Tratamentos para disfunção renal: quais são as indicações?

Qualidade de Vida

19/05/2021

Aprenda quais são os principais tipos de tratamento para a disfunção renal e quais as indicações para cada um deles.

4 min de leitura

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Tratamentos para disfunção renal: quais são as indicações?

Os rins são órgãos de extrema importância para o nosso organismo. Eles são responsáveis por filtrar o nosso sangue, eliminando as toxinas, e por controlar o balanço químico e de líquidos no nosso corpo. 

Entre diversas outras funções, os rins são muito importantes para garantir a manutenção da saúde e do bem-estar. Mas algumas vezes – e por diversos motivos – eles podem apresentar problemas no funcionamento e até mesmo parar de funcionar.

A isso damos o nome de disfunção renal. Quando um paciente recebe esse diagnóstico, precisa fazer um acompanhamento minucioso para manter a saúde em dia. 

Existem diversos tipos de tratamento para pacientes que sofrem com a perda da função renal. Neste post, você conhecerá um pouco mais sobre cada um deles. Continue lendo para se informar. 

Quais são os tratamentos para a perda da função renal? 

Existem vários tratamentos para a perda da função renal. Inicialmente, pode ser indicado um tratamento conservador, mas, com a progressão da doença, terapias que substituem a função dos rins podem ser necessárias – como hemodiálise, diálise peritoneal e transplante. 

Se você sofre de disfunção renal, é muito importante discutir as terapias disponíveis com o seu médico. Mas, para que você se familiarize com elas, elaboramos as principais informações sobre o assunto. 

Tratamento conservador 

O tratamento conservador é aquele em que são adotadas medidas clínicas para retardar a progressão da disfunção renal e prevenir complicações causadas pela doença. Ele é feito em consultório, por meio de ajuste de medicamentos, controle de sintomas da perda de função renal, adequação da dieta e orientações gerais sobre a doença. 

Hemodiálise 

A hemodiálise é um tratamento voltado para pacientes nos quais a disfunção renal tenha evoluído para um quadro de insuficiência renal aguda ou crônica grave. Trata-se da filtragem do sangue por meio de uma máquina, periodicamente. 

Para que a hemodiálise possa ser feita, é necessário viabilizar um acesso vascular, que pode ser um cateter ou uma fístula (nativa ou com prótese). 

  • Cateter: tubo colocado em uma veia no pescoço, no tórax ou na virilha. Possui duas vias que permitem a saída e o retorno do sangue.
  • Fístula: junção de uma artéria com uma veia, no braço ou na perna. São necessárias duas punções com agulhas para favorecer o fluxo de entrada e retorno do sangue. 

Na máquina de hemodiálise, a filtragem do sangue é feita por um dialisador – também conhecido como filtro de diálise. O sangue sai do acesso vascular e é impulsionado a esse filtro, no qual é exposto à solução de diálise.

Em seguida, ele é filtrado e são retirados os líquidos e as toxinas em excesso. Por fim, o sangue é devolvido ao paciente pela outra via do acesso vascular. 

A prescrição da hemodiálise é feita de forma individualizada e leva em consideração as necessidades do paciente com disfunção renal. Geralmente o procedimento é feito em clínicas especializadas em nefrologia, três vezes por semana, com sessões de quatro horas de duração

Diálise peritoneal 

A diálise peritoneal também é uma modalidade de tratamento da disfunção renal que faz a filtragem do sangue. Entretanto, ela é completamente diferente da hemodiálise. 

Na diálise peritoneal, como o próprio nome já insinua, a filtração do sangue é feita por meio do peritônio – uma membrana que recobre os órgãos abdominais. Dessa forma, o sangue é filtrado dentro do próprio corpo e não é necessário o uso da máquina de hemodiálise. 

Para a diálise peritoneal, é implantado um cateter na cavidade abdominal. Por meio desse cateter, é feita a infusão de uma solução de diálise, que faz a filtragem do sangue e, depois de um tempo determinado, é drenada. 

As formas mais comuns de diálise peritoneal são:

Diálise peritoneal ambulatorial contínua (DPAC)

Também conhecida como diálise peritoneal manual, essa técnica ocorre quando as trocas da solução de diálise são feitas pelo próprio paciente ou por algum familiar. 

Diálise peritoneal automatizada (DPA)

Na DPA, é utilizada uma máquina chamada cicladora. Este equipamento faz a infusão e a drenagem da solução de diálise de forma automatizada. 

Para definir qual a forma ideal de diálise peritoneal, é necessário analisar o perfil do paciente e se ele terá apoio de familiares ou cuidadores para fazer as referidas trocas. Também é importante que sejam feitos exames para evidenciar a melhor técnica a ser seguida. 

Transplante 

O transplante, caracterizado pela doação de um rim, é uma das modalidades de tratamento mais completas para a disfunção renal. Tal doação é regulamentada por lei e pode ser feita por um doador vivo, com parentesco até 4º grau; ou após falecimento de um doador compatível, sem grau de parentesco.

Casos que não se encaixam em uma dessas disposições devem ser analisados individualmente e autorizados judicialmente. 

Mesmo sendo uma boa opção de tratamento para pacientes com disfunção renal, existem algumas considerações que devem ser observadas antes de o transplante de rim ser indicado. Infelizmente, não são todos os pacientes com perda de função renal que podem se submeter a esse procedimento.

O impeditivo pode acontecer por questões clínicas ou sociais, e cabe ao médico responsável pelo paciente ponderar quais são os riscos envolvidos nessa modalidade de tratamento, em detrimento à diálise. 

É importante saber que o transplante não representa a cura da doença. Ele é uma modalidade de tratamento. 

Como é feito um transplante de rim? 

No transplante, o rim doado é implantado na cavidade abdominal do paciente e passa a exercer a função de filtração e eliminação de líquidos e toxinas. Geralmente não é necessário retirar os rins nativos durante o transplante renal

Os cuidados no pós-operatório do transplante de rim devem ser seguidos com muita cautela. É instituído um tratamento medicamentoso com imunossupressores, que tem o objetivo de evitar que o organismo rejeite o órgão transplantado. 

Embora essas medicações sejam fundamentais para o tratamento, elas também deixam o paciente mais suscetível a infecções. Por isso, é preciso ter cuidado redobrado com a saúde e com as precauções indicadas pelo médico após o transplante de rim

Qual é o melhor tratamento para disfunção renal? 

A melhor forma de tratamento para disfunção renal deve ser indicada pelo seu médico de confiança. Independentemente da modalidade escolhida, o importante é se lembrar de que existe tratamento para a doença renal.

É possível viver com qualidade de vida e bem-estar; basta conhecer sua condição, saber quais as terapias disponíveis e, principalmente, fazer o controle correto da doença. 

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