Ansiedade no trabalho e os impactos profissionais

Saúde no Trabalho

19/02/2021

A ansiedade no trabalho pode minar a autoconfiança e a trajetória profissional. Confira a importância da saúde mental para otimizar o ambiente corporativo.

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Ansiedade no trabalho e os impactos profissionais

A ansiedade no trabalho pode minar a autoconfiança e trajetória profissional. Confira a importância da saúde mental no ambiente corporativo.

Sofrer antecipadamente por algo que ainda não ocorreu. Quem nunca? Sentir ansiedade, inquietação e preocupação em excesso é algo comum ao enfrentar dias difíceis. O problema é quando o sofrimento se torna exacerbado ao ponto de gerar crises de ansiedade que afetam o cotidiano.

A ansiedade no trabalho é um exemplo. Desde o início da pandemia, os registros de depressão e transtornos de ansiedade aumentaram expressivamente. De acordo com a OMS, são quase 20 milhões de brasileiros diagnosticados.

Períodos de crise econômica e financeira não são inéditos por aqui, mas é indiscutível que os recordes de desemprego registrados nos últimos meses, além do isolamento social, contribuem para aumentar a sensação de insegurança e ansiedade no trabalho.

Saiba como controlar o medo e otimizar a saúde mental no trabalho para maior qualidade de vida, onde quer que você esteja, presencial ou home office.

O que é crise de ansiedade?

A ansiedade é uma emoção comum, ou seja, uma maneira do cérebro reagir ao estresse e te alertar sobre possíveis perigos e remanejar suas reações. É por isso que todo mundo se sente ansioso de vez em quanto, antes de realizar uma prova, participar de uma reunião de importante, ou tomar grandes decisões.

Quando essa sensação de “ameaça” é recorrente, se torna preocupante. Tanto é que mais de 160.000 brasileiros buscam, todo mês, saber mais sobre transtorno de ansiedade na internet. Entre as dúvidas mais comuns está o que é crise de ansiedade, por exemplo.

Tal volume significativo indica a preocupação dos ansiosos, não só com suas reações, mas também de pessoas do convívio e colegas de equipe. Falando em sinais, é importante ressaltar que a crise de ansiedade pode ser um indicativo de algum distúrbio de ansiedade. Continue a leitura para entender melhor.

Ansiedade no trabalho: saiba identificar episódios

Como os episódios de crise são provocados por medo ou preocupação em excesso, os sintomas de ansiedade no trabalho podem se manifestar muito além do expediente com agitação, alterações no sono e mais:

  • Boca seca;
  • Falta de ar;
  • Palpitações cardíacas;
  • Medo associado ao ambiente ou atividade e desejo evitá-la ao máximo;
  • Pensar no problema sem cessar (ruminação);
  • Respiração ofegante ou mais acelerada que o normal (hiperventilação);
  • Sensação de perigo iminente;
  • Sudorese, formigamento ou queda de temperatura em mãos e pés; 
  • Tensão muscular;
  • Tonturas ou náuseas.

É comum desenvolver alguns desses sinais somente em situações específicas e passageiras como: pressão para cumprir metas, apresentação de resultados, criação de projetos complexos ou fechamento de grandes contratos.

A complexidade está em distinguir os temores da crise de ansiedade conforme o grau de intensidade das sensações – o que você vai descobrir adiante.

Como a ansiedade pode atrapalhar no trabalho?

Além de afetar a saúde mental do trabalhador, suas relações sociais e disposição para atividades de lazer, a ansiedade no trabalho trás pensamentos repetitivos e uma série de concepções negativas sobre seu próprio desempenho, resultando em:

  • dificuldade de concentração;
  • baixa produtividade, mesmo em tarefas comuns da profissão;
  • insegurança sobre a própria capacidade de aprender novas funções;
  • sensação constante de que pode perder o emprego;
  • síndrome do impostor – quando a pessoa não reconhece ou não se sente responsável pelos esforços, e acredita que seu percurso profissional é uma farsa prestes a ser descoberta;
  • e, quando agravada, a ansiedade no trabalho pode evoluir para a Síndrome de Burnout, um cansaço físico e mental extremo, comumente apresentada por funcionários workaholics e altamente dedicados.

As duas últimas disfunções permeiam ainda outros sintomas complexos e, por isso, exigem investigação e diagnóstico especializado. O tratamento abrange acompanhamento psicológico ou psiquiátrico, além da integração de terapia e medicações.

A importância da saúde mental do trabalhador

Até aqui, deu para perceber que a preocupação excessiva é apenas “a ponta do iceberg”, uma vez que ela desencadeia várias consequências para a vida, dentro e fora do serviço, daí a importância da saúde mental do trabalhador que inclui cuidados decisivos.

