Reeducação alimentar: tire todas as suas dúvidas e ouça o podcast

Qualidade de Vida

12/04/2022

Atualizado em 04/05/2022

Saiba como começar, dicas para dar os primeiros passos e sugestões de como fazer escolhas conscientes na hora da refeição.

9 min de leitura

Reeducação alimentar: tire todas as suas dúvidas e ouça o podcast

O excesso de peso e a obesidade são causas sérias de problemas de saúde e a reeducação alimentar é a melhor forma de resolver essa questão. Buscar o equilíbrio entre a ingestão de alimentos e exercícios físicos vai, com certeza, te levar a uma vida mais saudável.

A Unimed-BH tem um podcast sobre alimentação, com médicos e especialistas, que vai te ajudar a começar a reeducar a alimentação.

Reeducação alimentar: o que é?

Você já tentou vários tipos de dietas e não viu resultado? Muitas pessoas fazem dietas mirabolantes em que até conseguem emagrecer, mas rapidamente recuperam o peso perdido.

A solução para isso é a reeducação alimentar, que nada mais é do que uma mudança de comportamento para incorporar no dia a dia uma alimentação balanceada, de acordo com os nutrientes que seu corpo precisa.

A mudança nos hábitos alimentares passa por uma escolha consciente do cardápio, adaptação dos horários das refeições e fazer disso uma rotina. Ao reeducar a alimentação, você verá que é possível comer de tudo, mas de uma maneira equilibrada e sem exageros.

Importância muito além do emagrecimento

O objetivo de buscar uma alimentação mais saudável muitas vezes é a perda de peso, mas esse não é o único benefício da reeducação. Adquirir hábitos alimentares mais saudáveis também ajuda a prevenir doenças, como diabetes e hipertensão.

Além disso, uma alimentação equilibrada também auxilia para manter a saúde física e mental em dia. O ideal é manter uma rotina de atividades físicas junto a reeducação alimentar, para garantir ainda mais benefícios para o corpo e para a mente.

Como começar uma reeducação alimentar: principais dúvidas

reeducação alimentar

Para saber como fazer uma reeducação alimentar, a Unimed-BH preparou várias dicas para você dar o primeiro passo. Começar pode parecer difícil, mas seguindo essas recomendações você vai abrir o caminho para uma vida mais saudável.

A primeira coisa é entender que reeducar a alimentação não deve ser uma tarefa angustiante. Dessa forma, não coloque logo de início metas complexas. Tenha em mente que você pode ter uma alimentação equilibrada e saudável sem fazer grandes sacrifícios.

Veja agora cinco mudanças que você deve incluir no seu dia a dia para começar a reeducação alimentar:

1. Planeje-se

A alimentação saudável não precisa ser um tormento. Muitas vezes, acabamos comendo muitos alimentos processados e ultraprocessados por falta de tempo e pela facilidade.

Quando planejamos o que vamos comer na semana, nos preocupamos em fazer compras mais conscientes. Se não tem o biscoito, o salgadinho e o refrigerante em casa, fica mais fácil evitar o consumo dos mesmos.

2. Crie uma rotina de alimentação

Com o dia a dia corrido, muitas vezes não pensamos no que vamos comer e na hora que a fome bate, comemos o que for mais fácil.

Tente manter horários certos para realizar as refeições, evitando ficar muitas horas sem se alimentar e distribuindo bem as calorias durante o dia. O ideal é não comer demais em uma refeição e depois tentar compensar em outra.

3. Prefira alimentos naturais

Como já falamos, o mais adequado é diminuir consideravelmente o consumo de processados e ultraprocessados. O ideal é comer alimentos in natura ou minimamente processados.

Dê preferências para frutas, verduras e legumes. Além de mais saudáveis, a chamada “comida de verdade” tem vitaminas e minerais que ajudam a prevenir doenças.

4. Beba muita água

Ingerir, no mínimo, 2 litros de água por dia vai te manter hidratado, facilitar a eliminação de toxinas do corpo, prevenir a prisão de ventre e auxiliar na perda de peso. É uma dica que só traz benefícios.

5. Seja criativo

A alimentação saudável pode ser gostosa e prazerosa. Procure receitas com ingredientes naturais, tentando manter uma alimentação colorida e variada.

Outra dica é fazer substituições como, por exemplo, trocar o chocolate ao leite pelo amargo, trocar alimentos refinados por integrais, entre outros.

Qual o melhor profissional para o meu caso?

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Três tipos de profissionais podem te auxiliar para começar uma reeducação alimentar: endocrinologista, nutricionista e nutrólogo. Entenda a diferença entre eles e como cada um pode te ajudar a ter uma alimentação mais saudável.

