Guia básico do diabetes mellitus: principais perguntas e respostas sobre a doença

Prevenção e Controle

11/03/2021

O diabetes mellitus é uma das doenças crônicas mais recorrentes nos brasileiros. Entenda o que fazer para controlá-la.

4 min de leitura

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Guia básico do diabetes mellitus: principais perguntas e respostas sobre a doença

O diabetes mellitus é um diagnóstico que apresenta dados preocupantes no Brasil: a cada ano, cresce o número de pacientes acometidos pela doença, que é controlável, mas não tem cura.

Receber o diagnóstico de diabetes mellitus pode ser um sinal vermelho para pacientes; afinal, trata-se de uma doença séria, silenciosa e que pode ocasionar diversas complicações na vida do paciente caso não seja controlada. Por outro lado, ao adotar um novo estilo de vida e levar o tratamento proposto à sério, os prognósticos são positivos. Conhecer o que é diabetes mellitus e como acompanhar e tratar a doença é um ótimo caminho para manter o bem-estar e a qualidade de vida.

O que é diabetes mellitus?

O diabetes mellitus – uma das doenças crônicas mais comuns do Brasil – atinge cerca de 13 milhões de pessoas. Trata-se de uma deficiência na produção de insulina, hormônio responsável pela regulação da taxa de glicose no sangue. O descontrole da glicose, por sua vez, faz com que ela se torne elevada e cause danos aos vasos sanguíneos, o que pode acarretar complicações diversas em curto e em longo prazo.

A deficiência da insulina – fator causador do diabetes mellitus – pode ser parcial ou total e pode surgir por fatores genéticos, comportamentais (como sedentarismo e hábitos alimentares inadequados) ou condições associadas como a obesidade.

Independentemente da sua gravidade ou dos fatores de risco associados, o diagnóstico precoce e o tratamento são fundamentais para evitar a evolução e as complicações do diabetes mellitus.

Qual a diferença entre diabetes tipo 1 e tipo 2?

Entre os tipos de diabetes mellitus estão o diabetes tipo 1 e o diabetes tipo 2. O primeiro é mais raro; o segundo é associado ao maior número de casos da doença. Mas, afinal, qual a diferença entre diabetes tipo 1 e tipo 2?

O diabetes tipo 1 é a deficiência absoluta da insulina no pâncreas e, consequentemente, a ausência total da função de regulação da glicose no sangue. A perda dessa função aliada ao alto consumo de carboidratos pode fazer com que a glicose no sangue chegue a níveis insustentáveis, causando complicações agudas como a cetoacidose diabética. Considerada, entre os tipos de diabetes, a condição que mais apresenta diagnósticos na infância e na adolescência, o diabetes tipo 1 tem influência genética e está associado à autodestruição das células responsáveis por sintetizar e excretar a insulina para “realizar o seu trabalho” – células betapancreáticas.

Já o diabetes tipo 2 pode se desenvolver no organismo por dois motivos: ou o pâncreas produz a quantidade suficiente de insulina e o organismo não consegue utilizá-la da forma necessária, ou ele produz quantidades insuficientes para que a regulação da glicose seja feita de forma eficaz. Independentemente de qual seja o comportamento do pâncreas, o diabetes tipo 2 tem mais uma diferença em relação ao tipo 1: ele acomete o paciente de forma progressiva, podendo ser detectado por meio de exames na fase de “pré-diabetes”.

Além dos diabetes tipo 1 e tipo 2, existe o diabetes gestacional, que acontece quando a produção de hormônios específicos da gravidez inibe a ação da insulina no organismo da mulher. No geral, ela se estabiliza algumas semanas após o parto, mas se não for tratada durante a gestação, pode levar ao surgimento do diabetes tipo 2.

Como evitar o diabetes

O diabetes mellitus apresenta diversos fatores de risco que podem levar ao seu desenvolvimento. Entretanto, o surgimento do diabetes tipo 1 está mais associado a influências genéticas; por isso, havendo predisposição para seu diagnóstico, não há muito o que fazer nem como evitá-lo. Por outro lado, é o tipo de diabetes mellitus com menor incidência, não passando de 10% dos casos diagnosticados. Com o diabetes tipo 2, é um pouco diferente. Controlar os fatores de risco comportamentais que ocasionam a doença é uma boa forma de evitá-la ou, ao menos, retardar a sua evolução. Fique atento se você:

  • tem condições associadas ao diabetes (obesidade, hipertensão ou doença renal crônica);
  • foi diagnosticado com pré-diabetes ou apresentou alterações no exame de glicose em jejum;
  • sofreu elevação no colesterol ou alterações na taxa de triglicérides;
  • tem predisposição genética para diabetes (pai ou irmão diagnosticados);
  • teve diabetes gestacional ou bebê com peso superior a 4 quilos.

Em caso da identificação de um ou mais fatores de risco para o desenvolvimento do diabetes mellitus, é necessário fazer acompanhamento médico de rotina com foco no controle desses sinais e da adoção de um estilo de vida mais saudável e regrado.

Quais são as complicações do diabetes mellitus?

Pessoas com diabetes descontrolado, ou seja, em que a elevação da glicose persiste e se estende durante muito tempo, podem ser vítimas de lesões nos vasos sanguíneos e, consequentemente, em vários órgãos.

Estas são as complicações de longo prazo que afetam milhares de pacientes com diabetes mellitus:

  • Neuropatia diabética – danos no sistema nervoso periférico.
  • Nefropatia diabética – que pode ocasionar doença renal crônica.
  • Retinopatia diabética – complicação que ocasiona borrões, dificuldade de distinguir cores, podendo levar ao comprometimento sério da visão posteriormente.
  • Pé diabético – efeito da neuropatia diabética que pode levar à amputação do pé.
  • Doenças cardiovasculares – entre elas, AVC, infarto do miocárdio e doença coronariana.

Além disso, o descontrole dos níveis de glicemia e o consumo exagerado de fontes de glicose podem causar complicações agudas como a cetoacidose diabética. Por outro lado, o uso desregulado de medicações pode causar hipoglicemia, considerada também uma complicação aguda do diabetes descontrolado.

Como controlar o diabetes?

Uma vez diagnosticado com diabetes mellitus, é fundamental que o paciente tenha atenção e disciplina sobre como controlar o diabetes, evitando a evolução da doença. O controle do diabetes mellitus é feito de forma individualizada, considerando qual o tipo, o estágio em que se encontra e as medicações necessárias para o controle.

As principais medidas para controlar o diabetes mellitus são:

  • adoção de hábitos saudáveis, como prática de atividade física regular, controle do peso e da gordura abdominal e abandono de hábitos como tabagismo e consumo excessivo de álcool;
  • mudança da rotina alimentar, com uma dieta balanceada, indicada para pacientes diabéticos e, em alguns casos, envolvendo a contagem de carboidratos;
  • controle constante da glicose e autoavaliação diária de lesões nos pés;
  • uso correto das medicações prescritas pelo médico;
  • acompanhamento médico de rotina, exames indicados em dia e controle de fatores de risco associados ao surgimento do diabetes mellitus;
  • rápida identificação de exacerbações como hipoglicemia e cetoacidose diabética.

O tratamento do diabetes mellitus deve ser conduzido com responsabilidade e atenção, e o envolvimento e a motivação do paciente e da sua família para realizá-lo são fundamentais. Seguir as indicações médicas, buscar conhecimento e se dedicar são as três ferramentas principais para garantir o controle da doença e uma vida com liberdade e qualidade.

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