Câncer colorretal: conheça os principais sintomas e medidas preventivas

Qualidade de Vida

25/02/2021

A doença está entre os três tipos de câncer mais diagnosticados no Brasil. Saiba como detectar os sintomas!

4 min de leitura

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Câncer colorretal: conheça os principais sintomas e medidas preventivas

Popularmente conhecido como câncer de reto, o câncer colorretal é um dos tipos de câncer mais encontrados em pacientes brasileiros. De acordo com a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, em 2020, no Brasil, ele foi diagnosticado em mais de 38 mil pacientes e foi classificado como o 2º mais frequente em mulheres e o 3º entre os homens.

Conhecer os fatores de risco, os sintomas e as medidas de prevenção do câncer colorretal, que acomete tantos pacientes, é o caminho certo para se cuidar e diagnosticar precocemente a doença.

O que é câncer de reto?

O câncer colorretal, que é um tumor maligno que abrange o cólon e o reto, na maioria dos casos, pode ser tratado e até mesmo curado. Mas, assim como em outros casos da doença, o diagnóstico precoce é fundamental para um tratamento eficaz.

Como se desenvolve o câncer colorretal?

Na grande maioria dos casos, o câncer de reto se desenvolve a partir de pólipos intestinais, lesões benignas que se instalam e crescem na parede interna do cólon e do reto. Hábitos alimentares e de vida não saudáveis, associados a fatores genéticos e ao surgimento dos pólipos intestinais, podem se transformar no câncer colorretal.

Pacientes com incidência de pólipos intestinais devem fazer acompanhamento médico constante, com o objetivo de supervisionar o estado dos mesmos. Dessa forma, em caso de evolução, a detecção do câncer colorretal será precoce.

Sintomas de câncer colorretal

A presença de pólipos no intestino grosso não é, necessariamente, um dos sintomas do câncer colorretal, mas é um fator de risco que deve acender as luzes do cuidado preventivo. Na maioria dos casos, o câncer de reto não apresenta sintomas no primeiro momento. Por isso, um médico especialista deve ser consultado com urgência em caso da presença de algum dos sintomas a seguir:

  • Dor e sangramento anal.
  • Perda de sangue nas fezes.
  • Dor e cólica abdominal.
  • Mudanças no hábito intestinal, podendo ser diarreia ou prisão de ventre, alternados.
  • Esforço para evacuar e sensação de que o intestino não se esvaziou após a evacuação.
  • Vômitos ou náuseas constantes.
  • Massa abdominal.
  • Emagrecimento rápido e não intencional.
  • Pessoas com mais de 50 anos de idade devem ter atenção especial também para anemias de origem indeterminada e perda crônica de sangue.

A presença desses sintomas, entretanto, não é a confirmação do diagnóstico do câncer de reto. Por isso, não faça o autodiagnóstico.

Diagnóstico do câncer de reto

Para se fazer o diagnóstico do câncer de reto, um médico especializado deve ser consultado. Ele está apto a solicitar, a partir de qualquer sintoma relatado, uma avaliação minuciosa e a realização de exames específicos para a detecção de pólipos intestinais ou de tumores malignos.

Atenção: não faça o autodiagnóstico nem realize exames sem prescrição médica. Procure sempre a orientação de um especialista.

Prevenção ao câncer colorretal: conhecendo os fatores de risco

Existe uma série de medidas que podem auxiliar na prevenção ao câncer colorretal. É importante, antes de mais nada, conhecer os fatores de risco. Alguns deles são modificáveis e, com mudanças simples, podem ser evitados, contribuindo para uma melhor qualidade de vida e menores chances de diagnóstico de câncer de reto.

Sedentarismo

Que a prática de exercícios é fundamental para a manutenção de um corpo saudável, isso não é segredo para ninguém. Mas manter uma rotina funcional ajuda também a proteger o organismo contra o câncer colorretal. Pessoas sedentárias têm maior chance de desenvolver a doença, enquanto homens e mulheres que praticam atividades no dia a dia diminuem a probabilidade de ter câncer de reto em até 25%. Pode ser uma caminhada ao ar livre, hidroginástica ou qualquer atividade de baixo impacto; o que importa é iniciar uma prática que movimente o seu corpo.

De olho no sobrepeso – Pessoas obesas ou acima do peso indicado também têm as chances de desenvolver o câncer colorretal aumentadas.

Hábitos alimentares

Uma alimentação balanceada é outra peça-chave para driblar o câncer colorretal. A ingestão correta de água e fibras, existentes nos cereais e vegetais – como brócolis, couve e espinafre –, acelera o trânsito intestinal e agride menos as células da mucosa do intestino, o que contribui positivamente para o não desenvolvimento da doença.

Excesso de carne vermelha e dietas ricas em alimentos ultraprocessados têm efeito contrário e podem aumentar as chances do desenvolvimento do câncer de reto.

Tabagismo e consumo excessivo de álcool

Não é apenas o câncer de pulmão que encontra como vilão o tabagismo. O surgimento de casos de câncer colorretal também pode ser relacionado ao ato de fumar e ao consumo de álcool.

Limitar o consumo de álcool pode ter muitos benefícios para a saúde, incluindo um menor risco de câncer colorretal.

Idade

O surgimento de casos de câncer colorretal não está limitado a pessoas mais velhas, entretanto ele pode aumentar de acordo com a idade. Homens e mulheres com mais de 50 anos devem redobrar os cuidados e as medidas de prevenção.

Histórico pessoal

O histórico de pólipos adenomatosos ou doenças inflamatórias intestinais como retocolite ulcerativa e doença de Crohn são fatores de risco para o diagnóstico de câncer de reto.

No caso dos pólipos adenomatosos, o risco se agrava quando eles são volumosos ou em grande quantidade. Pessoas já diagnosticadas e curadas do câncer colorretal também estão mais sensíveis a desenvolvê-lo novamente.

A síndrome do intestino irritável não tem relação com doenças inflamatórias intestinais; por isso, não se enquadra como fator de risco.

Histórico familiar

A hereditariedade é um fator complicador para qualquer tipo de câncer, e com o câncer colorretal não é diferente. Homens e mulheres cujos parentes de primeiro grau (pais, irmãos ou filhos) foram diagnosticados com pólipos adenomatosos ou com a doença têm mais riscos de desenvolvê-la; por isso, precisam de acompanhamento médico rotineiro.

Síndromes hereditárias

A síndrome de Lynch (câncer colorretal hereditário sem polipose) e a polipose adenomatosa familiar (FAP) são as duas síndromes hereditárias mais comuns de serem associadas ao câncer colorretal. Além delas, a síndrome de Peutz-Jeghers e a polipose MUTYH também estão, em menor escala, entre os fatores de risco para diagnóstico da doença.

Exames de rastreamento para detectar o câncer de reto precocemente

O rastreamento do câncer colorretal é uma medida preventiva recomendada, principalmente, para pacientes com algum dos fatores de risco. Mas a indicação é que, a partir de 45 anos, os exames sejam incluídos entre os procedimentos de rotina dos pacientes.

A partir do rastreamento, é possível detectar a presença de pólipos e do câncer colorretal em estágio inicial. Em casos como esses, é comum a realização de biópsias de lesões suspeitas.

É importante ficar atento aos fatores de riscos e sintomas, além de realizar consultas e exames de rotina para a detecção do câncer colorretal e outras doenças.

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