Diabetes e suas complicações: saiba quais são e como identificá-las

Prevenção e Controle

10/03/2021

Conhecer os sinais e sintomas das complicações do diabetes é fundamental para prevenir consequências graves e irreversíveis

5 min de leitura

Compartilhar

Diabetes e suas complicações: saiba quais são e como identificá-las

O diabetes é uma das doenças mais comuns no Brasil. Estima-se que cerca de 13 milhões de brasileiros convivem com a doença; e o mais preocupante é que este número é crescente.

Conviver com o diabetes é um desafio que requer adaptações em todos os contextos da vida do paciente, desde o acompanhamento médico e o controle regular das taxas de glicose até a mudança dos hábitos alimentares e do estilo de vida.

Por isso, tão importante quanto receber o diagnóstico precoce, é conhecer mais sobre como a doença atua no organismo, seus sinais e sintomas de complicações. Dessa forma, é possível se preparar para imprevistos e desacelerar a sua evolução.

O que é diabetes?

Para entender o que é diabetes, é necessário conhecer a relação entre a insulina e a glicose.

A insulina é um hormônio produzido e liberado pelo pâncreas para controlar os níveis de glicose (substância utilizada como fonte importante de energia para o corpo) no sangue. É esse hormônio que vai definir, de acordo com a demanda do organismo, a quantidade de glicose transformada em energia e armazenada, mantendo as taxas dessa substância ideais para a saúde do corpo.

O diabetes, ou diabetes mellitus, por sua vez, é uma doença crônica que afeta a produção de insulina ou a forma como ela atua no organismo, ocasionando a elevação da glicose na corrente sanguínea.

A doença se apresenta em três tipos: diabetes tipo 1, diabetes tipo 2 e diabetes gestacional. No diabetes tipo 1, o organismo não produz nenhuma quantidade do hormônio; com isso, a glicose ingerida permanece no sangue sem se transformar em energia. Já no diabetes tipo 2, o pâncreas produz a insulina, mas não o suficiente para que ela faça o controle glicêmico.

E, no diabetes gestacional, o pâncreas da mulher não aumenta a produção de insulina para suprir a demanda causada pelas mudanças causadas no corpo durante a gravidez. Em todos eles, o efeito é o mesmo: a elevação dos níveis de glicose no sangue.

Por isso, o controle da doença é fundamental, uma vez que o diabetes descontrolado pode causar complicações, incluindo danos irreversíveis aos órgãos e vasos sanguíneos.

Sintomas do diabetes

Os principais sintomas do diabetes se manifestam de maneira semelhante, independentemente do tipo da doença. São eles a fome e a sede frequentes e o aumento expressivo da frequência urinária. Além desses sintomas, pacientes com diabetes tipo 1 apresentam outros sinais:

  • Emagrecimento rápido
  • Fraqueza
  • Cansaço constante
  • Mudanças de humor
  • Náuseas e vômitos

Já o diagnóstico do diabetes tipo 2 está ligado aos seguintes sintomas:

  • Formigamento nos pés e nas mãos
  • Infecções do trato urinário (ITU) frequentes
  • Infecções de pele
  • Feridas que demoram para cicatrizar
  • Visão embaçada

Na presença de sintomas associados, é importante ficar alerta e procurar orientação médica.

Complicações agudas do diabetes

As principais complicações agudas do diabetes – que precisam de intervenções imediatas – são a hipoglicemia e a cetoacidose diabética (CAD). A melhor forma de evitar tais complicações é fazer o controle da glicose por meio de medidas prescritas por um médico especializado.

Entretanto, conhecer os sintomas é fundamental. Por se tratarem de descompensações, a primeira medida a ser tomada após identificar qualquer sinal de cetoacidose diabética ou hipoglicemia é procurar atendimento médico de urgência para tratar a complicação o mais rápido possível.

Hipoglicemia

A hipoglicemia é uma complicação aguda do diabetes e é o extremo oposto do efeito da doença no organismo, ou seja, é a redução dos níveis de glicose no sangue. É uma complicação comumente relacionada ao uso de insulina ou hipoglicemiantes em doses inadequadas.

Quando utilizados de forma errada, esses medicamentos acarretam a redução das taxas glicêmicas no sangue (abaixo de 70 mg/dl) e podem levar à perda de consciência e até mesmo ao coma em casos mais graves.

Fome, suor excessivo e visão turva são os sinais mais amenos da hipoglicemia e é muito importante conhecê-los para conseguir reverter o quadro antes que ele avance. O tratamento da hipoglicemia inicial é a administração de carboidratos de ação rápida (doces, balas e o açúcar propriamente dito) em doses suficientes apenas para diminuir os sintomas.

