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Relação entre saúde bucal e saúde geral: por que a boca também faz parte da prevenção de doenças crônicas

Prevenção e Controle

24/02/2026

A saúde bucal está diretamente relacionada à saúde geral do organismo. Entenda a relação entre elas e como se prevenir.

8 min de leitura

Relação entre saúde bucal e saúde geral: por que a boca também faz parte da prevenção de doenças crônicas

A saúde bucal e a saúde geral estão mais conectadas do que muita gente imagina. Naturalmente, a boca faz parte do corpo e, quando não recebe os cuidados adequados, pode influenciar processos inflamatórios, infecções e até o controle de doenças crônicas, como diabetes e problemas cardiovasculares.

Em fases sensíveis da vida, como a gestação, ou em pessoas que convivem com condições crônicas, esse cuidado se torna ainda mais importante.

Neste artigo do Viver Bem, você vai entender por que manter a saúde bucal em dia é uma forma de prevenção, como ela se relaciona com outras partes do organismo e por que esse acompanhamento também faz parte do cuidado integral com a saúde.

Saúde bucal e saúde geral: qual é a ligação?

A saúde bucal está diretamente ligada à saúde geral porque inflamações, infecções e desequilíbrios na boca não ficam restritos a essa região.

Estudos mostram que problemas como cáries não tratadas, perda de dentes e doenças gengivais podem estar associados a inflamações crônicas no organismo, dificuldades na alimentação e risco de agravamento de outras condições de saúde.

Pesquisas internacionais reforçam essa conexão. Um estudo conduzido pela Universidade de Osaka, no Japão, com mais de 190 mil idosos, observou que a perda de dentes e a presença de cáries estavam associadas a maior risco de mortalidade, enquanto dentes saudáveis e restaurados indicavam menor risco.

Isso sugere que a condição da boca pode funcionar como um sinal de alerta para o estado geral de saúde.

A boca como parte de um sistema integrado

Outros estudos, como o da Universidade de Sydney, na Austrália, publicado pelo Correio Braziliense, apontam que inflamações bucais e o desequilíbrio das bactérias da boca podem influenciar diferentes sistemas do corpo, contribuindo para doenças cardiovasculares, metabólicas e até quadros de dor crônica.

Esse entendimento reforça que cuidar da saúde bucal vai além da estética do sorriso: é uma estratégia de prevenção que complementa o cuidado com todo o organismo.

Quando a boca “conversa” com o coração: saúde bucal e doenças cardiovasculares

A relação entre saúde bucal e doenças cardiovasculares está ligada, principalmente, aos processos inflamatórios sistêmicos. Quadros inflamatórios na boca, quando não tratados, favorecem a disseminação de bactérias e mediadores inflamatórios na circulação, contribuindo para disfunção e para a exacerbação de fatores de risco já existentes para o coração (como hipertensão, dislipidemia e diabetes).

Inflamação na boca, bactérias e risco para o coração

Inflamações gengivais persistentes e infecções bucais favorecem a liberação de substâncias inflamatórias na corrente sanguínea. Esse processo pode contribuir para a inflamação sistêmica, um fator conhecido no agravamento de doenças cardiovasculares.

Por isso, manter a saúde bucal em dia faz parte da prevenção, especialmente para pessoas que convivem com fatores de risco como hipertensão ou histórico familiar de doenças cardiovasculares.

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Hipertensão: informações e dicas para controlar a pressão arterial

Sinais e sintomas bucais que não devem ser ignorados

Alguns sinais e sintomas bucais indicam inflamação ou infecção e merecem atenção, pois não devem ser encarados como problemas apenas locais:

  • sangramento frequente das gengivas;
  • dor de dente persistente;
  • mau hálito contínuo;
  • dentes moles ou com mobilidade;
  • feridas na boca que não cicatrizam.

Identificar e tratar esses sinais e sintomas precocemente ajuda a cuidar da saúde bucal e também a reduzir riscos para o restante do organismo.

Saúde bucal e diabetes: uma via de mão dupla

A relação entre saúde bucal e diabetes é conhecida como uma via de mão dupla.

Pessoas com diabetes tendem a apresentar mais problemas na boca; ao mesmo tempo, inflamações bucais não tratadas podem dificultar o controle da glicemia. Ou seja, quando a saúde bucal não vai bem, o cuidado com o diabetes também pode ser prejudicado.

De acordo com orientações do Conselho Federal de Odontologia, manter a boca saudável faz parte do cuidado integral da pessoa com diabetes e ajuda a reduzir riscos e complicações ao longo do tempo.

Como a diabetes interfere na saúde da boca

A diabetes pode afetar a circulação sanguínea e a resposta do sistema imunológico, tornando a boca mais vulnerável a inflamações e infecções. Por isso, pessoas com diabetes apresentam maior risco de gengivite, periodontite, cáries e outras infecções bucais, além de cicatrização mais lenta.

