Novembro Roxo: parto prematuro, o que preciso saber?

Maternidade

16/11/2021

Entenda o que é um parto prematuro, quais suas causas mais comuns e suas possíveis consequências para o bebê.

3 min de leitura

Novembro Roxo: parto prematuro, o que preciso saber?

Segundo a OMS, a prematuridade foi a principal causa de morte em crianças de até 5 anos no mundo em 2019. Portanto, falar sobre parto prematuro e prematuridade é primordial e urgente!

Além dos riscos de vida ao nascimento, a prematuridade está associada a diversos problemas de saúde a médio e longo prazo, como:

  • alteração no crescimento;
  • atraso no desenvolvimento;
  • problemas psíquicos, oculares;
  • Patologias pulmonares e cardiovasculares, entre outros.

No Brasil, a cada 100 nascimentos, aproximadamente 11 são de bebês prematuros, o que coloca nosso país no 10º lugar no ranking mundial de prematuridade.

Novembro roxo: um olhar para a prematuridade

Novembro foi escolhido como o Mês Internacional de Sensibilização para a Prematuridade. Esse período é conhecido como Novembro Roxo e nele se intensificam as ações de conscientização e disseminação de informações sobre os partos prematuros.

O Dia Mundial da Prematuridade é celebrado em 17 de novembro e marca o ápice desse movimento. Mas afinal, por que falar sobre o parto prematuro?

E o que é um parto prematuro? Por que isso acontece?

O que é um parto prematuro?

Parto prematuro é aquele que ocorre antes da gestação completar 37 semanas. Os bebês que nascem prematuramente, são classificados de acordo com o grau de prematuridade em:

  1. Pré-termo extremo: nascidos com menos de 28 semanas de gestação
  2. Muito pré-termo: nascidos entre 28 semanas e 31 semanas e 6 dias
  3. Pré-termo moderado: nascidos entre 32 semanas e 33 semanas e 6 dias
  4. Pré-termo tardio: nascidos entre 34 semanas e 36 semanas e 6 dias.

Complicações da prematuridade

Quanto mais prematuro o parto, mais imaturos os órgãos do bebê e maior o risco de problemas à sua saúde e de morte.

Bebês prematuros podem apresentar: dificuldade para respirar, controlar a temperatura do corpo e se alimentarem sozinhos, por exemplo. Além disso, possuem risco elevado de desenvolver infecções e de sangramento cerebral.

Fora que, bebês mais prematuros tendem a desenvolver condições a longo prazo, que incluem atraso no desenvolvimento, distúrbios de aprendizagem, doença pulmonar crônica, problemas oftalmológicos, entre outros

Fatores de risco para parto prematuro

A prematuridade pode ocorrer de forma espontânea ou pode ser provocada intencionalmente pelo médico para salvar a vida da mãe e/ou do bebê, como nos casos de eclampsia ou descolamento prematuro da placenta.

Algumas condições representam maior risco de parto prematuro, como:

  • gestação múltipla (gemelares, trigemelares, etc);
  • parto prematuro anterior;
  • gestantes com menos de 15 anos ou mais de 40 anos de idade;
  • não realização de pré-natal ou pré-natal incompleto;
  • uso de drogas ilícitas ou tabagismo;
  • fetos com malformação;
  • útero com anomalia;
  • doenças maternas pré-existentes ou gestacionais;
  • infecções maternas, entre outras condições.
  • Infecções maternas durante a gestação estão frequentemente associadas aos partos prematuros e não devem ser negligenciadas.

A infecção de urina, por exemplo, é importante agente de prematuridade. Por isso, atenção aos sintomas de infecção urinária e a realização de exames de urina durante a gravidez é de grande importância.

Outro exemplo de causa comum de prematuridade é a pré-eclâmpsia, doença que cursa com aumento da pressão arterial materna, dentre outras alterações.

A medição rotineira da pressão, durante as consultas de pré-natal e em outras situações em que seja possível, tem importante papel para que esse quadro seja detectado e tratado precocemente.

Descubra: a importância do pré-natal para a saúde da mãe e do bebê.

E o que posso fazer para reduzir meu risco de ter um parto prematuro?

O mais importante é realizar um pré-natal de qualidade para identificação e manejo adequados de condições de risco para o parto prematuro. Entre elas, algumas podem ser tratadas ou controladas evitando o desfecho da prematuridade, como as infecções, alterações de pressão e diabetes.

Veja algumas dicas para evitar a prematuridade:

  1. Sempre que possível, meça sua pressão arterial;
  2. Abandone o alcoolismo e o tabagismo;
  3. Não deixe de realizar os exames solicitados por seu médico ou de comparecer às suas consultas de pré-natal
  4. Adote uma alimentação saudável;
  5. Pratique atividades físicas na gestação regularmente, caso o médico autorize;
  6. Jamais use qualquer medicação sem orientação médica prévia

Vale reforçar que hábitos não saudáveis como o tabagismo, o alcoolismo e o sedentarismo podem contribuir para uma gestação irregular.

A mudança destes hábitos deve começar antes mesmo da gravidez, ainda no planejamento familiar. Afinal, preparar o seu corpo e a sua mente para a chegada de uma nova vida é o primeiro passo para uma gestação saudável.

Para te acompanhar nesta jornada de gestar uma nova vida, o portal Viver Bem tem uma série de conteúdos que poderão te ajudar a ter uma gestação mais tranquila e se preparar para o parto. Confira:

  1. Exames na gravidez: saiba quais são obrigatórios
  2. Alimentação e ganho de peso saudável na gravidez
  3. Preparação para o parto: esteja mais segura e confiante neste momento
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