Casos mais graves da hipoglicemia – normalmente quando há perda de consciência – pedem tratamentos por via endovenosa, como a administração de glicose.

Cetoacidose diabética (CAD)

A cetoacidose diabética (CAD) também é uma complicação aguda do diabetes e uma urgência médica. Ao contrário da hipoglicemia, pacientes com CAD apresentam glicemias acima de 250 mg/dl, juntamente com corpos cetônicos e acidose metabólica – compensações metabólicas causadas pelo comprometimento nos estoques de energia do organismo e pelo acúmulo da glicose no sangue, respectivamente.

Por se tratar de uma descompensação, ou seja, uma complicação que pode causar efeitos graves, é importante conhecer os sintomas da cetoacidose diabética para saber identificá-los. Destacam-se sede e fome excessivas, aumento do volume e da frequência urinária, confusão mental e halitose cetônica (hálito de acetona).

Consequências do diabetes descontrolado

Muitas são as perguntas relacionadas às consequências do diabetes descontrolado. Elas são diversas e podem aparecer em médio e longo prazos, afetando o organismo de diversas formas. Todas as complicações, entretanto, têm algo em comum: longos períodos sem o controle adequado do diabetes e sem acompanhamento médico.

Como o diabetes afeta o coração?

O excesso de glicose na corrente sanguínea – efeito do diabetes no organismo – pode afetar os vasos sanguíneos e, consequentemente, o coração, ocasionando o surgimento de doenças cardiovasculares.

Estão entre as mais recorrentes a doença arterial coronariana, o acidente vascular cerebral (AVC), a doença arterial periférica e o infarto agudo do miocárdio. Isso acontece porque as altas taxas de glicose podem causar a inflamação das artérias, tornando o sistema cardiovascular mais frágil e propício ao desenvolvimento das condições.

O que é retinopatia diabética?

A retinopatia diabética é a consequência das alterações na visão causadas pelo diabetes. É uma complicação de longo prazo muito comum, mas, por outro lado, não dá sinais até alcançar estágios mais avançados. Trata-se de uma lesão na retina – camada dos olhos responsável pela visão de cores e detalhes.

Para evitar o surgimento da retinopatia diabética, é fundamental fazer o rastreamento precoce e manter o acompanhamento médico, aliado ao controle da glicose e demais tratamentos do diabetes.

O que é nefropatia diabética?

A nefropatia diabética é uma complicação renal do diabetes e é uma das causas mais comuns de doença renal crônica em países desenvolvidos. Ela se manifesta devido aos efeitos dos altos índices de glicose no sangue, que danificam os vasos sanguíneos dos rins, e pode não apresentar sintomas até alcançar estágios mais avançados.

Além do controle glicêmico, é importante controlar também a pressão arterial para prevenir a doença e sua evolução para quadros mais graves.

O que é pé diabético?

O pé diabético está entre as maiores causas de amputação de membros inferiores no mundo todo. Ele acomete milhares de pacientes e geralmente está associado a outra complicação do diabetes: a neuropatia diabética, condição que compromete o metabolismo dos neurônios e afeta nervos do corpo inteiro, incluindo os dos pés.

A perda da sensibilidade é o principal sintoma do pé diabético e também o principal ponto de atenção dessa complicação, pois, se o paciente não sente dor ou incômodo, pode não identificar o surgimento de feridas no membro. O ressecamento dos pés, também causado pela neuropatia diabética, pode levar a rachaduras, que são a porta de entrada para infecções.

Por fim, a inflamação dos vasos sanguíneos, comum em pacientes de diabetes, pode reduzir o fluxo sanguíneo dos pés, o que dificulta a cicatrização de feridas e, consequentemente, a recuperação dessa complicação. Para evitar esse quadro, é necessário ter atenção aos pés, examinando possíveis feridas e cuidando delas rigorosamente em caso de surgimento, por menor que sejam.

Em termos gerais, para evitar o desenvolvimento de complicações do diabetes – sejam elas agudas ou de longo prazo –, é fundamental fazer o controle regular da glicose, mudar o estilo de vida e o tipo de alimentação e visitar seu médico regularmente.

Unimed-BH
Unimed-BH
Somos a melhor entre as maiores operadoras de saúde do Brasil, estamos presentes na vida de mais de 1,2 milhão de pessoas e temos um compromisso com nossos clientes e a sociedade: disponibilizar informações de saúde confiáveis, completas e de alta qualidade, para que você se cuide melhor todos os dias.
Esse conteúdo foi útil para você?
Sim Não
×
Obrigado! Sua opinião nos ajuda a fazer conteúdos cada vez melhores.

Comentários

error: © Copyright Unimed-BH 2021