  • Endocrinologista – é um profissional formado em medicina, especializado em endocrinologia e metabologia. Ele vai fazer o diagnóstico e o tratamento de doenças ligadas à alimentação e ao funcionamento dos hormônios, podendo prescrever medicamentos, se necessário.
  • Nutrólogo – também é um profissional com formação em medicina, mas com residência em nutrologia. Compete ao nutrólogo o diagnóstico e tratamento de problemas relacionados à alimentação, como transtornos, doenças nutricionais e obesidade. Ele pode receitar remédios para emagrecer, conforme necessidade dos pacientes.
  • Nutricionista – diferentemente dos dois acima, o nutricionista é formado em nutrição. Cabe a ele a elaboração de cardápios específicos para cada pessoa, de acordo com as necessidades nutricionais do paciente. O foco pode ser no emagrecimento, no ganho de peso, na reeducação alimentar. Este profissional não está apto a prescrever medicamentos.

Saiba mais aqui setinha Nutrólogo ou nutricionista: quando buscar cada profissional?

Exames detectam a necessidade de melhorar os hábitos alimentares

Você sabia que apenas uma amostra de sangue pode revelar como anda a sua rotina alimentar? Não é preciso esconder do médico, muitos exames laboratoriais simples apontam vestígios e danos causados por uma alimentação desregulada.

Claro que os hábitos ruins podem demorar algum tempo para afetar o funcionamento do organismo, como os níveis ideais de glicose, colesterol, vitaminas e hormônios importantes para o metabolismo. Mas não se engane, a conta chega.

Consumir sal em excesso pode acarretar hipertensão, doenças cardiovasculares e renais. Já o açúcar demasiado pode elevar a taxa de glicose no sangue e predispor a diabetes. Comer muito carboidrato pode comprometer as taxas de colesterol, além de causar excesso de peso.

A carência de nutrientes importantes presentes em verduras, legumes, carnes e peixes também podem indicar a necessidade de rever a alimentação e equilibrar os níveis de vitamina C, D, E, B12 e diversas outras.

Essa investigação clínica é necessária para elaborar um plano de reeducação alimentar que visa suprir as possíveis deficiências nutricionais para melhorar a saúde, disposição e qualidade de vida do paciente.

O IMC (Índice de Massa Corporal) é um dos indicadores de sobrepeso e obesidade, que podem aumentar o risco de doenças cardíacas, diabetes e outras.

Aproveite e confira setinha A importância de reduzir o consumo de doces.

Podcast sobre alimentação traz dicas de especialistas

O “Pod Isso, Doutor?”, um podcast do Viver Bem, traz neste mês o tema: “Hábitos saudáveis e Reeducação Alimentar”. O episódio fala sobre o que é comer de forma saudável, como começar e quando procurar um especialista no assunto.

Quem participou deste bate-papo foi a nutricionista com formação em cozinha profissional, Marina Nogueira, e o doutor Artur Oliveira Mendes, especialista em Saúde da Família.

A Marina criou o Não Conto Calorias em 2013, que fala muito sobre comida de verdade, alimentos ultraprocessados, riscos das dietas da moda e transtornos alimentares.

O Dr. Artur é formado pela UFMG, mestrando em Saúde da Família pela UFOP, está se especializando em Saúde Digital pela UFG e é médico cooperado da Unimed.

Para você que quer começar uma reeducação alimentar, o episódio traz dicas preciosas para fazer as mudanças necessárias no seu dia a dia, com conselhos dos especialistas. Ouça agora:

Como reeducar a alimentação, afinal?

reeducação alimentar

Agora você sabe quais profissionais podem te auxiliar no processo, os exames necessários para identificar problemas relacionados à alimentação e os primeiros passos para começar a reeducação alimentar.

Basta um pouco de disciplina e força de vontade para incluir pequenas mudanças na sua rotina. Claro que em alguns casos a relação com a comida extrapola o saudável. Entenda mais sobre ansiedade alimentar, fome emocional e compulsão alimentar.

Uma coisa importante é não exigir muito de você mesmo. Já falamos que a reeducação alimentar não deve ser um sacrifício. Você já entendeu também que pode comer de tudo, com equilíbrio e consciência.

Para reeducar a alimentação, tenha em mente que precisará fazer mudanças de comportamento e pensamento. Você já deve ter ouvido a expressão “você é o que você come”.

Dessa forma, como está o seu corpo e sua saúde física e mental são reflexos de sua alimentação. A reeducação alimentar vai te ensinar a comer de forma mais saudável e fazer as melhores escolhas na hora da refeição.

Clique e leia tudo sobre setinha Dietas da moda: por que devemos fugir delas?

