Alimentação saudável infantil: dicas de introdução alimentar

Qualidade de Vida

10/05/2021

Confira como introduzir uma rotina de alimentação balanceada na vida do seu bebê.

7 min de leitura

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Alimentação saudável infantil: dicas de introdução alimentar

Os primeiros anos de vida são decisivos para o desenvolvimento de uma criança. Nesta etapa, a alimentação saudável infantil é fundamental para o bom funcionamento do organismo, o fortalecimento do sistema imunológico e o auxílio na prevenção de doenças.

Entre elas: obesidade, anemia e doenças crônicas não transmissíveis. Por isso, a introdução alimentar do bebê deve ser realizada de forma adequada desde a base, ampliando as chances de qualidade de vida e bem-estar ao longo do crescimento da criança.

Para ajudar você nesse processo, reunimos neste post as principais indicações. Confira!

Alimentação para crianças e amamentação

Até os 6 meses de idade, os bebês devem se alimentar exclusivamente do leite materno. Após esse período, é recomendável iniciar a introdução alimentar com opções variadas de frutas, legumes, carnes e ovos.

A água também começa a ser introduzida nessa fase, no intervalo entre as refeições. Essa mudança deve ser orientada por um pediatra, que vai levar em conta as necessidades e as particularidades de cada criança.

É importante lembrar que o aleitamento materno ainda será parte importante da alimentação para crianças até os 2 anos ou mais.

Outros alimentos ganharão importância gradualmente ao longo do crescimento e desenvolvimento da criança. Nos casos em que a mãe não pode amamentar, o médico deve ser consultado para orientar a melhor conduta.

Como começar a introdução alimentar do bebê

Mas, afinal, como começar a introdução alimentar do bebê? Aos 6 meses de idade, a indicação é oferecer grupos alimentares diversificados. Nessa fase, devem ser oferecidas comidas pastosas e ir aumentando gradativamente a espessura até igualar às refeições da família.

O prato deve ser colorido, com opções naturais e ricas em nutrientes, vitaminas e minerais. E a água deve ser ofertada no intervalo entre as refeições.

O pediatra é quem vai indicar os alimentos necessários para complementar a nutrição do bebê, já que o aleitamento materno deve continuar fazendo parte da alimentação por 24 meses ou mais.

Indicações dos órgãos responsáveis: 10 passos para uma alimentação infantil saudável

O Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria estabeleceram dez passos para orientar os pais ou responsáveis na alimentação saudável infantil. Confira.

1. Entenda o que oferecer

Com a chegada do bebê à família, é comum surgirem muitas dúvidas sobre sua alimentação. Nos primeiros meses de vida, a melhor resposta para todas essas questões é: leite materno.

Sozinho, ele é completo para nutrir a criança com tudo o que ela precisa nos primeiros seis meses de vida, atendendo perfeitamente às suas necessidades. Portanto, uma alimentação saudável se inicia com o aleitamento materno.

O leite materno é o alimento mais perfeito para as necessidades nutricionais do bebê, além de conter anticorpos muito importantes que protegem contra infecções, o que diminui o risco de doenças infantis.

A amamentação favorece o desenvolvimento dos ossos e fortalece os músculos da face, facilitando o desenvolvimento da fala, regulando a respiração e prevenindo problemas na dentição. É mais prática, mais econômica e evita o risco de contaminação, que pode ocorrer no preparo de outros leites.

A mulher também se beneficia ao amamentar: esse ato auxilia na prevenção de doenças como câncer de mama, ovário e útero e reduz os riscos de desenvolver diabetes tipo 2.

Além disso, ao oferecer o seio ao filho, a mãe transmite a ele segurança, proteção, prazer e conforto, enquanto alimenta sua autoconfiança e o sentimento de realização. São poucas as situações em que pode haver indicação médica para a substituição parcial ou total do leite materno.

2. Conheça as etapas da alimentação infantil

A partir de 6 meses, a criança precisa de mais nutrientes. Então, outros alimentos devem ser oferecidos de forma gradual, conforme a orientação do pediatra. O aleitamento materno deve ser contínuo até os 2 anos de idade ou mais se estiver sendo nutritivo para a criança.

