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Doenças respiratórias: conheça as mais comuns e informe-se

Prevenção e Controle

24/05/2023

Saiba quais são as doenças respiratórias mais frequentes, seus sintomas, formas de tratamento e prevenção.

5 min de leitura

Índice
  1. Os tipos de doenças respiratórias
  2. Conheça as doenças respiratórias mais comuns
    1. Gripe
    2. Pneumonia
    3. Asma
    4. Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)
    5. Tuberculose
  3. Doenças de inverno: informe-se!

Diariamente, somos expostos a diversas doenças respiratórias. Por serem extremamente comuns, é muito importante se informar a respeito e saber identificar quando é o momento de procurar ajuda médica.

Neste artigo, o Viver Bem explica quais são as condições mais corriqueiras, traz informações sobre cada uma delas e outros detalhes relevantes a respeito.

Os tipos de doenças respiratórias

Antes de mais nada, é preciso saber que existem dois tipos de doenças respiratórias: as agudas e as crônicas.

As doenças agudas, como a gripe e a pneumonia, são aquelas que apresentam uma evolução mais rápida e de curta duração, ao passo que as doenças crônicas, como asma e DPOC, progridem de maneira mais lenta e têm duração prolongada – muitas vezes durando por toda a vida do paciente.

Crianças, idosos, portadores de doenças pulmonares, cardiopatas e pessoas imunocomprometidas são os grupos mais afetados.

Conheça as doenças respiratórias mais comuns

Determinadas condições respiratórias são mais comuns, especialmente durante o outono e o inverno, já que a baixa umidade relativa do ar e as muitas variações de temperatura fazem com que as pessoas fiquem mais suscetíveis.

Continue lendo para conhecer as doenças respiratórias mais frequentes e se informar sobre elas.

Gripe

A gripe é uma das doenças respiratórias agudas mais habituais. Provocada pelo vírus do tipo influenza, ela é uma infecção aguda que afeta o sistema respiratório e tem um grande potencial de transmissão, sendo muito contagiosa.

Entre os principais sintomas, estão:

  • Dor de garganta
  • Tosse
  • Dor de cabeça
  • Febre
  • Dor no corpo

A intensidade dessas alterações pode variar de caso para caso. Além desses sinais, o paciente pode sofrer com outros sintomas súbitos, como calafrios, mal-estar, cefaleia, dor nas articulações e prostração, entre outros.

Em algumas situações, a gripe pode causar outras complicações, como pneumonia, sinusite, otite, desidratação e piora em doenças crônicas, por exemplo. Normalmente, o tratamento é realizado com medicamentos para dor e alívio dos sintomas, como também via hidratação oral, repouso e alimentação balanceada.

A forma mais eficaz de prevenção ao vírus influenza é a vacinação, realizada anualmente e indicada para todas as faixas etárias (consulte o calendário de vacinação para acompanhar as datas). O Ministério da Saúde também aponta outras medidas de prevenção, como os cuidados com a higiene.

Informe-se sobre a vacina contra a gripe e a importância de se proteger:

Vacina contra a gripe: saiba o período e a importância de se proteger

Pneumonia

A pneumonia também se enquadra como uma doença respiratória aguda. Ela representa uma infecção que acomete os pulmões do paciente e, normalmente, é causada por microrganismos como vírus, bactérias e fungos.

Em determinados casos, a condição também pode ser provocada por reações alérgicas. Alguns fatores aumentam o risco do desenvolvimento da pneumonia, principalmente na terceira idade, como o tabagismo, o consumo excessivo de álcool, o uso de determinados medicamentos e a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).

Os sintomas mais comuns da doença são:

  • Tosse
  • Febre alta
  • Falta de ar
  • Dor no tórax
  • Confusão mental
  • Mal-estar generalizado
  • Secreção de muco de cor amarelada ou esverdeada
  • Alterações na pressão arterial

Além do exame clínico realizado por um profissional de saúde, o exame de sangue pode ajudar a diagnosticar a doença, bem como radiografias do tórax do paciente.

A pneumonia bacteriana é tratada com o uso de antibióticos receitados pelo médico. Geralmente, são necessários cerca de três a quatro dias para que o paciente apresente melhora do quadro.

Quando há complicações, como o comprometimento da função dos rins, dificuldade respiratória, sonolência ou alteração da pressão arterial, a internação pode ser necessária.

Práticas de higiene também são fundamentais para a prevenção à pneumonia. Outras indicações são mudanças nos hábitos de vida, como cessação do tabagismo, redução do consumo de álcool e prática de atividades físicas, que podem reduzir o risco da doença e suas complicações. O acompanhamento médico regular e a vacinação em dia são passos essenciais para evitar a pneumonia.

