Cirurgia ortopédica: como evitar a trombose?

Prevenção e Controle

09/03/2021

A trombose venosa profunda é uma das grandes complicações no pós-operatório de cirurgias ortopédicas. Saiba como ela se forma no organismo e como evitá-la.

4 min de leitura

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Cirurgia ortopédica: como evitar a trombose?

Passar por uma cirurgia ortopédica, sobretudo as de fêmur e quadril, pode ser um grande desafio. Isso porque o pós-operatório reserva grandes adaptações, e se as recomendações médicas não forem seguidas com rigor e cuidado, complicações diversas podem aparecer.

Na cirurgia de fêmur, por exemplo, entre as principais complicações, temos a perda da mobilidade, da força da perna operada e do tônus muscular. Mas, além desses problemas, o repouso e a imobilidade decorrentes do pós-operatório podem acarretar um diagnóstico que é o grande vilão entre as doenças cardiovasculares: a trombose venosa profunda.

Apesar de séria, existem várias formas de evitar a trombose após uma cirurgia de fêmur e quadril; basta conhecer como ela atua no organismo, suas causas e sintomas.

O que é trombose?

Para entender as formas de evitar complicações após a cirurgia de fêmur e quadril, é preciso saber o que é trombose.

A trombose, conhecida também como trombose venosa, acontece a partir da formação de um ou mais coágulos nas paredes das veias. A presença desses coágulos causa inflamação e obstrução dos vasos sanguíneos e pode gerar diversas complicações clínicas.

Existem dois tipos de recorrência da doença: a trombose venosa superficial e a trombose venosa profunda. A trombose venosa superficial, como o próprio nome diz, acomete veias superficiais, localizadas logo abaixo da pele.

Esse tipo de trombose normalmente aparece nas pernas, em decorrência de veias dilatadas, e desaparece sozinha. Já a trombose venosa profunda apresenta mais riscos à saúde. Nesse caso, os coágulos se formam em veias profundas e, em alguns casos, podem desencadear complicações como embolia pulmonar — que é a obstrução da artéria pulmonar por um coágulo sanguíneo.

A embolia pode ocorrer quando o coágulo se solta da parede do vaso e “viaja” pela corrente sanguínea, chegando ao pulmão e ocasionando o episódio.

Sintomas de trombose

A trombose venosa superficial, em geral, ocasiona dor e inchaço no local onde há o coágulo sanguíneo, assim como vermelhidão, sensibilidade e febre local. Além disso, a veia onde se encontra o coágulo pode se tornar rígida.

Apesar dos sintomas, esse tipo de trombose não apresenta riscos à vida; por isso, o tratamento prescrito pelo médico tem o objetivo de aliviar as dores. Tal tratamento inclui o uso de analgésicos e compressas mornas no local acometido pelo coágulo.

No caso da trombose venosa profunda, é importante ficar mais atento à manifestação de possíveis sintomas de trombose. Ao mesmo tempo em que ela apresenta maior risco à saúde, ela é mais silenciosa.

Em alguns casos, quando acontece a formação de um coágulo sanguíneo numa veia profunda da perna, ela pode dar sinais semelhantes aos da trombose venosa superficial — dor, sensibilidade e um inchaço que se espalha também para o tornozelo, a coxa e até mesmo o pé. Veias do braço acometidas pela trombose venosa profunda também podem apresentar os mesmos sintomas.

Entretanto, metade dos pacientes diagnosticados com trombose venosa profunda podem não ter sinais como esses.

Por se tratar de uma condição que pode ocasionar embolia pulmonar, o cuidado deve ser redobrado. Sintomas como dificuldade súbita para respirar, dor no peito ou tórax ao inspirar, tosse seca ou com sangue, batimento cardíaco acelerado e palpitações podem indicar um episódio de embolia pulmonar decorrente da trombose venosa profunda.

Trombose pós-cirurgia ortopédica

A perda da mobilidade durante o pós-operatório das cirurgias ortopédicas é o fator que faz com que aumentem as chances de trombose em pacientes.

Por serem procedimentos que pedem repouso e cautela, as cirurgias impactam na capacidade de movimentação, favorecendo o surgimento de coágulos nas paredes dos vasos sanguíneos. Por isso, são necessárias medidas preventivas, como exercícios de reabilitação, medicações anticoagulantes ou métodos de compressão durante a recuperação.

Essas regras ajudam a evitar o surgimento dos dois tipos de trombose, mas, principalmente, da trombose venosa profunda, que pode ocasionar complicações como a embolia pulmonar.

Como evitar a trombose?

A trombose é uma doença que pode surgir por diversos fatores, não exclusivamente durante a recuperação de cirurgias ortopédicas como a de fêmur e quadril.

Alguns dos fatores de risco que favorecem esse diagnóstico são ligados ao gênero — mulheres entre 20 e 40 anos têm maiores chances de adquirir a trombose, principalmente se fizerem uso de anticoncepcionais ou se estiverem grávidas ou no puerpério.

Pessoas com coagulação sanguínea excessiva, obesidade, insuficiência cardíaca, trombofilias já diagnosticadas ou câncer também fazem parte do grupo de risco da trombose venosa profunda e precisam ter atenção redobrada.

Independentemente de se enquadrar em um ou mais fatores de risco, pacientes que se submetem a cirurgias ortopédicas precisam seguir uma série de recomendações médicas para barrar o surgimento de coágulos sanguíneos, que podem desencadear a trombose venosa profunda.

Entre tais recomendações, estão a prescrição de medicações anticoagulantes — que vai depender do histórico clínico do paciente — e o uso de métodos como a meia de compressão.

Entretanto, a reabilitação pós-cirurgia de fêmur e quadril, bem como outras cirurgias ortopédicas, é essencial não somente para evitar a imobilidade, como também para promover uma recuperação rápida e com mais bem-estar ao paciente.

Reabilitação

A reabilitação após a cirurgia de fêmur e quadril tem muitos efeitos positivos ao paciente. Entre eles estão a recuperação da força e confiança ao caminhar e a prevenção à trombose venosa profunda.

Essa reabilitação deve ser acompanhada de perto por um fisioterapeuta e pode começar no dia seguinte à cirurgia. Mas, como em qualquer processo pós-operatório, ela deve ser autorizada pelo médico responsável pelo procedimento, que vai definir o que pode e não ser feito durante cada etapa.

Ainda que seja necessário o repouso nos primeiros dias de recuperação, fazer os exercícios propostos pela equipe médica tem grande importância na prevenção à trombose. Atividades como a movimentação dos pés 20 vezes seguidas e repetidas vezes durante o dia auxilia na circulação sanguínea das pernas e, consequentemente, pode evitar o surgimento de coágulos.

Quanto antes iniciada, mais eficaz será a reabilitação e mais rápido serão alcançados os objetivos — preservação da força do membro e do tônus muscular e diminuição de sintomas associados ao repouso excessivo.

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