Cardápio para emagrecer com reeducação alimentar: o que não pode faltar?

reeducação alimentar

A reeducação alimentar tem inúmeros benefícios e ela vai te ajudar também na perda de peso. Pensando em quer mudar a alimentação com o objetivo de emagrecer, a Unimed-BH preparou algumas dicas para você saber os alimentos que devem estar presentes no seu prato:

  1. Capriche nas verduras. Pode encher o prato de folhas verdes para preparar uma salada fresquinha. Alface (todos os tipos), rúcula, agrião, espinafre são opções que você pode utilizar sem restrições.
  2. Legumes também são sempre bem-vindos. Deixe seu prato bastante colorido com legumes como cenoura, beterraba, abóbora, tomate, pepino, abobrinha entre outros.
  3. Consuma bastante frutas. Temos uma infinidade de frutas que você pode incluir no seu cardápio. Pode comer frutas no café da manhã, no lanche da tarde e até à noite.
  4. Leguminosas e cereais integrais são uma boa pedida. Inclua nas refeições feijão, lentilha, grão-de-bico, ervilha. Dê preferência para arroz integral, massas integrais, aveia, quinoa, entre outras.
  5. Para deixar sua comida sempre saborosa, aproveite as ervas e temperos naturais. Temos várias opções como alecrim, manjericão, orégano, tomilho, louro, além dos já conhecidos alho e cebola.

Uma boa opção é pesquisar no Guia Alimentar para a População Brasileira, que traz as principais informações sobre o assunto.

O que é comer de forma saudável?

Não é só comer legumes e verduras, mas sim se nutrir de forma mais ampla, levando em conta suas vontades, os aspectos sociais, etc. Comer saudável não é algo tão natural como a pessoa querer comer um alface em vez de um chocolate, por exemplo.

A estimativa é que a alimentação saudável é democrática e que todos podem entender que essa prática é mais simples do que se pensa – o que não significa que seja fácil.

Mas antes de desanimar, é importante pontuar que equilibrar a alimentação não tem que ser algo doloroso e restritivo. Não é preciso “fazer dieta” durante as festas de final de ano, ou em aniversário infantil, por exemplo. Afinal, se tornar o “chato da festa” não precisa fazer parte da sua realidade.

Em vez disso, é possível adequar a alimentação, já que comer bem está relacionado não só ao planejamento, preparo e cuidados como também ao apelo emocional de cada momento da vida. Lembre-se que sob todos os aspectos, se alimentar bem deve ser algo sustentável.

Como começar?

Uma boa dica para iniciar uma alimentação saudável é o Guia Alimentar da população brasileira, um um material primoroso lançado pelo Ministério da Saúde em 2014.

Ao contrário do que muitos pensam, este guia não é formado por um conjunto de dietas pré-estabelecidas. O que ele trás são opções para escolhas mais embasadas.

Além disso, um dos princípios deste documento é conceder maior autonomia alimentar, contextualizando a culinária brasileira, diferenças sociais e econômicas, e soluções básicas para adequar a alimentação.

Outra premissa relevante é a indicação de que alimentação é algo mais abrangente do que apenas focar na ingestão de nutrientes. Quer um exemplo? As pessoas usam a alimentação tanto para celebrar, quanto para se confortar.

Ou seja, em diferentes contextos sociais no mundo todo, a comida tem esse poder peculiar de unir as pessoas, tecendo uma teia de memórias, desejos, experiências e lembranças permeadas pelas refeições.

Quando buscar um especialista para isso?

Você já parou pra pensar se as pessoas chegam ao consultório médico buscando se alimentar de forma saudável ou emagrecer?

Embora o sobrepeso traga consequências à saúde, corpo gordo não é corpo doente. Isso não significa negar as complicações advindas da obesidade, e sim que comer mal, independentemente do peso é que trás uma série de consequências à saúde.

Então, não é só perder peso se alimentando mal, pois pode provocar carências de diversas naturezas. Da mesma forma, corpo magro não é corpo saudável. Emagrecer também não é tornar-se magro, pois as pessoas têm biotipos diferentes.

Consulta rápida – episódios curtos para tirar dúvidas:

Além do podcast sobre alimentação saudável, a Unimed-BH também reservou para você algumas pílulas de conteúdos tira-dúvidas de forma objetiva e rápida. Confira um breve spoiler sobre o que você vai aprender nos episódios mais curtos de pílulas de alimentação saudável:

Pílula 01 – O inimigo é o Ovo?

A reeducação alimentar envolve o entendimento da importância dos nutrientes alimentares para o bom funcionamento do corpo e o cuidado com a sua rotina. Mas você sabe por onde começar? O que é comer de forma saudável? Quais são as comidas vilãs?

É comum vermos matérias sobre os benefícios e malefícios do ovo na alimentação, por exemplo. E ele, na verdade, pode ser uma boa opção por se enquadrar no grupo de alimentos não processados, mas é importante lembrar que assim como outros alimentos, o ovo deve ser consumido de forma balanceada e moderada.

Pílula 02 – O papel dos suplementos alimentares

Tudo o que nosso corpo precisa está dentro do prato, ou temos que ingerir vitaminas?

Uma vitamina mal tomada é desperdício de dinheiro.

Estamos vivendo o excesso do consumo de suplementos, como a proteína, por exemplo? As pessoas utilizam esses suplementos sem necessidade? Na verdade, o suplemento proteico pode ser utilizado, mas não por conta própria, e sim com recomendação e avaliação personalizada.

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