3. Ofereça alimentos complementares

É sempre importante oferecer os alimentos levando em conta os diferentes grupos alimentares. Alguns exemplos de alimentos presentes em cada grupo:

Cereais e tubérculos – Arroz, aipim/mandioca/macaxeira, milho, batata, batata-doce, cará, inhame, quinoa e macarrão. Esses alimentos são fonte de carboidrato, nutriente que fornece energia para a criança brincar, crescer e se desenvolver. São também ricos em fibras, vitaminas e minerais.

Leguminosas – Os diversos tipos de feijão, ervilha, lentilha e grão-de-bico. Esses alimentos oferecem boas doses de vitaminas do complexo B, proteínas, fibras, ferro e zinco; portanto são essenciais na refeição da criança.

Hortaliças – Folhas verdes, abóbora, beterraba, quiabo, rúcula, repolho, cenoura e tomate. São ricos em vitaminas e minerais, além de fibras, que auxiliam a prevenir a constipação intestinal e algumas doenças.

Frutas – Banana, mamão, maçã, pera, laranja, melão e melancia.

Carnes e ovos – Frango, peixe, boi, miúdos e ovos. Sempre que possível, diversifique o tipo de proteína animal para proporcionar maior variedade de nutrientes e micronutrientes essenciais ao crescimento e desenvolvimento da criança. A inclusão do ovo na papa (cozido inteiro, com clara e gema) deve ser incentivada por ser uma excelente fonte proteica, além de ter alto valor nutricional e baixo custo.

4. Respeite os sinais da criança

A partir dos 6 meses, quando a criança começa a receber outros alimentos além do leite materno, é importante que se tenha atenção e respeito aos sinais de fome e saciedade. Isso é fundamental para o processo de aprendizagem da criança em relação à alimentação e para o seu pleno desenvolvimento.

Não se deve forçar a criança a sempre “limpar o prato”, pois isso pode prejudicar sua habilidade de controlar o apetite, causar rejeição em relação ao alimento e levar ao ganho de peso excessivo.

É preciso ter atenção ao ritmo e ao comportamento da criança. O acompanhamento regular com o pediatra e a avaliação contínua de peso e estatura da criança podem assegurar que a mãe está no caminho certo.

5. Atenção ao modo de oferecer os alimentos

A alimentação complementar deve ser espessa desde o início. O ideal é começar a oferecer comidas pastosas (papas/purês) e, gradativamente, aumentar a consistência até chegar à alimentação da família.

As carnes devem estar bem cozidas e desfiadas ou cortadas em pedaços pequenos. O alimento deve ser oferecido com a colher em pequenas quantidades.

6. Trabalhe com uma alimentação variada

Oferecer uma alimentação rica, com grande variedade de nutrientes, sabores, cores e texturas, influencia positivamente não apenas a saúde do corpo, mas também o desenvolvimento saudável das crianças.

7. Estimule o consumo de frutas e legumes

As  frutas  são boas aliadas da  alimentação infantil. Por serem saborosas e docinhas, não costumam enfrentar grande resistência das crianças para incorporá-las ao cardápio diário. Além disso, são facilmente digeridas e dão boa saciedade.

É importante incentivar o consumo, mas não somente de sucos. As frutas in natura têm mais fibras e, na casca, mais nutrientes. No suco, parte disso se perde.

Então, inclua frutas e verduras na dieta de toda a família. Nada melhor do que o exemplo para ensinar e influenciar bons hábitos alimentares.

Opção de frutas e legumes para as crianças:

Banana – Doce e macia, a banana é rica em fibras e vitaminas A, C e E, além de ser uma excelente fonte de potássio e de energia para um crescimento saudável. Pode ser oferecida de diversas formas: amassada, preparada com aveia ou assada.

Mamão, cenoura e abóbora – Alimentos com a cor laranja são ricos em betacaroteno, antioxidante que, ao ser convertido em vitamina A pelo organismo, desempenha um papel importante na redução do risco de problemas na visão e respiratórios. Além disso, o mamão tem a função de auxiliar no sistema digestivo, evitando desconfortos intestinais, comuns em crianças pequenas.

