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Durante o inverno, é comum o aumento do número de casos de doenças respiratórias. Crianças, idosos, portadores de doenças pulmonares, cardiopatas e imunocomprometidos são os mais afetados.

Cenário

No Brasil, estima-se que mais de 50 milhões de pessoas sofram com doenças respiratórias nos mais diferentes níveis de gravidade. Alguns dados (Datasus) mostram que o período de maio a agosto tem uma alta nos casos de doenças do aparelho respiratório.

Nesta época do ano, quem mais sofre são os idosos, grupo propenso ao surgimento ou agravamento das doenças respiratórias devido às alterações oriundas do processo de envelhecimento associadas à maior prevalência de doenças crônicas, como as cardíacas, o diabetes, o enfisema pulmonar e a bronquite. Além desse grupo, há o das crianças com idade entre zero e quatro anos, que apresentam o sistema imunológico ainda em desenvolvimento nessa fase da vida.

Fatores que aumentam a transmissão

Os fatores responsáveis pelo maior desenvolvimento de infecções respiratórias nesta época do ano são diversos.

As alergias respiratórias pioram muito no inverno devido às infecções virais frequentes, ao aumento da poluição ambiental, às constantes e bruscas mudanças climáticas e ao ar seco.

Fatores que aumentam a transmissão

As baixas temperaturas aumentam a sobrevivência e a transmissibilidade dos vírus respiratórios

como o influenza (responsável pela gripe), o vírus sincicial respiratório (principal agente das bronquiolites) e o rinovírus (um dos vírus causadores do resfriado comum).

Termômetro

O ar frio e seco reduz a eficiência dos mecanismos de defesa naturais do sistema respiratório: a produção do muco que protege as vias aéreas é reduzida. Além disso, o ar frio dificulta o transporte desse muco nas vias aéreas.

A temperatura do nosso corpo internamente é de 37 graus. Em dias muito frios ocorre a vasoconstrição para mantermos o nosso corpo aquecido. Já, com a respiração, existe uma grande perda de água e calor.

Por que adoecemos mais no Outono-Inverno

Quando as vias respiratórias são atingidas pelo ar mais seco e frio desta época do ano, há uma piora do sistema respiratório, que, como já dito, reduz a produção de muco nas vias aéreas, na qual existem enzimas e anticorpos protetores. Isso faz com que as doenças respiratórias se proliferem com maior facilidade.

Doenças respiratórias mais comuns no inverno

Gripe Gripe (Influenza)

A gripe é uma doença contagiosa que acomete as vias respiratórias (nariz, garganta e pulmões). Causada pelo vírus influenza, tem como sintomas mais comuns: febre, tosse, dor na garganta, dor de cabeça, dor no corpo. Geralmente, se não houver complicação, a gripe tende a passar sozinha, com duração média de sete a dez dias.

Resfriado Resfriado

O resfriado é uma infecção viral do trato respiratório superior (nariz e garganta) e pode ser causado por vários tipos de vírus. A duração do resfriado é autolimitada, ou seja, a maioria das pessoas se recupera entre sete e dez dias. Os sintomas são os mesmos dos da gripe, mas aparecem de maneira mais leve. A pessoa resfriada pode apresentar, entre outras manifestações, coriza intensa, dor de garganta, tosse, congestionamento nasal, dores no corpo ou leve dor de cabeça, espirros, febre baixa e mal-estar.

Sinusite Sinusite

A sinusite é uma inflamação dos seios da face que acontece quando há um aumento da produção de muco e ele não pode ser escoado para o nariz, obstruindo os seios da face e favorecendo a proliferação de bactérias. Por isso, é comum que a inflamação da mucosa dos seios paranasais dê origem a uma infecção (sinusite bacteriana).

Os principais sintomas da sinusite são o surgimento de secreção nasal espessa e amarelada, que pode provocar congestão nasal, acompanhada de sensação de peso ou pressão no rosto e dor de cabeça.

Bronquite Bronquite

A bronquite é uma reação inflamatória dos brônquios que dificulta a chegada do ar aos pulmões.

Os principais sintomas são: tosse seca ou com catarro e chiado. Com o agravamento, há dificuldade para respirar, fadiga, mal-estar geral e febre.

Rinite Rinite

A rinite é uma inflamação não contagiosa das mucosas do nariz, quase sempre causada por alergias ou por reações à fumaça.

Sintomas: coriza, espirros e obstrução nasal.

