Conheça mais sobre a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)

Prevenção e Controle

06/04/2021

Conheça mais sobre a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e saiba como é feito o tratamento.

4 min de leitura

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Conheça mais sobre a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)

A saúde respiratória é um tema que merece atenção especial, já que a falta de cuidado nesse quesito pode acarretar diversos danos às vias aéreas e até mesmo trazer ocorrências da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Esse cuidado deve ser contínuo, principalmente para pacientes que têm recorrência de males como asma e bronquite.
A ocorrência da DPOC pode significar uma mudança brusca de hábitos na vida do paciente, mas, com atenção contínua e responsabilidade na condução do tratamento, é possível viver com qualidade e bem-estar.

O que é DPOC?

Mas o que é DPOC? A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é a denominação escolhida para se referir a um conjunto de doenças que afetam as vias respiratórias. Em geral,  elas causam danos aos brônquios e alvéolos, e esses danos influenciam na troca gasosa dos pulmões.

Entre as condições enquadradas na doença pulmonar crônica, as principais são a bronquite crônica, que significa o estreitamento das vias aéreas e a paralisação da atividade dos cílios; e o enfisema pulmonar, que é a consequência de danos irreversíveis nos alvéolos pulmonares. Apesar de não ser tão comum quanto as duas primeiras, a asma brônquica também é considerada uma DPOC.

A DPOC geralmente aparece como consequência de doenças como bronquite tabágica, asma e outras comorbidades que levam à obstrução do pulmão. Além disso, infecções causadas por medicamentos e hereditariedade também podem levar ao surgimento da mesma.

Doença Pulmonar Obstrutiva crônica: sintomas

A DPOC se instala de forma lenta. E entre os primeiros sintomas estão a dispneia associada a esforços leves, como andar rápido e subir escadas. Essa falta de ar pode se tornar mais intensa com o tempo e aparecer até em momentos de repouso.

Normalmente, em estágios mais avançados, ela está associada à respiração curta e tosse constante. Na presença de sintomas que possam sugerir a DPOC, um médico deverá ser consultado para exames clínicos detalhados e orientações de medidas preventivas e tratamentos possíveis.

Como é o tratamento para DPOC?

O tratamento para Doenças Pulmonares Obstrutivas Crônicas é voltado para o controle de sintomas, já que são doenças que acompanham o paciente pelo resto da vida. Pacientes com DPOC precisam adotar uma série de medidas para evitar exacerbações e evolução da mesma.

O cuidado contínuo, o acompanhamento médico de rotina e a adoção de práticas saudáveis promovem, para quem convive com DPOC, melhor qualidade de vida e bem-estar.

Interrupção do tabagismo e de outras exposições ambientais

O tabagismo é uma das grandes causas do desenvolvimento de doenças pulmonares. Por isso, interromper esse hábito deve ser a primeira medida adotada após o diagnóstico. Parar de fumar é fundamental para desacelerar a evolução da DPOC e reduzir a chance de exacerbações, além de ajudar o organismo a responder melhor aos medicamentos.

Por se tratar de um hábito que muitas vezes se torna vício, parar de fumar pode ser uma tarefa difícil para o paciente com DPOC, mas existem diversas saídas para ajudar quem precisa interromper o tabagismo. A motivação e o desejo de parar são os principais catalisadores desse processo, que pode contar com o auxílio de medicações e suporte psicológico para superar as dificuldades e evitar recaídas.

Outros tipos de atividades que tenham como consequência a inalação de fumaça – contato passivo com a fumaça do cigarro, queima de lenha ou carvão vegetal ou exposições prolongadas a outros tipos de fumaça – também devem ser evitadas como medida de tratamento para a doença pulmonar crônica.

Tratamento medicamentoso e técnica inalatória

Como a DPOC atua nas vias aéreas, a melhor forma de realizar tratamento medicamentoso e a técnica inalatória. Para que a medicação tenha o efeito esperado no tratamento, o paciente deve aderir à prescrição médica e seguir de forma rigorosa as orientações de uso.

A técnica inalatória deverá ser ensinada pelo médico responsável pelo acompanhamento do paciente, para garantir que seja feita corretamente e tenha eficácia. Pacientes com essa doença pulmonar podem contar com diversos medicamentos e dispositivos inalatórios e escolher aquele que se encaixa melhor nas suas preferências.

Vacinação

Vírus e bactérias são responsáveis por grande parte das exacerbações da DPOC. Por isso, a vacinação é fundamental no tratamento de pacientes da doença. As vacinas mais recomendadas para estes pacientes são duas: a contra a gripe (influenza) e a antipneumocócica — o pneumococo é uma das espécies de bactérias mais perigosas para infecções respiratórias.

É preciso, antes de mais nada, seguir a recomendação médica e verificar a indicação da vacinação.

Atividades físicas

A doença pulmonar obstrutiva não afeta apenas a função respiratória. Em alguns casos, ela pode ocasionar disfunção muscular e prejudicar o condicionamento físico de forma progressiva. A prática de exercícios físicos ajuda a manter a musculatura ativa e funcional e promove melhora na capacidade respiratória.

Entretanto, antes de iniciar a prática de atividades físicas, o paciente com DPOC deve fazer uma avaliação física para definir o tipo de exercício, a frequência e a intensidade indicados. Existem diversas possibilidades para auxiliar no tratamento da doença pulmonar, desde alongamentos simples até um programa completo de reabilitação cardiopulmonar.

Nutrição

O controle do peso e a nutrição também são importantes para o controle de sintomas da DPOC. O cansaço ocasionado pelos sintomas da doença pode levar ao sedentarismo e ao ganho de peso, que, por consequência, também prejudica a respiração. Existem também, em casos mais graves e avançados, situações em que o trabalho respiratório causado pela doença pulmonar leva o paciente a perder peso não intencionalmente.

Em ambos os casos, uma dieta balanceada e o controle do peso em níveis saudáveis são indicados. O ideal é que as indicações nutricionais para pacientes com DPOC sejam feitas por um profissional especializado, pois ele poderá analisar quais são as maiores necessidades e ajudar a tornar o processo mais eficaz.

Cuidados contra a ansiedade e a depressão

Mas lidar com os sintomas e as consequências da DPOC não é fácil; em alguns casos, pode levar a quadros de ansiedade e depressão. Por isso, é importante cuidar da saúde mental com atenção e saber identificar possíveis sintomas relacionados à doença.

Tristeza, desânimo para atividades que antes eram prazerosas, angústia e medo podem ser sinais preocupantes e merecem atenção. Portanto o acompanhamento psicológico é fundamental para lidar com esses sentimentos e direcionar tratamentos e métodos para vencer a ansiedade e a depressão.

Oxigenoterapia domiciliar

A baixa oxigenação no sangue pode acarretar a necessidade de oxigenoterapia domiciliar a alguns pacientes com DPOC. Geralmente, este é um tratamento recomendado para fases mais avançadas da doença, e só deve ser realizado a partir da orientação médica.

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