Conjuntivite: o que é, sintomas e como evitar complicações?

Qualidade de Vida

15/07/2021

Você sabia que há vários tipos de conjuntivite e que nem todos são transmissíveis? Saiba mais sobre a doença e veja como evitar o contágio e prevenir complicações.

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Conjuntivite: o que é, sintomas e como evitar complicações?

De origem viral ou bacteriana, alérgica ou irritativa, a conjuntivite causa enorme desconforto na região dos olhos. Ela é conhecida por sua alta transmissibilidade nos casos em que a inflamação se dá por microorganismos.

Surtos da doença não são raros, especialmente em ambientes fechados. No trabalho, por exemplo, quando um funcionário contrai a doença, há o risco de ela rapidamente se espalhar entre os colegas.

Minas Gerais chegou a registrar um surto generalizado de conjuntivite em 2018, quando houve um aumento atípico no número de casos, especialmente em Belo Horizonte e Região Metropolitana.

Por isso, é necessário estar atento aos sintomas de conjuntivite, tomar os cuidados necessários para evitar a transmissão e cuidar da saúde ocular periodicamente. Veja como fazer isso.

O que é conjuntivite?

Trata-se de uma inflamação no tecido que reveste parte do globo ocular e da camada interna das pálpebras. Essa película mucosa e transparente é a conjuntiva. A doença, geralmente, acomete os dois olhos e pode durar de 7 a 15 dias.

Tipos de conjuntivite: quais os principais?

A inflamação na conjuntiva pode ser desencadeada por diversos fatores, desde reações a produtos tóxicos, alergias ou fungos, vírus e bactérias. Veja as diferenças entre elas:

Conjuntivite bacteriana

É altamente contagiosa e causada por bactérias, inclusive as da gonorreia e da clamídia. Neste quadro, o principal sintoma é a presença de uma secreção mais grossa e amarelada nos olhos.

Conjuntivite viral

É o tipo mais comum da doença e também tem alta transmissibilidade. É causada por infecção viral, como o adenovírus, e geralmente produz uma secreção mais aquosa nos olhos.

Conjuntivite por fungos

Fungos e outros agentes, como vermes e protozoários, também podem causar a doença, embora estes casos sejam raros.

Em todos estes quadros (conjuntivites viral, bacteriana e por fungos), a doença é infecciosa. A transmissão ocorre quando há contato com superfícies, objetos ou pessoas contaminadas.

Por isso, fique atento. Esses tipos de conjuntivite são altamente contagiosos e podem ser transmitidos em tosses, espirros, abraços ou mesmo um simples aperto de mão.

Há também outras formas de inflamação na conjuntiva que não são infecciosas. Em muitos casos, esses quadros podem estar ligados ao clima ou a produtos tóxicos. Confira quais são as principais:

Conjuntivite alérgica

Ocorre quando agentes alérgicos como poeira, ácaros e pelos, desencadeiam o quadro. Estes casos podem estar relacionados a alguma alergia que a pessoa já tenha ou a fatores ambientais.

Conjuntivite irritativa

Esse tipo de conjuntivite acontece quando há o contato com agentes externos químicos ou tóxicos, como produto de limpeza, sabão, fumaça, maquiagens ou até mesmo o uso prolongado de lentes de contato.

Sintomas de conjuntivite

Para os mais variados tipos de inflamação na conjuntiva, os sinais costumam ser semelhantes, entre eles a sensação de areia nos olhos, vermelhidão e as pálpebras “coladas” ao acordar.

Veja outros sintomas de conjuntivite:

  • Olhos lacrimejantes
  • Secreção ocular
  • Dor nos olhos
  • Ardência e coceira na região ocular
  • Fotofobia

Caso você já possua alguma alergia, é importante estar atento a estes sintomas, já que o problema pode estar relacionado.

Como prevenir?

As formas de prevenir a doença são a higienização frequente das mãos e evitar o hábito de compartilhar objetos pessoais. Além disso, nunca durma de maquiagem ou lente de contato e evite o contato com agentes que te causam irritação ou alergia.

Caso você esteja infectado, os cuidados devem ser redobrados para evitar a contaminação de outras pessoas. Não use lentes de contato se estiver com conjuntivite, aumente a frequência das trocas de fronhas e toalhas e evite coçar os olhos.

Geralmente, as conjuntivites não são graves e nem deixam sequelas, mas alguns casos podem ser agudos e gerar complicações. É preciso estar atento principalmente aos quadros em recém-nascidos e idosos, que possuem o sistema imunológico mais frágil.

O tratamento adequado será definido pelo médico, após identificar o tipo de conjuntivite. No caso de uma conjuntivite bacteriana, por exemplo, o tratamento pode ser feito com colírios antibióticos prescritos.

Já nas conjuntivites virais, há formas de amenizar os sintomas. Tudo isso deve ser feito mediante orientação de um profissional.

Por isso, procure um oftalmologista e siga todas as recomendações médicas para evitar complicações.

Conjuntivite é um sintoma de Covid?

Há alguma relação entre conjuntivite e Covid-19? Conforme a Organização Mundial da Saúde, a inflamação da conjuntiva pode ser um sintoma de Covid, embora não esteja entre os efeitos mais comuns da doença, que são a tosse seca, febre e o cansaço.

A Secretaria de Saúde de Minas Gerais passou a associar, recentemente, casos de síndrome inflamatória pediátrica ao coronavírus, já que o problema tem sido observado durante quadros de Covid-19 em crianças.

Denominada como Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica Temporalmente Associada à Covid-19 (SIM-P), a doença tem, dentre seus sintomas, a conjuntivite. O último boletim epidemiológico da pasta contabilizava mais de 100 casos confirmados de SIM-P em Minas, a maioria deles, notificados em crianças de até 4 anos.

Incidências de casos X estações do ano

O clima pode influenciar no surgimento da conjuntivite. Nas estações mais frias, como o inverno, o tempo seco provoca o ressecamento dos olhos, deixando-os mais vulneráveis às infecções.

Além disso, a estação também propicia o desencadeamento das doenças de inverno e alergias respiratórias, tornando a situação ainda mais favorável à inflamação da conjuntiva.

E devido ao tempo frio, as janelas passam mais tempo fechadas, dificultando a circulação do ar e aumentando o risco de contaminação em ambientes fechados.

A primavera também é uma estação propícia para a doença, uma vez que ocorre maior circulação de agentes alérgicos no ar. Citamos como exemplo o pólen, os ácaros e o tempo seco. Mas se engana quem pensa que os cuidados devem ser tomados somente nestes períodos do ano.

Quando redobrar os cuidados?

Motivada por diversos fatores, a conjuntivite pode surgir em qualquer estação. No verão, por exemplo, época em que muitas pessoas buscam cachoeiras, clubes e piscinas para se refrescar, há a tendência de contato e aglomeração, o que pode contribuir para desencadear um surto da doença.

Por isso, é essencial cuidar da saúde ocular o ano todo e estar sempre atento ao surgimento dos sintomas de conjuntivite.

Quer saber mais sobre cuidados com os olhos? Então acesse o nosso artigo sobre Fadiga visual e veja como o uso excessivo da tecnologia e o acesso diário às telas pode prejudicar a visão.

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