Asma Asma

A asma é uma doença pulmonar causada pela inflamação dos brônquios e é muito comum em crianças. Sua principal consequência é a obstrução brônquica, que dificulta a passagem do ar durante a respiração. Apesar de não ter cura, é possível controlá-la fazendo o tratamento adequado e cuidando do ambiente à sua volta. Pode-se agravar em quadros infecciosos.

Sintomas: chieira torácica, tosse e dificuldade para respirar.

Laringite Laringite

A laringite é uma inflamação da laringe (região da garganta na qual estão as cordas vocais). Trata-se de uma doença que pode aparecer sozinha ou que também pode ser um sintoma de bronquite, pneumonia e outras infecções respiratórias.

Sintomas: rouquidão e tosse seca.

Faringite Faringite

A faringite é uma inflamação da faringe (área da garganta que está situada entre as amígdalas e a laringe) causada por infecções, alergias, entre outros fatores.

Sintomas: sensação de garganta arranhada, febre, secreção na garganta, dor de ouvido e dificuldade para engolir.

Otite Otite

Mais comum em crianças, a otite é uma infecção do ouvido causada por uma bactéria ou por um vírus. Geralmente, ela é resultado de uma gripe ou de um resfriado, por isso, é mais comum no outono e no inverno. A poluição e o tabaco também são fatores de risco para a doença. Dor de ouvido – especialmente quando deitado –, perda de equilíbrio, febre, dor de cabeça, drenagem de fluido pelo ouvido e audição diminuída são alguns dos sintomas.

Pneumonia Pneumonia

A pneumonia é um processo infeccioso ou inflamatório que atinge os pulmões e é causada por bactérias, vírus ou fungos. Os sinais e sintomas da pneumonia variam e podem incluir dor no peito ao respirar ou tossir, tosse com catarro, fadiga, febre, transpiração e calafrios com tremor, náusea e dificuldade para respirar.

Prevenção

  • Higienize bem as mãos e evite levá-las aos olhos, à boca e ao nariz;
  • Proteja a boca ao tossir;
  • Beba bastante água e evite bebidas alcoólicas;
  • Prefira um pano úmido ao arrumar a casa e evite usar vassoura e espanador, pois esses utensílios apenas levantam e espalham a poeira;
  • Faça lavagem nasal com solução fisiológica para aliviar irritações;
  • Mantenha o ambiente arejado, pois as bactérias ficam concentradas em ambientes fechados;
  • Como o ar fica mais seco nesta estação, faça uso de vaporizador, umidificador, recipientes com água ou toalhas úmidas, que podem ajudar a minimizar esse problema;
  • Lave e coloque para secar ao sol as blusas e roupas de cama guardados por muito tempo. Além disso, pessoas que já têm problemas respiratórios, como bronquite, asma e sinusite, devem evitar o contato com bichos de pelúcia, tapetes e objetos que contenham pelos;
  • Mantenha uma alimentação balanceada. As frutas são essenciais, principalmente aquelas que contêm vitamina C como a laranja. Elas ajudam a prevenir gripes e resfriados;
  • Tome banhos rápidos e em temperaturas amenas;
  • Mantenha o cartão de vacinação atualizado.
  • Evite ambientes fechados, sem ventilação ou climatizados; aproveite os dias ensolarados para arejar a casa: deixar o ar se renovar é importante para eliminar vírus e bactérias;
  • Use roupas e agasalhos adequados para a proteção em ambientes ao ar livre e salas frias;
  • Não compartilhe objetos pessoais;
  • Mantenha a casa limpa para evitar o acúmulo de poeiras;
  • Evite fumar ou se expor a ambientes com muita poeira ou fumaça;
  • Evite o contato com pessoas gripadas ou resfriadas, pois essas doenças são transmitidas pelo ar.

Sintomas

Os sintomas de algumas doenças da estação são muito parecidos com aqueles provocados pelo coronavírus, por isso, na consulta on-line, o médico vai avaliar o cliente e, caso haja suspeita de Covid-19, o exame será solicitado, e o médico dará mais orientações para o cliente.

Uma observação importante é que o cliente só deve ir até uma unidade de saúde em caso de extrema necessidade, quando apresentar sintomas de alerta, pois ele corre o risco de se contaminar e de ainda levar a doença para sua família e para a comunidade. Além disso, uma ida desnecessária a uma unidade de saúde faz aumentar o tempo de espera de atendimentos urgentes.

Os principais sinais de alerta são:

  • Febre persistente e de difícil controle (acima de 37,8ºC);
  • Presença de cansaço, fadiga e falta de ar;
  • Saturação (oxigenação do sangue) em ar ambiente menor ou igual a 94%.

Agende uma consulta no Pronto-atendimento on-line

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