Calendário de Vacinação: faixa etária, vacinas obrigatórias e dúvidas frequentes
17/05/2021
Atualizado em 28/04/2026
Por que se vacinar é tão importante? Conheça o Calendário de Vacinação e tire todas as suas dúvidas sobre a imunização no Brasil.
9 min de leitura

A partir dos 7 anos
- dT (vacina dupla adulto) — protege contra difteria e tétano, indicada para completar esquemas em atraso ou como reforço ao longo da vida.
As vacinas são grandes aliadas na prevenção e na eliminação de doenças. Para evitar várias doenças e contribuir para sua erradicação, é fundamental ficar de olho no Calendário de Vacinação. Nos últimos anos, no entanto, foi observada queda na cobertura vacinal, especialmente entre as crianças.
Neste artigo especial do Viver Bem, você vai entender como funciona o Calendário de Vacinação, quais vacinas são indicadas em cada fase da vida e esclarecer as dúvidas mais comuns sobre o tema.
O que é o Calendário de Vacinação?
O Calendário de Vacinação é um guia que organiza quais vacinas devem ser tomadas ao longo da vida, desde o nascimento até a terceira idade. No Brasil, ele é definido pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, responsável por coordenar as estratégias de vacinação em todo o país.
Esse calendário é estruturado por faixa etária e grupos específicos, como gestantes, crianças, adolescentes, adultos e idosos. Ao todo, contempla vacinas que ajudam a proteger contra diversas doenças, como sarampo, poliomielite, hepatite B e tétano, entre outras.
As vacinas do calendário nacional são oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Já na rede privada, podem existir diferenças no portfólio de vacinas, com disponibilidade de imunizantes adicionais ou esquemas complementares, conforme orientação profissional.
Por que é importante manter as vacinas em dia?
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacinação é uma das formas mais eficazes de prevenir doenças infecciosas e proteger a saúde pública. A importância da vacinação envolve diversos aspectos. Vejamos:
- Prevenção de doenças graves: As vacinas protegem contra doenças que podem causar complicação séria, incapacidade ou até a morte, como poliomielite, sarampo e difteria.
- Proteção em massa: A vacinação não apenas protege o indivíduo, mas também contribui para a chamada “imunidade coletiva” ou “de rebanho”. Isso significa que, quando parte significativa da população está vacinada, a propagação de doenças é interrompida, protegendo também aqueles que não podem ser vacinados por motivos de saúde.
- Erradicação de doenças: Vacinas desempenham papel crucial na erradicação de doenças. Um exemplo histórico é a varíola, que foi eliminada globalmente graças à vacinação.
- Redução de surtos e epidemias: A vacinação ajuda a prevenir surtos de doenças infecciosas, o que alivia a pressão sobre os sistemas de saúde e reduz os custos com tratamentos.
- Segurança e eficácia: As vacinas passam por rigorosos testes e monitoramento contínuo para garantir sua segurança e eficácia. Segundo a OMS, os benefícios superam amplamente os riscos.
As vacinas são poderosas aliadas na prevenção de doenças e, em alguns casos, ajudaram até a erradicar algumas delas. Elas ativam a defesa do corpo contra vírus e bactérias, evitando determinadas doenças ou amenizando a sua gravidade.
Desde o nascimento até a idade adulta, é fundamental garantir que todas as doses das vacinas, incluindo reforço, sejam administradas. Dessa forma, seu organismo permanecerá protegido contra várias doenças no decorrer da vida.
Calendário de Vacinação por faixa etária
O Calendário de Vacinação é organizado para acompanhar cada fase da vida, considerando as necessidades específicas de proteção em diferentes idades. Desde os primeiros meses do bebê até a terceira idade, as vacinas são recomendadas em momentos estratégicos, com o intuito de garantir a melhor resposta do organismo.
A seguir, veja como o calendário é dividido por faixa etária e quais são as principais orientações para cada grupo.
Vacinas para bebês (do nascimento até 12 meses)
O primeiro ano de vida concentra a maior parte das vacinas do calendário, com doses distribuídas em momentos específicos, a fim de assegurar proteção desde cedo.
Veja como funciona:
Ao nascer
- BCG (dose única) — protege contra formas graves de tuberculose e tem efeito protetor contra a hanseníase.
- Hepatite B (1ª dose) — previne hepatite B e hepatite D.
2 meses
- Penta (1ª dose) — protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções por Haemophilus influenzae tipo B.
- Poliomielite inativada (VIP) (1ª dose) — previne poliomielite (paralisia infantil).
- Pneumocócica 10-valente (1ª dose) — protege contra infecções pneumocócicas.
- Rotavírus (1ª dose) — previne diarreia e vômitos causados por vírus.
3 meses
- Meningocócica C (1ª dose) — protege contra meningite e outras infecções meningocócicas.
4 meses
- Penta (2ª dose).
- Poliomielite (VIP) (2ª dose).
- Pneumocócica 10-valente (2ª dose).
- Rotavírus (2ª dose).
5 meses
- Meningocócica C (2ª dose).
6 a 8 meses
- Penta (3ª dose).