Entre eles, o entendimento claro das principais diferenças entre ansiedade moderada e transtornos de ansiedade. Isso porque a distinção não está, necessariamente, no contexto e expectativas da carreira, mas sim na capacidade de reagir ao que ocorre, considerando percepções mentais e indícios físicos.

Equilíbrio para driblar desafios

Em se tratando de ansiedade no trabalho circunstancial, o indivíduo costuma temer o desemprego frente a outras demissões, ou quando há indicativos de que algo não anda bem na empresa.

Nessa hipótese, a frustração pode impulsionar o funcionário a buscar meios de aprimorar as habilidades, solicitar feedbacks de desempenho ou até mesmo avaliar o mercado, se preparando para buscar novas oportunidades caso a iminência do desligamento seja comprovada.

Alertas para buscar ajuda

Baseado no mesmo exemplo, um profissional demasiadamente ansioso pode apresentar reações acentuadas, profundo desânimo, e até se sentir “paralisado” frente ao desafio, cuja sensação de incapacidade inviabiliza o planejamento de estratégias para driblar a situação.

Às vezes, o intenso receio não deriva de fatos concretos, já que o medo é alimentado por especulações mentais, amplificado pela imaginação de circunstâncias que ainda não ocorreram, necessariamente, gerando enorme sofrimento.

Aqui, mais pertinente do que identificar os gatilhos reais que desencadeiam a ansiedade, é buscar ajuda especializada quando as percepções e sintomas se instalam de forma duradoura.

Qualidade de vida no ambiente de trabalho

Além da avaliação médica para diagnosticar e tratar a angústia persistente, é imprescindível adotar técnicas que fortificam a saúde mental e emocional para maior qualidade de vida no ambiente de trabalho.

Para aqueles que desejam que o dia tenha mais de 24 horas para dar tempo de sanar todas as obrigações, praticar exercícios físicos com frequência e assegurar boas noites de sono são medidas comprovadas para canalizar a ansiedade e aumentar o bem estar – sobretudo em profissões que envolvem maior estresse.

Contar com amigos, familiares ou um terapeuta com quem possa conversar pode trazer novos pontos de vista e enriquecer as perspectivas de atuação e satisfação profissional aumentando, consequentemente, as chances de recuperar o contentamento na execução de tarefas costumeiras.

Caso se sinta confortável e perceba abertura, bater um papo com a chefia, negociar prazos ou alguns minutos de pausa entre as demandas pode elevar a energia e o dinamismo em estabelecimentos que operam com entregas de alta prioridade.

Hábitos que fazem a diferença

A ginástica laboral é indicada por especialistas como um método eficiente para o alongamento do corpo, evitando permanecer longos períodos na mesma posição. Em poucos minutos, ela ajuda a relaxar, corrigir a postura e aliviar tensões musculares ocasionadas por movimentos repetitivos como a digitação.

Além de movimentar o corpo, técnicas que estimulam a plasticidade cerebral (criação de novos caminhos neurais) também podem diminuir a aflição no trabalho, impulsionando resoluções ágeis baseadas em pensamentos positivos para decisões mais coerentes.

É o caso da meditação, que traz diversos benefícios, estimula a criatividade, a concentração, a descompressão mental e apresenta inúmeras vantagens, além de se sentir bem no local de trabalho.

Nutricionistas e endócrinos afirmam ainda que o nível de estresse e tensões do dia a dia podem indicar hábitos alimentares ruins que comprometem o funcionamento do organismo. Escolha refeições nutritivas, e sugira intervalos em horários propícios para lanchar com calma e tranquilidade.

Um passo de cada vez

Pequenas mudanças na rotina podem substituir o sofrimento causado pela ansiedade no trabalho por cuidados significativos para a saúde física, mental e emocional. Por mais simples que pareçam, não negligencie a relevância e o poder de transformação dos novos hábitos!

Lembre-se que, assim como essas propostas singelas, a ansiedade também surge tímida, em pequenas doses. Quando se percebe, ela já engoliu boa parte do dia – e das horas trabalhadas – ocupando a mente com preocupações destrutivas e pouca ação efetiva.

A boa notícia é que é possível driblar a ansiedade no trabalho retomando sua atenção ao momento presente, planejando as atividades do dia, e estabelecendo uma ordem de prioridades para identificar rapidamente os sinais da preocupação e saná-los com ações práticas e eficientes.

Assim, todo funcionário é capaz de desenvolver o potencial de executar as obrigações corporativas gerenciando suas emoções adequadamente, um caminho fértil para traçar metas e alcançar o sucesso merecido em sua trajetória profissional!

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