Ansiedade alimentar: como detectar e evitar os episódios?

Qualidade de Vida

10/03/2021

Você tentou se alimentar corretamente, várias vezes, e sem sucesso? Conheça esta vilã que pode estar rondando o seu prato.

4 min de leitura

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Ansiedade alimentar: como detectar e evitar os episódios?

Os alimentos desempenham um papel crucial na vida cotidiana, e uma dieta saudável é extremamente importante. No entanto, se os pensamentos sobre comida se tornam intrusivos, isso pode evoluir para ansiedade alimentar.

É comum enfrentar desafios e não prestar atenção em como as preocupações do dia a dia interferem nas escolhas alimentares. Há pessoas que simplesmente se esquecem de comer quando estão muito ansiosas e angustiadas. Mas há também aquelas que tendem a comer mais, principalmente doces e comidas associadas a momentos felizes.

A ansiedade alimentar surge quando isso se torna corriqueiro, quando a pessoa come em grandes quantidades, o que pode favorecer a obesidade.

Entenda o que é, quais as possíveis causas, como detectar episódios e evitar que essa sensação interfira na qualidade da sua alimentação.

O que é ansiedade alimentar?

Muita gente pergunta o que é ansiedade alimentar, mesmo que a maioria das pessoas já possam ter tido essa sensação. Pensamentos negativos sobre alimentação ou aparência estão ligados à ansiedade alimentar.

Basicamente, quem sofre de ansiedade alimentar tende a exagerar na quantidade de refeição sem mesmo se dar conta disso. É como se a pessoa não percebesse o limite do que deve ingerir ou não identificasse a saciedade do corpo, gerando o famoso “comer sem ver” ou “comer para preencher um certo vazio”.

O problema é que este vazio não está relacionado, necessariamente, ao estômago, e sim à ausência de percepção causada pela ansiedade. Isso porque comer ansioso dificulta a identificação do momento presente, levando ao exagero de guloseimas ou outros tipos de comida que comprometem a boa alimentação.

Ansiedade e alimentação

A vontade constante de beliscar e comer mesmo não estando com fome também está relacionada à ansiedade e alimentação. Um desdobramento marcante é a necessidade de ingerir alimentos específicos.

Por isso, saber diferenciar a fome emocional da fome física é um grande passo para cessar a ansiedade alimentar. Em muitos casos, a fome é associada a determinado alimento, indicando se tratar de uma fome emocional, um desejo associado às emoções que leva a exagerar nas quantidades.

Ao terminar a refeição e perceber que comeu demais, surgem sentimentos como culpa, vergonha e desgosto, que servem para inflar o círculo vicioso da ansiedade, podendo causar grande sofrimento emocional.

Como detectar episódios de ansiedade alimentar?

A ansiedade alimentar surge normalmente devido a fatores individuais e culturais. De acordo com os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), no triênio 2013-2016, 49,1% dos adultos americanos haviam tentado perder peso nos anos anteriores.

Quando associada à comida, a ansiedade pode gerar prejuízos aos relacionamentos, interferir na rotina, consumir os pensamentos e levar a escolhas prejudiciais. Mas como detectar episódios no auge da ansiedade?

Preocupações muito intensas em relação a trabalho, família, dinheiro e segurança, que levam a agitação, nervosismo, tensão, dificuldade para concentrar e irritabilidade, compõem a lista de gatilhos.

Com tanta coisa em mente, é fundamental compreender as razões que levam o indivíduo a descontar essas sensações na comida para depois controlar a ansiedade alimentar de maneira eficiente.

Razões que podem levar à ansiedade alimentar

Algumas razões que podem minar a alimentação saudável, contribuir para a obesidade e ainda ajudar a detectar a ansiedade:

  • Pensamentos negativos sobre alimentação ou aparência.
  • Sentir vergonha de não ter hábitos saudáveis.
  • Fatores culturais → A magreza costuma ser valorizada em diversas culturas, o que pode fazer com que muitas pessoas desenvolvam a ansiedade alimentar e optem por alimentos pouco saudáveis.
  • Imagem corporal negativa → Algumas pessoas afirmam que são gordas, mas no fundo acreditam que não. Mas a distorção está em acreditar que seu tipo físico não está dentro dos “padrões”.
  • Tendência genética de transtornos → Familiares que têm algum tipo de transtorno de ansiedade são grupos que devem ter maior atenção, devido à tendência em desenvolver o relacionamento entre ansiedade e alimentação.
  • Personalidade → Os traços de personalidade são outros pontos que podem contribuir para a ansiedade alimentar, como o excesso de perfeccionismo, a busca incessante por novidades ou a impulsividade.

É indispensável buscar ajuda de especialistas da nutrição e da psicologia para identificar os sinais de ansiedade alimentar. Isso porque a ansiedade em demasia pode representar algum outro tipo de desequilíbrio. Daí a importância de avaliar a qualidade dos pensamentos para manter corpo e mente sãos.

Como tratar ansiedade e compulsão alimentar

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Por outro lado, caso os sintomas persistam, procure um médico. Existem condições que precisam ser avaliadas e tratadas. Cuide-se! Você é o seu bem maior. Se estiver bem, você pode ajudar sua família, trabalhar melhor e resolver mais facilmente os problemas que aparecerem.

Uma vez diagnosticada, a ansiedade alimentar pode ser tratada com a devida atenção e consciência ao momento presente e aos gatilhos, que levam a descontar a ansiedade nos alimentos. Entre os principais tratamentos, a terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma excelente aliada para identificar emoções negativas e desvinculá-las da alimentação.

Além da terapia, a orientação nutricional é essencial para traçar planos alimentares mais eficientes, de modo a se sentir saudável e driblar a ansiedade alimentar.

Novos hábitos reduzem a ansiedade

Também devemos chamar a atenção para a relevância dos exercícios físicos, que, comprovadamente, auxiliam a extravasar e a dissolver a ansiedade e o estresse, melhorando significativamente a saúde como um todo. Para isso, a Unimed-BH trouxe o empurrãozinho que faltava para driblar o sedentarismo e adotar novos hábitos.

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