- Poliomielite (VIP) (3ª dose).
- Influenza — protege contra a gripe (vacinação anual).
- Covid-19 — protege contra formas graves da doença.
9 meses
- Febre amarela (1ª dose) — previne a doença e suas complicações.
- Continuação do esquema de covid-19 (quando indicado).
12 meses
- Pneumocócica 10-valente (reforço).
- Meningocócica ACWY (dose única) — amplia a proteção contra meningites dos tipos A, C, W e Y.
- Tríplice viral (SCR) (1ª dose) — protege contra sarampo, caxumba e rubéola.
Algumas vacinas têm prazos específicos para aplicação, como a do rotavírus, e outras exigem reforços ao longo do tempo. Por isso, acompanhar a caderneta e a orientação da unidade de saúde é essencial para manter a proteção em dia.
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Vacinas para crianças (15 meses a 9 anos)
Após o primeiro ano de vida, o Calendário de Vacinação segue com doses de reforço e novas vacinas importantes para manter a proteção durante a infância.
Veja as principais recomendações:
15 meses
- DTP (1º reforço) — protege contra difteria, tétano e coqueluche.
- Poliomielite (VIP) (1º reforço) — previne poliomielite.
- Tríplice viral (SCR) (2ª dose) — reforça a proteção contra sarampo, caxumba e rubéola.
- Varicela (1ª dose) — previne catapora.
- Hepatite A (1ª dose) — protege contra hepatite A.
4 anos
- DTP (2º reforço).
- Febre amarela (reforço) — mantém a proteção contra a doença.
- Varicela (2ª dose).
5 anos
- Pneumocócica 23-valente (dose única, indicada para grupos específicos, como povos indígenas) — protege contra formas graves de infecção pneumocócica.
A partir dos 7 anos
- dT (vacina dupla adulto) — protege contra difteria e tétano, indicada para completar esquemas em atraso ou como reforço ao longo da vida.
A partir dos 9 anos (até 14 anos de idade)
HPV — protege contra infecções causadas pelo papilomavírus humano, relacionadas a diferentes tipos de câncer.
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- Caderneta de Saúde da Criança: para que serve e como usar?
- Vacinação infantil: qual a importância das vacinas para crianças?
Vacinas para adolescentes e adultos
Na adolescência e na vida adulta, o Calendário de Vacinação continua com reforços e vacinas importantes para manter a proteção durante a vida.
Veja as principais recomendações:
11 a 14 anos
- Meningocócica ACWY (dose única) — protege contra meningite e outras infecções causadas pelos tipos A, C, W e Y.
10 aos 24 anos
- Hepatite B (3 doses) — previne hepatite B e D.
- dT (3 doses) — protege contra difteria e tétano (com reforço a cada 10 anos).
- Febre amarela (dose única) — protege contra a doença.
- Tríplice viral (SCR) (2 doses) — protege contra sarampo, caxumba e rubéola.
- Pneumocócica 23-valente — indicada para grupos específicos, como povos indígenas.
- Varicela (2 doses) — indicada para pessoas sem histórico da doença, especialmente em grupos específicos.
25 aos 49 anos
- Hepatite B (3 doses, se necessário).
- dT (reforço a cada 10 anos).
- Febre amarela (conforme situação vacinal).
- Tríplice viral (SCR) — o número de doses varia conforme a idade e o histórico vacinal.
- Pneumocócica 23-valente — indicada para grupos específicos.
- Varicela — indicada para pessoas sem histórico da doença, em situações específicas.
Vacinas para gestantes
Durante a gestação, a vacinação é essencial para proteger tanto a mãe quanto o bebê, inclusive nos primeiros meses de vida.
Veja as principais recomendações:
Ao saber da gravidez
- Hepatite B (3 doses, conforme histórico vacinal) — protege contra hepatites B e D.
- dT (3 doses, conforme histórico) — protege contra difteria e tétano.
- Influenza (1 dose por temporada) — protege contra a gripe.
- Covid-19 (1 dose a cada gestação) — previne formas graves da doença.
- Febre amarela (dose única, em situações específicas) — indicada apenas em casos de risco, após avaliação de saúde.
A partir da 20ª semana de gestação
- dTpa (dose única em cada gestação) — protege contra difteria, tétano e coqueluche, ajudando também a proteger o bebê nos primeiros meses.
A partir da 28ª semana de gestação
- Vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) (dose única) — ajuda a prevenir bronquiolite, pneumonia e outras complicações no bebê.
Vacinas para idosos (60+)
A partir dos 60 anos, a vacinação continua sendo fundamental para reduzir o risco de complicação e hospitalização, já que o sistema imunológico tende a ficar mais vulnerável com o envelhecimento.
Veja as principais recomendações:
A partir dos 60 anos
- Hepatite B (3 doses, conforme histórico vacinal) — protege contra hepatites B e D.
- dT (3 doses, conforme histórico) — protege contra difteria e tétano (com reforço a cada 10 anos).
- Febre amarela (dose única, quando indicada) — recomendada em situações de risco, com avaliação de saúde.
- Tríplice viral (SCR) (2 doses, conforme histórico) — protege contra sarampo, caxumba e rubéola.