Maçã – A maçã é uma fonte de nutrientes muito completa: fornece fibras, potássio, cálcio, magnésio, sódio, ferro, vitaminas e carboidratos. Além disso, a fruta tem um importante papel no momento do surgimento dos primeiros dentinhos, pois é considerada um “agente de limpeza natural”, que ajuda a prevenir cáries.

Brócolis – É fonte de ferro, cálcio e fibras, compostos necessários para ossos saudáveis. Outros vegetais, como a couve-flor e o chuchu, podem ser oferecidos em conjunto, pois contêm bastante líquido em sua composição e uma textura semelhante.

Melancia – A melancia é uma fruta composta por uma boa quantidade de água, portanto auxilia na hidratação. Por ser rica em potássio e magnésio, é um excelente diurético natural, ajudando no funcionamento dos rins. Alguns bebês costumam chupar a fruta (é só tirar os caroços antes).

Pera – A pera é também uma das frutas mais importantes na introdução alimentar, muito comum nas papinhas. Para os bebês que sofrem com intestino vagaroso e sentem cólicas, a pera, devido a sua quantidade de fibras, tem um leve efeito laxante e ajuda a evitar as dolorosas cólicas intestinais. Também é rica em vitamina K, um composto importante para a formação dos ossos.

8. Saiba o que não oferecer

É indicado evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas nos primeiros anos de vida. Por conter diversos aditivos químicos e muita gordura trans, os produtos industrializados são os grandes responsáveis pelo excesso de peso na criança.

A obesidade acarreta também outros riscos à saúde, como hipertensão e níveis altos de triglicérides no sangue (aumento do colesterol).

Muitos alimentos industrializados são ricos em corantes e conservantes que aumentam as chances de desenvolver alergias na criança.

Outros problemas podem surgir pelo consumo de  alimentos ricos em açúcar, como gastrite, desnutrição (por carência de vitaminas), anemia ferropriva (falta de ferro), colesterol alto, além de abrir portas para o diabetes.

9. Cuidado com o preparo e a higiene dos alimentos

Para o preparo de uma refeição, deve-se cuidar bem da higiene. É importante se lembrar, sempre, de fazer a higienização adequada das mãos, dos alimentos e dos utensílios. E ficar atento para garantir que o armazenamento e a conservação estejam adequados.

Legumes e verduras devem ser bem higienizados para reduzir os resíduos de agrotóxicos. Os alimentos devem ser preparados em local limpo e em pequenas quantidades – de preferência, para uma refeição apenas – e oferecidos à criança logo após o preparo. 

Os restos devem ser descartados. Os alimentos precisam ser mantidos cobertos e na geladeira caso precisem de refrigeração.

10. Saiba como oferecer alimentos para uma criança indisposta

É normal que nos primeiros anos de vida as crianças tenham mais resfriados e gripes, principalmente quando começam a frequentar a creche ou a escola. Uma forma de evitar doenças é aumentando as defesas do organismo – e a alimentação pode ser uma grande aliada neste sentido.

Quando as crianças ficam doentes, é normal que estejam mais cansadas, prostradas e sem apetite. Neste momento, é importante dar atenção à hidratação e procurar um pediatra para avaliar o quadro e adequar a dieta – que pode ser específica para o caso, com a incorporação ou a restrição de alguns alimentos.

É importante também que o médico faça o acompanhamento da criança até que ela melhore.

Alimentação saudável infantil: quais os benefícios?

A alimentação saudável infantil promove o crescimento e o desenvolvimento da criança de forma sadia. Entre os benefícios estão o fortalecimento do sistema imunológico, o bom funcionamento do organismo e a prevenção de doenças como anemia, obesidade, diabetes, entre outras.

Por isso, a alimentação para crianças deve ser integrada a uma rotina alimentar balanceada, criando hábitos saudáveis e promovendo mais disposição e saúde na primeira infância, que podem permanecer a vida inteira.

Após a introdução alimentar, os hábitos saudáveis devem ser mantidos com a ingestão de grupos de alimentos diversificados todos os dias. Para isso, pais e responsáveis precisam continuar oferecendo opções ricas em nutrientes, como grãos, legumes, frutas e verduras.

Lembre-se de que a alimentação saudável infantil influencia diretamente no desenvolvimento físico e mental da criança, além de criar hábitos que podem acompanhá-la por toda a vida.

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