenir a gravidez com praticidade e segurança.

Neste artigo do Viver Bem, você vai entender o que é o implante contraceptivo, como ele funciona, para quem é indicado, quais são seus benefícios e pontos de atenção, além das mudanças recentes envolvendo o SUS e os planos de saúde.

O que é o implante contraceptivo (Implanon)

Implante hormonal subdérmico de longa duração (etonogestrel)

O implante contraceptivo (Implanon) é um método hormonal de longa duração (LARC) composto por uma pequena haste flexível, inserida sob a pele do braço da paciente. Ele libera continuamente o hormônio etonogestrel, um derivado sintético da progesterona, garantindo proteção contraceptiva por até três anos com alta eficácia.

Diferença entre implante contraceptivo e outros métodos hormonais

Diferentemente da pílula anticoncepcional, que exige uso diário, ou das injeções mensais ou trimestrais, o implante contraceptivo oferece proteção constante sem depender da lembrança da usuária.

Em relação ao DIU, o implante atua por via subdérmica, sem necessidade de inserção no útero, o que pode ser uma alternativa para mulheres que não se adaptam a métodos intrauterinos. Cada método apresenta características próprias. Sendo assim, a escolha deve considerar perfil clínico, preferência e orientação profissional.

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Como o implante age no organismo

Mecanismo de ação

O implante contraceptivo libera continuamente etonogestrel, um hormônio sintético derivado da progesterona, que atua principalmente inibindo a ovulação, ou seja, impedindo a liberação do óvulo pelos ovários.

Além disso, ele provoca outras mudanças no organismo que reforçam a proteção contra a gravidez, como:

  • Espessamento do muco cervical, dificultando a passagem dos espermatozoides.
  • Afinamento do endométrio, reduzindo a chance de implantação do ovo.

Tais mecanismos atuam de forma combinada e contínua enquanto o implante está ativo.

Tempo de duração e eficácia contraceptiva

O implante contraceptivo oferece proteção por até três anos, sem necessidade de compromisso diário ou mensal com o uso. Durante esse período, a liberação hormonal é estável, o que contribui para uma eficácia contraceptiva muito elevada, com uma das menores taxas de falha entre os métodos disponíveis.

Por ser um método de longa duração e pouco dependente do uso correto, o implante é considerado uma alternativa segura e confiável para quem deseja contracepção prolongada, com alta eficácia.

Para quem o implante é indicado

O implante contraceptivo pode ser uma boa opção para mulheres que buscam alta eficácia, praticidade e um método reversível de longa duração, especialmente quando há dificuldade em manter o uso diário da pílula ou contraindicação ao estrogênio.

Também pode ser considerado em situações em que se deseja reduzir o fluxo menstrual e as cólicas. Em linhas gerais, costuma ser avaliado para:

  • Quem deseja contracepção prolongada e reversível.
  • Quem não pode usar métodos com estrogênio ou não os tolera. Casos em que a redução do sangramento menstrual traz benefícios clínicos.

Contraindicações

Há contraindicações importantes, como trombose ativa, doenças hepáticas graves, histórico de câncer hormônio-dependente (como câncer de mama), gravidez confirmada ou sangramentos vaginais sem diagnóstico.

De mais a mais, condições como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, histórico de depressão ou uso de certos medicamentos exigem avaliação individualizada.

A decisão final deve sempre ser tomada junto ao médico, que, entre outros pontos, vai analisar o histórico de saúde, riscos e benefícios para indicar com segurança se o implante é a melhor opção para cada caso.

Implante contraceptivo o que é

Como é feita a colocação e a retirada do implante

A colocação do implante contraceptivo é um procedimento simples, rápido e ambulatorial, realizado por profissional de saúde habilitado.

Após a aplicação de anestesia local, o dispositivo é inserido sob a pele do braço da mulher com um aplicador específico, sem necessidade de internação. O implante não fica visível, mas deve ser palpável sob a pele. Alguns pontos importantes:

  • Não exige manutenção ao longo dos até três anos de uso.
  • A eficácia é imediata quando inserido nos primeiros dias do ciclo menstrual.
  • Quando colocado fora desse período, pode ser necessário usar outro método por até sete dias.
  • O implante não protege contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), sendo indicado o uso de preservativo.

A retirada também é feita em consultório, com anestesia local. O profissional realiza uma pequena incisão na pele da paciente para remover o implante, em um procedimento geralmente rápido e praticamente indolor.

Após a remoção, a fertilidade tende a retornar rapidamente, e a mulher pode optar por inserir um novo implante ou escolher outro método contraceptivo, conforme orientação médica.

Efeitos na menstruação, fertilidade e dia a dia

O implante contraceptivo pode provocar mudanças no organismo durante o  uso, especialmente no padrão menstrual. Essas alterações variam de pessoa para pessoa e, na maioria dos casos, não representam risco à saúde, mas merecem acompanhamento médico.

Efeitos colaterais possíveis e quando procurar o médico

Entre os efeitos mais relatados, estão:

  • sangramento irregular e imprevisível ou ausência de menstruação;
  • dor de cabeça;
  • acne;
  • sensibilidade nas mamas;
  • variação de humor;
  • leve ganho de peso, em alguns casos.

É fundamental procurar o médico se houver sangramentos intensos e persistentes, dor insistente, piora significativa do humor, suspeita de gravidez ou qualquer sintoma que cause desconforto ou preocupação. O acompanhamento garante segurança e melhor adaptação ao método.

