Benefícios do parto normal para a mãe e para o bebê

Maternidade

24/03/2021

O parto normal é uma opção melhor na maior parte dos casos e pode trazer benefícios de curto e longo prazos para filhos e gestantes

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Benefícios do parto normal para a mãe e para o bebê

As vantagens do parto normal vão muito além da experiência única de dar à luz de forma natural. Mais seguro e vantajoso para mães e bebês, o parto sem intervenção cirúrgica impactará beneficamente a recuperação da mulher no puerpério e a saúde da criança por toda sua vida.

Com os altos índices de partos por cesariana no Brasil, que passam dos 84% na rede particular, muitas pessoas acreditam que a intervenção cirúrgica é a forma mais “normal” de dar à luz uma criança. Mas é preciso saber que, salvo quando existe indicação médica, o verdadeiro normal é o parto sem cesárea. Neste informativo, vamos explicar os tipos e as vantagens do parto normal. Boa leitura!

Como é o parto normal?

Não existe um consenso completo sobre as diferenças entre as várias definições de parto sem intervenção cirúrgica. O mais usual é que o termo parto normal seja utilizado para descrever, de forma ampla, todos os nascimentos em que a criança passa pelo canal vaginal, mesmo quando existem interferências do time médico, como anestesia medicamentosa, manobras de obstetrícia, uso de instrumentos e outros. Ou seja, parto normal é o mesmo que parto vaginal.

Já em um parto com intervenção cirúrgica, a criança não passa pelo canal vaginal; ela é retirada pela equipe médica por um corte no ventre da mulher. Existem algumas variações na técnica cirúrgica, mas são todas chamadas popularmente de cesáreas ou cesarianas.

Três tipos de parto normal

O conceito de parto normal engloba diversas categorias, como o parto natural e o parto humanizado. Para fins didáticos, separamos três tipos de parto sem cesariana e a definição de cada um deles. Para quem pensa em ter filhos, a recomendação é estudar bastante sobre o assunto e estabelecer um plano de parto, em que todos os detalhes e decisões dos pais são registrados.

Parto natural

Como já foi dito, parto normal é o mesmo que parto vaginal. Já o nome parto natural é dado para os nascimentos sem intervenções como manobras, uso de fórceps, indutores medicamentosos e anestesias.

Nem sempre o parto natural será possível. Existem momentos em que intervenções podem ser necessárias; por exemplo, quando há risco real para a mãe, o feto ou ambos. Em alguns casos, a cesariana pode inclusive ser uma opção ainda que a contragosto da mãe ou até do obstetra.

Contudo, quando uma família planeja um parto natural, a expectativa é de que nenhuma intervenção aconteça. Por isso, é crucial contar com uma equipe médica parceira que respeite as decisões da mulher.

No parto natural, o dever do médico obstetra é ficar de prontidão para agir no caso de qualquer intercorrência. O protagonismo é da mulher e do bebê, e seus corpos é que ditarão o ritmo e o itinerário do parto. Em alguns casos, a mulher pode até mudar de ideia e solicitar, por exemplo, uma anestesia epidural.

Parto normal humanizado

Antes de explicar o que é um parto normal humanizado, vale a pena destrinchar o conceito de parto humanizado em si. O parto humanizado é aquele em que a assistência médica é totalmente definida pelas decisões e escolhas da mãe.

Além disso, os cuidados das enfermeiras obstetras, doulas e demais profissionais também seguem procedimentos e protocolos diferentes do sistemático e insensível padrão do ambiente hospitalar.

Mas isso não quer dizer que as intervenções obstétricas estejam totalmente descartadas. Inclusive uma cesariana pode ser parte de um parto humanizado, ainda que nesse caso ele não possa ser considerado mais “normal” e natural.

O parto normal humanizado, portanto, é aquele em que o filho nasce por via vaginal, sem intercorrências que demandem uma cesárea, mas com a possibilidade de outras intervenções, desde que respeitando a mãe, em um ambiente calmo e com uma equipe afetuosa que não trata esse momento com indiferença e desdém.

Um parto humanizado sem intervenções pode ser categorizado como parto natural humanizado.

