Câncer de boca: qual a relação com o tabagismo?

Prevenção e Controle

10/01/2022

Neste artigo você vai entender o que causa a doença, quais os sintomas do câncer bucal e como evitar.

3 min de leitura

Câncer de boca: qual a relação com o tabagismo?

No próximo ano, aproximadamente 11.180 homens e 4.010 mulheres terão câncer de boca. Esta é a estimativa nacional anual do Instituto Nacional do Câncer (Inca) para o triênio 2020 – 2022.

Embora o câncer bucal esteja principalmente associado ao hábito de fumar, existem outros fatores de risco para a doença. Como em outros tipos de câncer, neste caso, as chances de cura também dependem do diagnóstico precoce.

Por isso, neste artigo, vamos tratar dos principais sintomas de câncer de boca, as causas, qual a relação com o tabagismo e como prevenir a doença.

O que é o câncer bucal?

A doença, também conhecida como câncer de lábio e cavidade oral, é caracterizada pela presença de tumor na boca, podendo incidir em áreas como gengivas, lábios, língua, céu da boca e bochechas.

Trata-se, portanto, de um conjunto de tumores malignos que afetam a região oral. No Brasil, este tipo de câncer é o quinto mais comum em homens, e o 13° em mulheres, segundo o Ministério da Saúde.

Câncer de boca: sintomas, tipos e causas

Embora se localize em uma parte visível do corpo – a boca -, o câncer de boca pode se iniciar de forma assintomática, ou com a presença de sinais na cavidade oral facilmente confundidos com aftas.

Isso dificulta o diagnóstico precoce e, consequentemente, o sucesso do tratamento. Para se ter uma ideia, somente no ano de 2018, a doença tirou a vida de 6.455 brasileiros.

Como começa o câncer de boca: principais sinais

A doença costuma se manifestar, inicialmente, por meio de feridas na boca ou nos lábios, sem cicatrização natural por mais de 15 dias. Muitas vezes, essas lesões podem aumentar de tamanho e até sangrar.

Também são sintomas iniciais do câncer bucal:

  • Manchas e placas vermelhas ou esbranquiçadas na boca (incluindo lábios, língua, mucosa das bochechas, gengivas e céu da boca;
  • Sangramento sem motivo aparente na boca;
  • Rouquidão persistente;
  • Nódulos no pescoço.

Esses sinais não significam necessariamente a presença de um tumor na boca, no entanto, logo que surgirem, é importante procurar o médico para o diagnóstico correto. Lembre-se que o diagnóstico precoce é determinante neste caso.

Nos casos mais avançados da doença, os sintomas também podem incluir dificuldades para falar, movimentar a língua, mastigar e engolir, além da sensação de se ter algo “preso” na garganta.

Quais são os tipos e como obter o diagnóstico?

O tumor maligno que caracteriza a doença pode acometer:

  • lábios;
  • gengivas;
  • palato (céu da boca);
  • língua (principalmente nas bordas);
  • assoalho bucal (área localizada embaixo da língua);
  • parte interna das bochechas.

Dentre os tipos de câncer de boca mais frequentes estão o carcinoma espinocelular, ou carcinoma de células escamosas, o carcinoma verrucoso e o carcinoma de glândulas salivares.

O diagnóstico da doença é clínico, mas deve ser confirmado pela biópsia. Exames de imagem e ambulatoriais também auxiliam a identificar o câncer bucal e a extensão do tumor.

Tabagismo é a principal causa

Sim. O hábito de fumar é a principal ou uma das principais causas de uma série de doenças, incluindo o câncer de boca. Não é de se estranhar, afinal, um cigarro contém mais de 4.700 substâncias tóxicas.

Mas para além do tabagismo, há outros fatores de risco para a doença, como o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e a exposição ao sol sem proteção.

Fique atento aos estágios do câncer de boca, e ao surgimento dos primeiros sinais procure um médico! Quanto mais tempo se passar sem o tratamento adequado, maiores são as chances de a doença se agravar.

Dicas para prevenir a doença

Por ser causada, principalmente, por fatores ligados ao estilo de vida, o câncer bucal pode ser evitado por meio da adoção de hábitos saudáveis. Por exemplo:

  • Dar fim do tabagismo;
  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Usar protetor solar, inclusive labial, ao se expor ao sol;
  • Ter uma alimentação saudável, incluindo frutas, verduras e legumes na rotina;
  • Manter a saúde bucal em dia por meio de consultas periódicas com dentista.

    Dentre estes hábitos, talvez, o mais desafiador seja parar de fumar, já que o tabagismo é considerado uma doença crônica que causa dependência à nicotina.

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