8 dicas para se proteger da intoxicação alimentar

Qualidade de Vida

25/02/2021

Saiba como se prevenir da intoxicação alimentar com uma rotina simples de cuidados com os alimentos

3 min de leitura

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8 dicas para se proteger da intoxicação alimentar

A gastroenterocolite aguda, doença popularmente conhecida como intoxicação alimentar, é uma Doença Transmitida por Alimentos (DTA) e um dos principais vilões que surgem com a chegada do verão. As altas temperaturas da estação favorecem o aumento de casos da doença, mas é importante ter atenção com os riscos de contaminação e protocolos de prevenção durante o ano inteiro.

A intoxicação alimentar acontece a partir da ingestão de água e/ou alimentos contaminados por microrganismos nocivos à saúde, que podem ser bactérias (salmonela e estafilococos), vírus (rotavírus) ou parasitas (entamoeba e giárdia). Essa contaminação pode acontecer por diversos motivos: má conservação de alimentos, tratamento inadequado da água para consumo e até mesmo hábitos de higiene pessoal.

Tão importante quanto conhecer as causas e combater a doença é identificar os sintomas para tratar corretamente a intoxicação alimentar.

Sintomas de intoxicação alimentar

Diferentemente da alergia alimentar, que apresenta reações imediatamente após a ingestão do alimento, os sintomas de intoxicação alimentar podem aparecer até três dias após o consumo de frutas, hortaliças, carnes, leite e derivados contaminados. Estão entre os principais sinais:

  • Diarreia
  • Náuseas
  • Dores abdominais e cólica
  • Vômito
  • Febre

Além dos sintomas mais comuns, a perda de peso e a queda da pressão arterial também podem aparecer em casos mais graves da doença. Pacientes com desidratação, consequência de diarreia recorrente, também precisam de atenção e cuidado redobrados durante o tratamento, para reverter o quadro e garantir que a função renal não seja alterada.

Intoxicação alimentar: o que causa?

Diversos fatores podem levar à proliferação de microrganismos em alimentos e, consequentemente, à intoxicação alimentar. Altas temperaturas são o principal deles. O clima quente e úmido do verão, aliado à falta de cuidado na higienização, preparação, manuseio e armazenamento dos alimentos, compromete a conservação e favorece a contaminação.

Entretanto, esse não é o único cenário favorável à intoxicação alimentar: o saneamento básico – ou a falta dele – também pode ser a causa da doença, estando diretamente ligado à incidência de casos. Isso porque a falta de tratamento de esgoto e de acesso à água potável, além de práticas de higiene pessoal inadequadas, contribuem para o surgimento da doença.

No Guia de Diretrizes de Saneamento e Saúde, a Organização Mundial da Saúde (OMS) associa a falta de saneamento às Doenças Transmitidas por Alimentos (DTAs) – um dos principais desafios da saúde pública mundial.

Como prevenir a intoxicação alimentar?

Se você se pergunta como prevenir a intoxicação alimentar, saiba que a escolha, a higienização, o preparo e até o armazenamento dos alimentos são passos básicos, mas cruciais, para evitar a proliferação dos microrganismos e garantir uma alimentação saudável e livre de contágio.

Mãos higienizadas em todas as etapas

Não são apenas os alimentos que carregam microrganismos nocivos à saúde; nossas mãos também. Por isso, para manusear ou preparar um alimento ou para se alimentar, o primeiro passo deve ser sempre a higienização das mãos com água e sabão. Lembre-se também de manter sempre limpos os utensílios de cozinha (panelas, facas, colheres, etc.).

Atenção aos prazos de validade

Antes de efetivar uma compra, verifique o prazo de validade dos alimentos e a condição das embalagens. Não compre alimentos sem etiquetas ou com lacres violados.

Higienização correta

Faça a higienização de frutas, legumes e hortaliças antes do consumo. Utilize uma solução com 1 colher de sopa de hipoclorito de sódio a 2,5% para cada litro de água tratada. Outros alimentos e embalagens também devem ser higienizados com água e sabão antes do armazenamento.

Armazenamento correto

O armazenamento em temperatura adequada é essencial para evitar a contaminação de alimentos e, consequentemente, a intoxicação alimentar. Alimentos prontos devem ser mantidos em refrigeração antes do consumo e aquecidos cuidadosamente somente na hora da refeição. Em caso de alimentos perecíveis, o cuidado deve ser redobrado. Eles são mais sensíveis e podem ser contaminados mais facilmente. Em todos os casos, evite ingerir comidas que ficaram muito tempo em temperatura ambiente.

Alimentos seguros e separados

É comum organizar os alimentos próximos uns dos outros para facilitar o preparo, mas atenção: evite o contato entre os que já estão prontos e aqueles que ainda não foram cozidos, fritos ou assados. Dessa forma, você evita a contaminação cruzada de alimentos e a intoxicação alimentar.

Alimento cru, nem pensar

Na hora de consumir leite e derivados, dê preferência para produtos pasteurizados, esterilizados (UHT) ou fervidos. Para carnes e ovos, a regra é a mesma: evite alimentos e preparações culinárias cruas ou mal cozidas.

Atenção com a água

Sempre beba água filtrada ou fervida. Na rua, opte por garrafas ou copos lacrados. Uma dica sustentável é sempre carregar sua garrafinha térmica com você.

Cuidado redobrado na rua

A alimentação fora de casa requer ainda mais atenção. Seja a lazer, seja no dia a dia, evite frequentar estabelecimentos com higiene inadequada e consumir alimentos com aparência, cor e odores duvidosos.

A receita é simples: fique atento aos alimentos e mantenha o cuidado com a higiene, ingredientes principais para a prevenção da intoxicação alimentar, tanto dentro de casa quanto fora dela.

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