- Pneumocócica 23-valente (2 doses, em grupos específicos) — protege contra infecções pneumocócicas graves.
- Varicela (2 doses, em situações específicas) — indicada para grupos como trabalhadores de saúde sem histórico da doença.
- Influenza (1 dose anual) — protege contra a gripe.
- Covid-19 (1 dose a cada semestre) — previne formas graves da doença.
A recomendação de algumas vacinas pode variar conforme o histórico de vacinação, as condições de saúde e o risco individual, sendo fundamental a avaliação em uma unidade de saúde.
Quer saber mais? Conheça o Guia do Calendário de Vacina do Idoso do Viver Bem:
Como funciona o cartão de vacina?
O cartão de vacina é um documento que controla as doses de imunizantes já tomadas e as que ainda faltam. Ele deve ser bem guardado e, sempre que for se vacinar, você deve apresentá-lo.
Assim, o profissional de saúde verifica o seu histórico de imunização e registra a vacina/dose que você tomou naquele dia. Ele pode ser solicitado, por exemplo, ao viajar para algum lugar que só permite a entrada de pessoas que tomaram determinada vacina, como é o caso da febre amarela.
É com o cartão que você consegue fazer o controle de cada vacinação. Nesse cartão, fica registrado que você foi imunizado com as doses corretas nos períodos indicados.
Perdi o cartão de vacina: o que fazer?
Caso você não tenha mais o seu cartão de vacinação, não se preocupe. Isso não impede que você continue tomando as vacinas necessárias. A orientação é procurar a unidade de saúde ou a clínica onde você costuma se vacinar para tentar recuperar o histórico e emitir uma segunda via do documento.
Com a informatização, muitas informações podem estar registradas no sistema, mas nem sempre todos os dados antigos são localizados. Nesses casos, o profissional de saúde avalia a idade e o histórico possível para indicar a continuidade ou o reinício do esquema vacinal.
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Onde tomar vacina pelo SUS?
As vacinas do Calendário Nacional de Vacinação estão disponíveis gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em todo o país. Basta apresentar um documento de identificação e, se possível, o cartão de vacinação.
As equipes de saúde avaliam a situação vacinal e orientam as doses que devem ser aplicadas em cada fase. Em campanhas específicas, como as de gripe, também é possível se vacinar em pontos extras, definidos pelas autoridades locais.
Vacinas na rede particular e plano de saúde
Além do SUS, é possível se vacinar em clínicas privadas, que podem oferecer vacinas não disponíveis na rede pública ou esquemas complementares, conforme orientação de saúde.
Nos planos de saúde, a cobertura de vacinas pode variar. De forma geral, as vacinas de rotina não fazem parte da cobertura obrigatória, mas podem existir condições especiais, como descontos em clínicas parceiras.
Por isso, é importante verificar as opções disponíveis na rede credenciada e as orientações específicas do seu plano, como no caso da Unimed-BH.
Acesse o Guia Médico Unimed-BH
FAQ: dúvidas frequentes sobre vacinação
1. Vacina tomada depois do prazo perde o efeito?
Não. Quando uma dose é tomada fora do prazo, geralmente não é necessário reiniciar o esquema vacinal. O mais indicado é atualizar o calendário o quanto antes, seguindo a orientação de um profissional de saúde para garantir a proteção adequada.
2. Criança doente pode tomar vacina?
Depende do quadro. Em casos leves, como resfriados sem febre alta, a vacinação costuma ser mantida. Já em situações com sintomas mais intensos, pode ser necessário adiar. A avaliação deve ser feita por um profissional de saúde.
3. Adulto precisa tomar vacina?
Sim. A vacinação não é exclusiva da infância. Ao longo da vida, são indicados reforços e vacinas específicas para adultos, ajudando a manter a proteção contra doenças e reduzir o risco de complicação.
4. Gestante pode tomar vacina?
Sim, algumas vacinas são recomendadas durante a gestação, pois protegem a mãe e o bebê. A indicação varia conforme a fase da gravidez e deve sempre ser orientada pela equipe de saúde.
5. Vacina do SUS é diferente da vacina da clínica privada?
As vacinas do SUS são seguras, eficazes e seguem critérios rigorosos de qualidade. Na rede privada, podem existir vacinas adicionais ou versões combinadas, mas todas têm o mesmo objetivo: a imunização.
6. Como consultar meu histórico de vacinas?
O histórico pode ser consultado pelo cartão de vacinação ou diretamente na unidade de saúde onde as doses foram aplicadas. Em alguns casos, também é possível acessar essas informações por sistemas digitais do SUS.
7. O que é imunidade de rebanho?
É quando grande parte da população está vacinada, dificultando a circulação de vírus e bactérias. Isso ajuda a proteger inclusive quem não pode se vacinar, como pessoas com algumas condições de saúde.
8. A Unimed-BH cobre vacinas?
De modo geral, vacinas não fazem parte da cobertura obrigatória dos planos de saúde. No entanto, podem haver parcerias e descontos em clínicas privadas. Para saber as condições, é importante consultar a rede credenciada da Unimed-BH.