O Viver Bem preparou um artigo completo sobre pneumonia, acesse no link abaixo:

Pneumonia: tipos, sintomas e tratamentos

Asma

A asma é uma condição crônica que acomete os pulmões e causa uma inflamação nos brônquios, canais que levam o ar a esses órgãos. A doença costuma gerar muco, deixando os brônquios mais estreitos e provocando a sensação de sufoco ao paciente.

Fatores como ácaros, fungos, pólen, animais de estimação e infecções virais são as principais causas de exacerbação da asma, também conhecida como “bronquite asmática” ou “bronquite alérgica”

A dificuldade para respirar é o principal sintoma da doença, mas existem outras alterações comuns, como:

  • Falta de ar
  • Tosse
  • Chiado no peito e sensação de aperto
  • Cansaço

Os sintomas variam de pessoa para pessoa e ficam mais perceptíveis durante as crises causadas pela doença. É muito importante se atentar a essas alterações e, se necessário, procurar ajuda médica o mais rápido possível.

Com base no diagnóstico, realizado por meio de uma investigação dos sintomas e com o auxílio de um exame que avalia o fluxo de ar nos pulmões, alguns tratamentos podem ser indicados – mas apenas um profissional de saúde pode recomendá-los.

Em alguns casos, a utilização de medicamentos que controlam a doença pode ser indicada, assim como o uso das famosas “bombinhas” de asma. Nenhuma dessas medicações, no entanto, deve ser administrada sem uma consulta médica.

A asma é uma das doenças respiratórias mais comuns. Por essa razão, pensando em manter você informado, o Viver Bem também elaborou dois artigos especiais a respeito:

Asma: tudo o que você precisa saber para conviver com a doença e manter a qualidade de vida

Tudo o que você precisa saber sobre asma em crianças

Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é provocada por uma reação inflamatória anormal de longa duração nos pulmões. Ela é desencadeada após o contato com agentes nocivos, como a nicotina.

Na maior parte dos casos, a DPOC está associada a condições como o enfisema e a bronquite crônica. O tabagismo é a principal causa da doença, mas ela também pode ser desencadeada pelo contato com fumaça de fogão a lenha ou mesmo pela poluição do ar. Em determinadas situações, condições genéticas hereditárias também podem causá-la.

A falta de ar depois de esforços leves é um dos primeiros sintomas da DPOC. Em estágios mais avançados, ela pode causar alterações como a respiração curta e a tosse constante.

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica pode ser tratada com medidas comportamentais e por meio de medicações inalatórias. Além disso, é necessário que o paciente mantenha o acompanhamento médico regular.

Para conhecer melhor as formas de tratamento e outros detalhes relacionados, acesse o artigo:

Conheça mais sobre a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)

Tuberculose

Uma das doenças respiratórias mais frequentes é a tuberculose, uma condição infecciosa causada por uma bactéria que atinge o sistema respiratório do paciente.

Ela é dividida em dois tipos: a tuberculose pulmonar, a mais conhecida e prevalente, e a extrapulmonar, que afeta outras partes do corpo, como o intestino, a pleura e as meninges.

A doença tem alguns sintomas mais comuns, por exemplo:

  • Tosse por mais de duas semanas
  • Emagrecimento
  • Falta de apetite
  • Febre baixa
  • Cansaço excessivo
  • Sudorese noturna

Além dessas alterações, a tuberculose extrapulmonar causa diferentes sintomas, como dor óssea, dor abdominal, diarreia e dor de cabeça. O diagnóstico da tuberculose pulmonar pode ser feito por meio de raio-X torácico e do exame do escarro.

Ela é tratada com uma combinação de algumas medicações que deve ser ingerida diariamente pelo paciente. O tratamento costuma durar 6 meses.

O diabetes e doenças que diminuem a imunidade, como o HIV, são fatores de risco para adquirir tuberculose. Manter hábitos saudáveis, como a higienização adequada e evitar o uso de cigarro e álcool, auxiliam na prevenção.

Conheça outros detalhes sobre a tuberculose:

Tuberculose: o que é, prevenção e incidência ao longo da história

Doenças de inverno: informe-se!

Como você viu no início deste texto, as doenças respiratórias são mais frequentes durante as estações mais frias e secas do ano, como o outono e o inverno.

Ao longo desse período, crianças, idosos e outras pessoas que fazem parte dos grupos de risco são os mais afetados pelas condições citadas neste artigo e é necessário se informar melhor sobre elas.

Acesse a página de doenças de inverno do Viver Bem clicando aqui ou na imagem abaixo.

Equipe de Atenção à Saúde Unimed-BH
Conteúdo validado por Equipe de Atenção à Saúde Unimed-BH

Equipe responsável por prover conteúdos em soluções assistenciais para clientes, profissionais e prestadores da Unimed-BH, assim como para a sociedade como um todo.

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