Vantagens e desvantagens do implante contraceptivo

Como todo método contraceptivo, o implante tem benefícios determinantes, mas também alguns pontos de atenção. Avaliar esses aspectos com o  ginecologista ajuda a entender se ele é a melhor opção para cada pessoa.

Pontos positivos

Entre as principais vantagens do implante contraceptivo, destacam-se:

  • Altíssima eficácia, com uma das menores taxas de falha entre os métodos disponíveis.
  • Duração prolongada, com proteção contínua por até três anos.
  • Não depende do uso diário ou da lembrança da usuária.
  • Não contém estrogênio, sendo opção para quem não pode usar esse hormônio.
  • Capaz de reduzir cólicas e o fluxo menstrual em parte das mulheres.

Além disso, o Implanon não costuma afetar a libido da paciente, não interfere na pele e tende a melhorar os sintomas mais comuns da TPM (tensão pré-menstrual).

Pontos de atenção

Por outro lado, alguns aspectos precisam ser considerados:

  • A não proteção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), sendo necessário o uso de preservativo.
  • Alteração do padrão de sangramento genital.
  • Exigência de procedimento médico para colocação e retirada.
  • A não indicação em relação a algumas condições de saúde, que devem ser avaliadas individualmente.

A escolha do método contraceptivo deve sempre ser feita com orientação médica, considerando histórico de saúde, estilo de vida e expectativas da usuária.

O que mudou em 2025: SUS, ANS e planos de saúde

Inclusão do implante contraceptivo no SUS

A partir de 2025, o SUS passou a oferecer gratuitamente o implante contraceptivo como estratégia de prevenção da gravidez não planejada. A medida tem potencial para beneficiar centenas de milhares de mulheres em todo o país, ampliando o acesso a um método altamente eficaz e de longa duração.

Para facilitar a implementação, o Ministério da Saúde também autorizou que enfermeiros capacitados realizem a inserção e a retirada do implante nos serviços do SUS, o que contribui para ampliar a oferta nas Unidades Básicas de Saúde e fortalecer as ações de planejamento sexual e reprodutivo.

Cobertura obrigatória nos planos de saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) incluiu o implante contraceptivo de etonogestrel no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. Com isso, a cobertura passa a ser obrigatória pelos planos de saúde para pessoas entre 18 e 49 anos, com vigência a partir de setembro de 2025.

Isso significa que beneficiárias que se enquadram nesse perfil podem ter acesso ao método pelo plano, respeitando as regras do contrato. Como podem existir particularidades de cobertura, rede e prazos, a orientação é confirmar diretamente com a operadora do plano e, em caso de dúvida, consultar os canais oficiais da ANS.

FAQ: perguntas frequentes sobre o implante contraceptivo

1. O que é o implante contraceptivo (Implanon) e como ele funciona?

O implante contraceptivo é um dispositivo inserido sob a pele do braço da mulher,  liberando o etonogestrel de forma contínua. Esse hormônio inibe a ovulação, altera o muco do colo do útero e reduz a receptividade do endométrio, prevenindo a gravidez.

2. Quanto tempo dura o implante contraceptivo e qual a sua eficácia?

O implante contraceptivo tem duração de até três anos. Ele é considerado um dos métodos mais eficazes disponíveis. Por não depender do uso diário, mantém a proteção constante em todo o período.

3. O implante contraceptivo pode interferir no peso da mulher ou alterar a menstruação?

Algumas pessoas podem notar ganho de peso leve ou alteração no padrão menstrual, como ausência de menstruação, sangramentos irregulares ou escapes. Tais mudanças variam de pessoa para pessoa e devem ser avaliadas pelo médico durante o acompanhamento.

4. Depois de tirar o implante, em quanto tempo posso engravidar?

A fertilidade costuma retornar rapidamente após a retirada do implante, geralmente em poucas semanas. É importante conversar com seu médico a respeito.

5. O SUS oferece implante contraceptivo de graça? Quem tem direito?

Sim. O SUS passou a oferecer gratuitamente o implante subdérmico hormonal para mulheres como estratégia de prevenção da gravidez não planejada. O acesso depende da disponibilidade do serviço e de avaliação na unidade de saúde.

6. O plano de saúde é obrigado a cobrir o implante contraceptivo?

A ANS incluiu o implante de etonogestrel no rol de procedimentos, tornando a cobertura obrigatória a partir de setembro de 2025 para mulheres entre 18 e 49 anos. É importante confirmar as condições específicas diretamente com o plano de saúde.

7. O implante protege contra ISTs?

Não. O implante contraceptivo protege apenas contra a gravidez. Ele não previne Infecções Sexualmente Transmissíveis. Por isso, o uso de preservativos continua sendo fundamental para a proteção contra ISTs.

8. Enfermeiros podem colocar o implante no SUS?

Sim. No SUS, a inserção e a retirada do implante contraceptivo podem ser feitas por enfermeiros devidamente capacitados, além de médicos. Essa medida amplia o acesso ao método e fortalece as ações de planejamento sexual e reprodutivo.

9. Em quais situações o implante não é recomendado?

O implante não é indicado em casos como gravidez confirmada, câncer de mama, doenças hepáticas graves, trombose ativa ou sangramento vaginal sem diagnóstico. Mulheres com outras condições de saúde devem passar por avaliação médica individualizada antes da escolha do método.

Equipe de Atenção à Saúde Unimed-BH
Conteúdo validado por Equipe de Atenção à Saúde Unimed-BH

Equipe responsável por prover conteúdos em soluções assistenciais para clientes, profissionais e prestadores da Unimed-BH, assim como para a sociedade como um todo.

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