Quando esses problemas não são tratados, a inflamação bucal pode dificultar ainda mais o controle do açúcar no sangue, criando um ciclo de agravamento. Por isso, o acompanhamento odontológico regular é um aliado importante no cuidado com a diabetes e com a saúde geral.

Confira conteúdos do Viver Bem sobre diabetes:

Saúde bucal na gestação: pré-natal odontológico também é cuidado com o bebê

Durante a gestação, o corpo da mulher passa por diversas transformações que também impactam a saúde bucal. Por isso, manter uma boa higiene oral nesse período é fundamental não apenas para o cuidado da gestante, mas também para a promoção da saúde geral e para o bem-estar do bebê.

O acompanhamento odontológico integrado ao pré‑natal tem caráter essencialmente preventivo. Ele auxilia na identificação precoce e no controle de condições como gengivite, periodontite, cáries e alterações nos tecidos bucais — problemas que podem se intensificar em razão das mudanças hormonais típicas da gravidez. Além disso, infecções bucais não tratadas podem evoluir e oferecer riscos à saúde da mãe, reforçando a importância desse cuidado contínuo.

O ideal é que o atendimento odontológico se dê de maneira articulada com a equipe de obstetrícia, respeitando as particularidades de cada fase da gestação e as orientações dos profissionais de saúde. Esse acompanhamento integrado garante mais segurança para a gestante, permite adequação nos procedimentos necessários e favorece uma gestação mais saudável e tranquila.

Alterações Bucais na Gestação: cuidados essenciais para a futura mamãe

Durante a gravidez, o corpo passa por diversas transformações hormonais, metabólicas e imunológicas que também impactam a saúde bucal. Essas mudanças, somadas à alteração do padrão alimentar, à diminuição do fluxo salivar e à presença frequente de náuseas e vômitos, podem favorecer o surgimento de problemas como gengivite, cárie dentária, mau hálito e desgaste do esmalte por cuasa da exposição ácida.

É recomendado que, ao longo da gestação, a rotina de higiene bucal seja reforçada: manter uma escovação adequada após as refeições, usar fio dental diariamente, controlar o consumo de açúcares, optar por uma alimentação equilibrada e adotar estratégias para minimizar os efeitos das náuseas e dos vômitos — como não escovar os dentes imediatamente após o episódio e enxaguar a boca apenas com água para neutralizar a acidez gerada.

Além disso, realizar o pré‑natal odontológico e manter consultas regulares é fundamental. O acompanhamento profissional permite identificar precocemente qualquer alteração, orientar a gestante de acordo com cada fase da gravidez e garantir um cuidado seguro, individualizado e preventivo no decorrer dos nove meses.

Mitos sobre ir ao dentista na gravidez

Ainda existem muitas dúvidas sobre cuidados odontológicos durante a gestação. Veja alguns mitos comuns que precisam ser esclarecidos:

  • “Gestante não pode tratar os dentes”: mito. O acompanhamento odontológico faz parte do cuidado preventivo na gravidez e ajuda a evitar problemas que podem se agravar com o tempo.
  • “É melhor esperar o bebê nascer para ir ao dentista”: mito. Adiar o cuidado pode aumentar o risco de inflamação e infecção bucal. O ideal é manter o acompanhamento durante a gestação, conforme orientação profissional.
  • “Anestesia sempre faz mal para o bebê”: mito. Quando necessário, o uso de anestesia e a realização de procedimentos devem ser avaliados pelo dentista, em conjunto com a equipe de obstetrícia, respeitando o período gestacional e a segurança da gestante.

Em todos os casos, as orientações devem vir dos profissionais de saúde que acompanham a gestação, e não de informações encontradas na internet. O pré-natal odontológico contribui para a saúde da mãe, bem como para o cuidado com o bebê.

Saúde bucal, câncer e tabagismo: muito além da estética do sorriso

A saúde bucal também está ligada à prevenção de doenças graves, como o câncer de boca. Esse cuidado vai além da aparência do sorriso e envolve atenção a hábitos de vida, identificação de sinais precoces e acompanhamento profissional regular.

Entre os principais fatores de risco, estão o tabagismo, o consumo excessivo de álcool e a falta de cuidados com a saúde bucal.

Câncer de boca: sinais de alerta e prevenção

O câncer de boca pode surgir de forma discreta e, no início, ser confundido com problemas simples, como aftas. Por isso, observar sinais persistentes é fundamental para o diagnóstico precoce, que aumenta as chances de tratamento eficaz.

Alguns sinais de alerta incluem:

  • Feridas na boca ou nos lábios que não cicatrizam por mais de duas semanas.
  • Manchas ou placas avermelhadas ou esbranquiçadas na boca.
  • Sangramento sem causa aparente.
  • Nódulos no pescoço.
  • Rouquidão persistente ou dificuldade para mastigar, engolir ou falar.

