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Lombalgia: tudo o que você precisa saber sobre a dor na lombar

Prevenção e Controle

08/03/2022

Atualizado em 12/08/2026

Você sabe o que é lombalgia? Informe-se sobre essa condição, quais são os seus tipos e como fazer a prevenção.

6 min de leitura

Lombalgia: tudo o que você precisa saber sobre a dor na lombar

É provável que você já tenha sentido dor na região lombar em algum momento da vida. A lombalgia está entre as queixas mais frequentes nos consultórios médicos e pode estar relacionada a diferentes fatores.  

Entender a dor lombar é um passo importante para cuidar melhor da coluna, reduzir o risco de novos episódios e reconhecer quando é necessário buscar avaliação médica.  

Neste conteúdo, reunimos orientações sobre lombalgia, fatores associados, sinais de atenção e cuidados para o dia a dia.

O que é lombalgia?

A dor lombar pode aparecer de diferentes formas: desde o conhecido “mau jeito na coluna”, que surge de repente e dificulta os movimentos, até um desconforto que se instala aos poucos e pode persistir por dias, semanas ou mais tempo. Cada pessoa sente essa dor de um jeito, seja pela intensidade, seja pelo impacto nas atividades do dia a dia. 

Na maioria dos casos, está associada a aspectos como sedentarismo, baixo condicionamento físico, fraqueza muscular, sobrecargas da rotina e hábitos do dia a dia. Mas raramente, pode ser sinal de doenças da própria coluna ou de condições sistêmicas que exigem avaliação médica cuidadosa. 

A dor lombar também pode ter relação com o trabalho, especialmente quando há longos períodos na mesma posição, esforço físico repetitivo, levantamento de peso, baixo condicionamento físico ou condições inadequadas de ergonomia. Quando essa relação está presente, o quadro pode ser chamado de lombalgia ocupacional. 

A classificação da dor lombar é feita em três diferentes “tipos de dor”: aguda, subaguda ou crônica e ajuda o profissional de saúde a definir a necessidade de investigação, orientar o tratamento e acompanhar a evolução do quadro. 

Dor na região lombar: aguda, subaguda e crônica

A dor lombar está entre as queixas mais comuns nos consultórios médicos, ficando atrás apenas da dor de cabeça.  

Ela pode aparecer de diferentes formas: desde o conhecido “mau jeito na coluna”, que surge de repente e dificulta os movimentos, até um desconforto que se instala aos poucos e pode persistir por dias, semanas ou mais tempo.  

Cada pessoa sente essa dor de um jeito, seja pela intensidade, seja pelo impacto nas atividades do dia a dia.

Entenda a diferença entre dor aguda, subaguda e crônica:

  • Aguda: é a dor lombar mais recente, com duração de até 6 semanas. Pode surgir depois de um esforço, de um movimento inesperado ou mesmo sem uma causa clara. Na maioria dos casos, melhora aos poucos com cuidados simples e manutenção das atividades possíveis. 
  • Subaguda: é a dor que dura mais de 6 semanas e até 12 semanas. Nessa fase, ainda pode melhorar gradualmente, mas vale redobrar a atenção aos hábitos, ao movimento e à evolução dos sintomas 
  • Crônica: é a dor lombar que permanece por mais de 12 semanas. Ela pode acontecer em adultos de diferentes idades, inclusive pessoas que trabalham e mantêm uma rotina ativa. Quando a dor dura tanto tempo, é importante buscar avaliação para entender melhor o quadro e definir o tratamento mais adequado. 

Causas da lombalgia: quais são os fatores de risco?

 A dor lombar pode ter várias influências. Em muitos casos, ela não tem uma causa única. Costuma ser resultado da combinação de fatores da rotina, do corpo e do estilo de vida. 

Entre os fatores que podem favorecer a dor lombar, estão: 

  • passar muito tempo sentado ou parado na mesma posição; 
  • movimentar-se pouco; 
  • fraqueza muscular ou baixo condicionamento físico; 
  • carregar peso de forma inadequada ou fazer esforço acima do que o corpo está preparado para tolerar; 
  • repetir os mesmos movimentos muitas vezes; 
  • estar acima do peso; 
  • dormir mal ou viver períodos de muito estresse; 
  • sofrer quedas, pancadas ou traumas. 

Na maioria das vezes, a dor lombar não indica algo grave. Mas, em situações menos comuns, pode estar relacionada a problemas que precisam de avaliação médica, como inflamações, infecções, fraturas, tumores ou compressão importante de nervos. 

Postura, ergonomia e rotina de trabalho 

A rotina de trabalho também pode influenciar a dor lombar. Isso pode acontecer tanto em quem passa muitas horas sentado diante do computador quanto em quem realiza atividades com esforço físico, levantamento de peso ou movimentos repetitivos. 

Quando a dor lombar tem relação com as atividades ou condições de trabalho, ela pode ser chamada de lombalgia ocupacional.

Nem sempre o trabalho é a única causa da dor, mas ele pode contribuir para o seu aparecimento ou piora, especialmente quando há pouca variação de postura, falta de pausas, excesso de esforço ou ambiente pouco confortável. 