Parto normal com anestesia

Um parto normal com anestesia é uma definição ampla para qualquer tipo de parto por via vaginal em que a mãe se submeteu a algum medicamento para alívio da dor, sendo que a anestesia epidural, também chamada de injeção peridural, é uma das mais comuns, pois minimiza a dor ao mesmo tempo em que permite que a mulher continue sentindo a pressão necessária para ritmar as contrações.

Além disso, é mais rápida que a anestesia via oral e mais segura que a intravenosa.

Há controvérsias e opiniões médicas divergentes sobre o impacto da intervenção da epidural em um parto normal. Para alguns especialistas, o alívio da dor facilita as contrações, enquanto outros consideram o risco de uma queda na pressão arterial, que pode acarretar outras intervenções.

O que é consenso é que não existe um prêmio para a melhor parideira, nem nas maternidades, nem em lugar algum. Portanto, quando uma mãe perceber que a dor passou dos limites do tolerável, ela pode solicitar a analgesia sem medo de julgamentos ou críticas.

Cada mulher tem um corpo único e cada gestação é diferente da outra. Mesmo aquela que já teve mais de um filho por parto natural pode se ver compelida a solicitar a injeção perineal em uma nova gestação, em que a dor pareça maior. Perder o título de “natural” ou “normal” não faz nenhuma mulher ser menos mãe que a outra.

Como saber se o parto vai ser normal?

É estimado que entre 10% e 15% dos partos precisem ser cesarianas. Uma porcentagem relativamente alta, ainda que seja muito menor que os 84% registrados na rede particular brasileira. Isso significa que entre 85% e 90% dos nascimentos podem ser por via vaginal, ou seja, entre 8 e 9 partos idealmente podem ser normais.

Por isso, saber se o parto vai ser normal depende de avaliar condições em que o parto com cesárea é a melhor opção.

Sempre que a mãe tem um histórico de doenças respiratórias ou cardíacas graves, a cesariana pode ser mais segura. O mesmo vale para quando o bebê tem algumas síndromes, que já foram detectadas em exames como o ultrassom.

Caso a mãe esteja contaminada com alguma infecção sexualmente transmissível (IST), como herpes genital e HIV, a cesárea também pode ser uma escolha mais segura para o bebê.

Cesarianas também são indicadas quando o feto está numa posição específica que possa complicar o trabalho de parto. Mas é importante saber que nem sempre uma posição diferente da mais comum, com a cabeça virada para baixo, impossibilita o parto normal.

Na gravidez de gêmeos, o risco maior de posicionamento pode justificar a cesariana, enquanto em uma gestação de trigêmeos ou mais, a cirurgia é sempre indicada.

Problemas no decorrer da gravidez, como placenta prévia ou pré-eclâmpsia, são condições para cesárea. Além disso, uma gravidez que ultrapasse 42 semanas sem indícios de trabalho de parto sugere intervenção.

Por fim, se já no trabalho de parto o cordão umbilical sai primeiro ou se os batimentos cardíacos do feto estão lentos ou desritmados, o plano de um parto natural pode ser alterado em favor de um parto cesárea.

Quais as vantagens do parto normal?

Principais vantagens do parto normal:
Para a mãe:

  • Favorece o vínculo entre o bebê e a mãe, pois permite interação “pele a pele” imediatamente após o nascimento.
  • Menor tempo de internação hospitalar.
  • Menor tempo de recuperação no puerpério.
  • Dor reduzida após o parto.
  • Ausência de cicatriz abdominal.
  • Menor chance de infecções.

Para o bebê:

  • Reduz a chance de o bebê ficar com dificuldade para respirar após o nascimento (ao passar pelo canal vaginal, o tórax do bebê é comprimido, favorecendo a expulsão do líquido amniótico dos pulmões).
  • Diminui chance de o bebê nascer antes da hora (o trabalho de parto começa quando o filho está pronto).
  • Ajuda o bebê a formar a flora intestinal (a flora do canal vaginal da mãe contribui nesse processo).
  • Reduz as chances de doenças alérgicas e autoimunes.
  • Fortalece o sistema neurológico do bebê.

O parto natural é, portanto, mais seguro e mais benéfico para as mães e, idealmente, deve ser a primeira opção. Mas, quando não for possível, é importante que o processo todo siga procedimentos humanizados para que este momento seja tão especial como deve ser.

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