Apneia do sono: sintomas, riscos e por que é importante cuidar

Qualidade de Vida

24/08/2021

Como perceber se você sofre de algum distúrbio de sono se está dormindo? Veja como identificar os sintomas da apneia obstrutiva do sono e quais os riscos e tratamento do problema.

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Apneia do sono: sintomas, riscos e por que é importante cuidar

Dormir bem ajuda a regular as funções do organismo e contribui para a tão desejada qualidade de vida. Um problema que pode afetar estes momentos e trazer sérias consequências à saúde, é a apneia do sono.

Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a doença acomete cerca de 30% da população mundial. O mais preocupante é que, a maioria das pessoas que sofrem com o problema, sequer sabem do diagnóstico e, portanto, permanecem por anos sem o tratamento adequado.

Por isso, a informação é o primeiro passo para entender, identificar os sintomas e se conscientizar sobre os cuidados necessários. Continue lendo este artigo e saiba tudo sobre a apneia obstrutiva do sono.

O que é apneia do sono?

Apneia é a suspensão temporária da respiração. Quando ocorre durante o sono, de forma inconsciente, a patologia é denominada como e apneia do sono ou apneia obstrutiva do sono. O distúrbio é considerado uma doença crônica, caracterizada pela obstrução das vias aéreas.

Com isso, há paradas repetidas da respiração enquanto se dorme e, consequentemente, roncos, ruídos de sufocamento e despertares. Acontece que esses momentos em que a pessoa acorda duram apenas segundos.

Por isso, geralmente quem sofre da apneia do sono não se recorda ou, muitas vezes, nem sabe que é vítima do problema. Mesmo assim, o sono se torna fragmentado e intranquilo, já que a pessoa pode despertar algumas vezes por noite ou até centenas de vezes nos casos mais graves.

O que causa?

São vários motivos que podem causar a apneia obstrutiva do sono, entre eles, a genética e obesidade. Mas, também pela anatomia da pessoa – como o queixo muito pequeno, o pescoço muito largo ou a língua e amígdalas muito grandes.

Há outros fatores que também podem contribuir para a obstrução da passagem do ar durante a respiração à noite, como o excessivo relaxamento da garganta ao dormir. Além disso, são fatores desencadeantes da apneia do sono:

  • Congestão nasal
  • Alcoolismo
  • Alterações hormonais

Também são considerados fatores de risco do transtorno doenças cardíacas e hipertensão arterial.

Sintomas de apneia do sono

É difícil reconhecer que se tem essa condição, porque ela se manifesta enquanto estamos dormindo. Como os despertares durante a noite são rápidos, usualmente a pessoa não se recorda que acordou por alguns momentos. O ronco é um dos principais sinais de apneia, mas pode indicar também outros problemas de saúde.

No entanto, é possível identificar alguns sintomas de apneia quando acordado. Dor de cabeça, na garganta ou boca seca ao acordar são alguns deles. Sonolência excessiva durante o dia, cansaço, dificuldade de concentração e irritabilidade também são efeitos de uma noite intranquila.

Para diagnosticar corretamente a apneia obstrutiva do sono, consulte um otorrinolaringologista. Ele irá avaliar os sintomas relatados, fazer exames e verificar a existência de fatores de risco.

Afinal, a apneia do sono pode matar?

A apneia em si não leva à morte, mas nos casos mais graves, raros, pode desencadear condições fatais, como uma parada cardiorrespiratória.

Além disso, a condição também se torna um fator de risco para o desenvolvimento de problemas como insuficiência coronariana, hipertensão arterial, acidente vascular encefálico e aterosclerose.

Ronco e apneia: quais as diferenças?

O ato de roncar durante a noite é causado pela dificuldade da passagem de ar pelas vias aéreas e é um dos sintomas da apneia. Mas não necessariamente quem ronca sofre de apneia obstrutiva do sono.

Enquanto o ronco é caracterizado pela dificuldade de respirar, a apneia consiste na obstrução das vias aéreas por repetidas vezes durante a noite.

Como tratar apneia do sono

O tratamento é individualizado, ou seja, varia de acordo com a gravidade do caso e o histórico de doenças do paciente. Ele pode ser, inclusive, multidisciplinar, envolvendo várias especialidades como otorrinolaringologia, fonoaudiólogo, nutricionista, fisioterapeuta, nutrólogo, cardiologista, neurologista e até ortodontista.

Para se definir a melhor forma de tratar o problema, é preciso identificar as causas. Alguns tratamentos incluem, por exemplo, o uso de um equipamento para dormir, conhecido como CPAP – Continuous Positive Airway Pressure, ou Pressão Positiva Contínua sobre as Vias Aéreas – que facilita a passagem do ar.

Outros podem demandar a necessidade de uma cirurgia, para alterar os tecidos da laringe ou a estrutura da face, caso a origem do problema seja anatômica. Somente um profissional de saúde poderá diagnosticar o problema e indicar o melhor tratamento para o seu caso.

Já para dormir melhor e saber identificar outros problemas que acontecem durante o sono, acesse os conteúdos da Unimed-BH:

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