Lombalgia: tudo o que você precisa saber sobre a dor na lombar

4 cuidados que ajudam a prevenir e controlar a dor lombar

É possível adotar algumas medidas para evitar o surgimento da incômoda dor na região lombar. Essas mudanças devem ser feitas no ambiente doméstico e de trabalho, a fim de garantir conforto e prevenção em todos os momentos do dia.

1. Pratique exercícios físicos

O movimento é uma parte importante do cuidado com a dor lombar. Caminhar, fortalecer os músculos, alongar e manter uma rotina ativa ajudam o corpo a ficar mais preparado para as atividades do dia a dia. 

Mesmo quando há dor, nem sempre é necessário parar tudo. Em fases de maior desconforto, pode ser melhor diminuir o ritmo, escolher atividades mais leves e evitar apenas aquilo que piora muito os sintomas. Conforme a dor melhora, a rotina pode ser retomada aos poucos. 

A atividade física também ajuda no controle do peso, melhora o sono, reduz o estresse e contribui para o humor. Esses fatores são importantes porque podem influenciar a forma como a dor é percebida e a chance de ela se tornar persistente. 

Confira as dicas do Viver Bem para se exercitar com qualidade e segurança

2. Cuide da sua postura

A postura pode influenciar a dor lombar, mas não deve ser motivo de preocupação constante. Mais importante do que tentar manter uma postura “perfeita” o tempo todo, é variar as posições ao longo do dia, evitar permanecer muitas horas parado na mesma posição e manter o corpo ativo. 

A saúde da coluna também depende da força e do bom funcionamento dos músculos do tronco, abdome, quadril e pernas. Por isso, exercícios de fortalecimento, musculação, alongamentos e atividades que melhorem o condicionamento físico podem ajudar na prevenção da dor lombar e na redução de novos episódios. 

Carregar peso não é necessariamente proibido para quem tem dor lombar, mas pode ser necessário adaptar a forma, a intensidade e a frequência, principalmente durante períodos de dor mais intensa. Por exemplo, ao levantar ou carregar peso, procure aproximar o objeto do corpo, distribuir melhor a carga, evitando de forçar a coluna lombar, concentrando a força nas pernas. 

Quem tem dor lombar não precisa parar completamente de se movimentar. Em períodos de dor mais forte, pode ser melhor diminuir o ritmo e escolher atividades mais leves, como caminhadas curtas ou movimentos confortáveis. À medida que a dor melhora, a rotina pode ser retomada aos poucos, com segurança e sem medo excessivo de se movimentar. 

3. Ajuste o ambiente de trabalho

O ambiente de trabalho pode contribuir para o conforto da coluna. Pequenos ajustes podem ajudar, principalmente para quem passa muitas horas na mesma posição. 

Procure apoiar bem os pés no chão, ajustar a altura da cadeira e posicionar a tela do computador em uma altura confortável, de forma que você não precise se curvar ou forçar o pescoço para enxergar. 

Se necessário, utilize apoio para os pés ou adapte a altura da cadeira, da mesa e do monitor. O objetivo não é ficar vigiando a postura o dia inteiro, mas criar uma rotina de trabalho mais confortável e com mais movimento. 

Para atividades que envolvem levantamento de peso, movimentos repetitivos ou esforço físico frequente, é importante respeitar pausas, limites de carga, orientações de segurança e equipamentos indicados para a função.

4. Atenção aos riscos ergonômicos

Carregamento de peso e movimentos repetitivos são atividades ocupacionais que envolvem risco ergonômico. Por esse motivo, é importante utilizar os equipamentos de proteção individual e se atentar aos limites de carga e intervalos determinados para prevenção de doenças ocupacionais. 

Risco ergonômico: o que é e como cuidar da postura no trabalho?

Dores na região lombar: como aliviar?

 O tratamento da lombalgia varia de acordo com o tempo de duração da dor, sua intensidade e os fatores que podem estar contribuindo para o quadro. Em alguns casos, o uso de medicamentos para alívio da dor pode ser indicado, sempre com orientação médica. 

De modo geral, o cuidado com a dor lombar não se baseia em repouso absoluto. Pelo contrário: manter-se ativo, adaptar as atividades conforme a tolerância e retomar os movimentos de forma gradual costuma ser uma estratégia mais adequada para a recuperação. Exercícios, fortalecimento muscular, ajustes na rotina e orientações profissionais podem ajudar tanto no tratamento quanto na prevenção de novos episódios.

Continue cuidando da sua coluna 

Para complementar este conteúdo, consulte também as cartilhas da Unimed-BH sobre dor lombar: 

– Clique aqui: Movimento e saúde da coluna: recomendações para lidar com a dor, manter-se ativo com segurança e saber quando procurar atendimento. 

– Clique aqui: Recuperação após crise de dor lombar: orientações para reduzir o risco de novos episódios e manter uma rotina mais saudável. 

Informação de qualidade ajuda você a tomar melhores decisões e a cuidar da sua saúde com mais confiança.

Equipe de Atenção à Saúde Unimed-BH
Conteúdo validado por Equipe de Atenção à Saúde Unimed-BH

Equipe responsável por prover conteúdos em soluções assistenciais para clientes, profissionais e prestadores da Unimed-BH, assim como para a sociedade como um todo.

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