A prevenção passa, principalmente, pela adoção de hábitos saudáveis, como evitar o tabagismo, moderar o consumo de bebidas alcoólicas, proteger os lábios da exposição solar e manter consultas regulares com o dentista.

Tabagismo, cigarro eletrônico e saúde da boca

O tabagismo é um dos principais fatores de risco para o câncer de boca, já que o cigarro contém milhares de substâncias tóxicas que entram em contato direto com a cavidade oral. Além do câncer, fumar pode causar diversos outros problemas, tanto na saúde bucal quanto na saúde geral de uma pessoa.

O uso de cigarros eletrônicos merece atenção. Apesar de muitas vezes serem vistos como uma alternativa menos prejudicial, e serem proibidos no Brasil, eles expõem a boca a substâncias químicas e podem contribuir para irritação, inflamação e outros danos à saúde bucal.

Reduzir ou eliminar o uso de produtos derivados do tabaco é uma das medidas mais importantes para proteger a saúde da boca e do organismo como um todo.

Leia também:

Dentista fazendo uma consulta de saúde bucal

Consultas odontológicas regulares e promoção da saúde: a boca na rotina de prevenção

Incluir a saúde bucal na rotina de cuidados é uma forma prática de ampliar a prevenção e o cuidado com a saúde geral. Consultas regulares ao dentista ajudam a identificar alterações ainda no início, evitando que problemas simples evoluam e impactem sua saúde geral.

Assim como ocorre com exames médicos de rotina, o check-up odontológico contribui para uma visão mais completa da saúde bucal.

Como o dentista ajuda a cuidar da saúde geral

O acompanhamento odontológico vai além de tratar dores ou questões estéticas.

Durante as consultas, o dentista avalia sinais de inflamação, infecção e alteração na boca que podem estar relacionados a hábitos, doenças crônicas ou fases específicas da vida, como gestação e envelhecimento.

Como a Unimed-BH ajuda você a fazer um acompanhamento completo da saúde

A Unimed-BH propõe um cuidado integral da saúde, reunindo saúde médica e odontológica como parte de uma mesma jornada de prevenção.

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Conheça os planos disponíveis:

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FAQ: perguntas frequentes sobre saúde bucal e saúde geral

1. Qual é a relação entre saúde bucal e doenças crônicas?

A saúde bucal está ligada a doenças crônicas porque inflamações e infecções na boca podem desencadear processos inflamatórios no organismo e contribuir para o agravamento de condições crônicas de saúde.

2. Saúde bucal pode mesmo afetar o coração e a circulação?

Sim. Estudos indicam uma associação entre inflamação bucal persistente e aumento no risco cardiovascular.

3. Quem tem diabetes precisa ir ao dentista com mais frequência?

Pessoas com diabetes costumam ter maior risco de inflamação gengival e infecção bucal. Por isso, o acompanhamento odontológico regular ajuda a prevenir complicações e também pode contribuir para um controle mais eficaz da glicemia.

4. É seguro fazer tratamento odontológico durante a gestação?

Sim, o acompanhamento odontológico é recomendado durante a gestação. O que pode ou não ser feito deve ser avaliado pelo dentista, em conjunto com a equipe de obstetrícia, respeitando o período gestacional.

5. Como saber se uma ferida na boca pode ser câncer?

Feridas na boca ou nos lábios que não cicatrizam em até duas semanas merecem atenção. Manchas persistentes, sangramentos sem causa aparente ou nódulos no pescoço também são sinais de alerta. Nessas situações, é importante procurar um profissional para avaliação adequada.

6. Cigarro eletrônico prejudica a saúde da boca tanto quanto o cigarro comum?

O cigarro eletrônico não é inofensivo. Ele expõe a boca a substâncias químicas que podem causar irritação, inflamação e outros danos à saúde bucal. Assim como o cigarro tradicional, seu uso representa riscos e não deve ser considerado seguro.

7. De quanto em quanto tempo devo ir ao dentista?

A frequência da ida ao dentista varia de acordo com cada pessoa. Em geral, consultas regulares ajudam na prevenção e na identificação precoce de problemas. O dentista é quem deve orientar o intervalo ideal, considerando hábitos, histórico de saúde e fase da vida.

8. Plano odontológico vale a pena para quem vive com doença crônica?

Para quem convive com doenças crônicas, o acompanhamento odontológico contínuo pode ser um aliado importante na prevenção. Ter acesso facilitado a consultas e cuidados ajuda a manter a saúde bucal em dia e complementa o cuidado com a saúde geral, como propõe a Unimed-BH.

Equipe de Atenção à Saúde Unimed-BH
Conteúdo validado por Equipe de Atenção à Saúde Unimed-BH

Equipe responsável por prover conteúdos em soluções assistenciais para clientes, profissionais e prestadores da Unimed-BH, assim como para a sociedade como um todo.

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