Sinais de risco na gestação

Maternidade

28/07/2022

É necessário se atentar a possíveis sinais de risco na gestação. Sangramento vaginal, febre, dor de cabeça intensa e/ou contínua são alguns exemplos de alterações que exigem uma avaliação médica.

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Sinais de risco na gestação

O pré-natal é a forma mais eficaz de manter em alta a saúde da mãe e do bebê durante a gravidez. Também é necessário, no entanto, se atentar a alguns sinais de risco na gestação, prevenindo possíveis complicações que possam surgir.

Para que a mulher e o feto estejam mais seguros, é valioso ter conhecimento sobre os principais sinais de que existem alterações no organismo que podem indicar problemas no processo gestacional.

Neste artigo, o portal Viver Bem explica quais são os sintomas mais comuns entre as gestantes e o que eles podem significar.

Sangramento vaginal

Pequenas perdas de sangue pela vagina podem ocorrer sem representar risco na gestação. Qualquer sangramento, no entanto, deve ser reportado imediatamente ao seu médico.

Sangramentos volumosos, com coágulos, acompanhados de dor abdominal ou pélvica ou contrações têm maior chance de significar risco ao bebê e à mãe. As principais causas de sangramento na gestação são: ameaça de aborto e doença trofoblástica gestacional.

Deslocamento de placenta, placenta prévia e gravidez ectópica também podem desencadear sangramento na gravidez. Esse muitas vezes sinaliza uma infecção uterina e até mesmo um aborto espontâneo. Nesses casos, entretanto, a gestante costuma perceber outros sinais.

Hipertensão arterial pode indicar risco na gestação

A hipertensão arterial durante a gestação pode indicar pré-eclâmpsia, considerada uma condição grave. Ela precede a eclâmpsia, doença caracterizada pela liberação de proteínas na circulação materna.

Essa condição provoca uma resposta imunológica na gestante. Por esse motivo, o organismo passa a agredir as paredes dos vasos sanguíneos, causando vasoconstrição. A eclâmpsia coloca em risco tanto a vida da mãe quanto a do bebê.

Além da hipertensão arterial, inchaços, principalmente nos membros inferiores, e aumento exagerado do peso corporal podem ser sintomas da pré-eclâmpsia.

Problemas urinários

Outra recomendação é se atentar aos sinais de infecção do trato urinário. Tal condição costuma afetar a bexiga e é mais comum ainda no início da gestação.

Os principais sintomas são o desejo frequente de urinar, dor ou ardor ao urinar e presença de sangue na urina. O tratamento pode ser feito com medicamentos específicos para o período gestacional. Outra dica é: manter a hidratação diária adequada.

alerta na gestação

Inchaço nas pernas, mãos e rosto

O inchaço na gravidez é normal, mas requer cautela pois, em alguns casos, pode significar risco na gestação. Além de ser incômodo, ele pode ser um indicativo de diabetes gestacional e pressão alta. Caso o inchaço seja repentino ou predominante em apenas um dos lados do corpo, a recomendação é procurar um médico.

Quadros comuns que não configuram perigos da gravidez, ainda assim, podem trazer desconforto. Por isso, a vigilância no inchaço pelo corpo deve ser constante, até para minimizá-lo com uma dieta restrita em sal, uso de meias de compressão elástica e drenagem linfática, por exemplo.

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Vômitos persistentes

No primeiro trimestre de gravidez, não é raro que a gestante tenha que lidar com vômitos constantes e enjoos. Em algumas gestações, esses sintomas podem persistir até o nascimento do bebê.

A condição tem nome: hiperêmese gravídica e está relacionada ao aumento de produção do hormônio beta-HCG. Além do mal-estar, vômitos recorrentes causam desidratação, visto que nutrientes regurgitados fazem falta no organismo de mãe e filho.

Caso surjam sintomas, busque suporte médico. O tratamento costuma ser feito com medicamentos adequados para minimizar o enjoo. Também é indicado cuidar da hidratação e da alimentação.

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Diminuição dos movimentos fetais

As mães começam a perceber o bebê se movendo entre a 16ª e a 20ª semanas de gravidez. A partir daí, chutes e movimentos são constantes até o nascimento.

Por isso, a redução da movimentação fetal é motivo para preocupação e risco na gestação: o bebê pode estar em sofrimento fetal, ou seja, quando ele é privado de oxigênio, o que pode ser fatal.

Perda de líquido amniótico

Calcinhas e roupas molhadas na região da vulva, mais de uma vez, ao longo do dia, por um líquido sem cheiro e sem cor, podem significar a perda de líquido amniótico. Dependendo da idade gestacional, tal condição sugere cuidados diferentes.

Nos dois primeiros trimestres, a perda de líquido precisa ser imediatamente comunicada ao obstetra que acompanha o pré-natal. Em muitos casos, é possível tratar e realizar exames e consultas com maior frequência a fim de assegurar a saúde do feto.

Já no último trimestre, o tratamento é um pouco mais tranquilo. É fundamental informar a perda de líquido ao profissional de saúde o mais rápido possível, mas em muitos casos não é preciso tratar.

Gravidez de risco

Quando a mãe, o bebê ou ambos têm potencial para enfrentar complicações, a gravidez é considerada de risco. É fundamental manter o acompanhamento médico a fim de que o processo seja seguro.

Fatores de risco:

  • condições anteriores à gestação, como diabetes, hipertensão, doenças autoimunes, infecções crônicas, problemas cardíacos, pulmonares ou renais;
  • gestantes com menos 17 anos ou mais de 35 correm o risco de sofrer complicações;
  • gestação de múltiplos, problemas fetais, trabalho de parto prematuro e placenta prévia (quando a placenta cobre o colo do útero).

Dúvidas sobre a gestação

A gravidez é um período de muitas dúvidas para as futuras mamães. Fazer o acompanhamento médico é fundamental durante o processo, mas se informar sobre assuntos relacionados ao processo também é crucial, inclusive para se atentar a sinais de risco na gestação.

O portal Viver Bem tem uma série de conteúdos ricos em informação sobre o período gestacional. Conte com a Unimed-BH para se sentir mais segura enquanto aguarda a chegada do bebê e aproveite os artigos sobre o assunto.

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Equipe de Atenção à Saúde Unimed-BH
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