Uso excessivo do celular: quais os riscos e dicas para equilibrar

Prevenção e Controle

16/11/2021

É impossível ignorar a tecnologia, especialmente na pandemia, mas reduzir o uso de celular pode trazer vários benefícios para a sua saúde; veja como fazer isso.

7 min de leitura

Uso excessivo do celular: quais os riscos e dicas para equilibrar

O uso excessivo do celular se tornou uma prática recorrente na pandemia. Além de ajudar a passar o tempo, promover a interação social, ainda que virtual, e entreter as crianças, os smartphones se tornaram a principal ferramenta de trabalho e estudo no ensino remoto e no home office.

A tecnologia é, de fato, essencial, especialmente para as gerações que já nasceram neste universo, com os dedinhos preparados para o teclado do computador ou para as telas touchscreen. E isso ficou ainda mais evidente no período de isolamento social.

No entanto, quando usada sem moderação, ela pode se tornar um problema, causando diversos danos à saúde física e mental. Por isso, é preciso manter um equilíbrio e ficar atento aos prejuízos do uso do celular em excesso.

Você não larga o celular? Descubra a importância de rever este hábito

Se você se considera dependente do celular, dorme com o aparelho embaixo do travesseiro, leva ele para todo lugar e nunca está “desconectado”, é importante saber identificar os sinais do uso excessivo do celular e, até que ponto, isso pode te prejudicar.

Como saber se estou usando demasiadamente?

O livre acesso à tecnologia é uma realidade na maior parte dos lares brasileiros. A última pesquisa feita pelo IBGE em 2019 sobre o tema, aponta que 8 de cada 10 domicílios possuem acesso à internet no país.

Neste contexto, também houve um aumento do uso do celular na comparação entre 2018 e 2019, sendo o aparelho mais utilizado pelos brasileiros maiores de 10 anos para acessar à internet.

Se você também faz parte desta estatística, veja como identificar os principais sinais do uso excessivo de celular, e caso responda sim a alguma questão, está na hora de deixar o celular um pouquinho de lado;

Você sente dores ou tensão muscular no pescoço e ombros?

Quando passamos muito tempo mexendo no celular, a postura mais comum é a cabeça para baixo, olhando para a tela. Isso pode causar dores nos pescoço e ombros, tensão muscular e desconforto na coluna. Atenção ao risco ergonômico!

Você leva o celular para a cama e tem insônia?

Quem não consegue se desconectar das telas, nem na hora de dormir, pode encontrar mais dificuldade para pegar no sono. Se você tem este hábito, lembre-se que a qualidade do sono é essencial para a saúde. A propósito, quando foi a última vez que você teve o prazer de abrir e ler um livro físico?

Já percebeu olhando diversas vezes seu celular com medo de perder alguma novidade?

O hábito de olhar as redes sociais com frequência e a necessidade de se manter atualizado sobre tudo, tem a ver com um fenômeno conhecido como FOMO (Fear of Missing Out), sigla em inglês para o medo de estar perdendo algo.

Mais um problema do mundo moderno que predispõe à ansiedade, podendo causar danos à saúde mental.

Está difícil se concentrar?

O vício em celular também torna mais difícil se concentrar, seja para realizar tarefas simples, como ver um filme, ler um livro, manter um conversa sem o smartphone na mão, ou até em aspectos mais importantes.

A falta de concentração no trabalho, por exemplo, pode causar sérios prejuízos à vida profissional. Enquanto lê este artigo, quantas vezes você parou para dar uma olhada nas suas redes sociais ou no WhatsApp?

Doenças causadas pelo “vício em celular”

Além dos sintomas já citados, como tensão muscular, insônia, ansiedade e falta de concentração, a lista de problemas causados pelo vício em celular é ainda mais extensa:

Problemas na visão

O uso prolongado do celular, esse objeto tão pequeno e luminoso, acaba deixando os olhos ressecados, abrindo as portas — ou pálpebras — para uma série de problemas da saúde ocular como:

  • surgimento de infecções;
  • inflamações;
  • fadiga visual;
  • dores de cabeça e nos olhos;
  • visão embaçada, entre outros.

Comprometimento das articulações

A posição das mãos para mexer no celular e o movimento repetitivo dos dedos na tela, podem favorecer o surgimento de problemas nos tendões e articulações, como inflamações, causando desconforto nas mãos, nos dedos e, em alguns casos, até nos cotovelos.

A má postura ao usar o celular também causa tensões musculares que podem se reverter em dores crônicas, inclusive em alterações da coluna cervical.

Sedentarismo

Passar horas no sofá mexendo no celular e não aproveitar o tempo para praticar atividades físicas é uma característica comum do sedentarismo, hábito que pode levar a obesidade e problemas de saúde.

Disformia corporal

Pessoas que passam muito tempo nas redes sociais tendem a se comparar com os padrões de imagem estabelecidos, muitos deles, regidos por filtros e um estilo de vida inalcançável.

Isso acaba gerando insatisfação com a própria imagem, podendo causar um transtorno mental conhecido como disformia corporal. Diante da comparação, a pessoa tende a maximizar, em si mesma, o que considera defeitos, ou até mesmo a imaginá-los.

O problema impacta a saúde mental e a autoestima, especialmente de mulheres adolescentes e jovens. O resultado é o aumento de procedimentos estéticos neste público. Além disso, a cobrança excessiva por um ideal de perfeição estética e também de estilo de vida, pode causar outros transtornos mentais como a depressão.

Uso excessivo de celular na infância: como moderar?

As crianças estão cercadas por diferentes gerações, como daqueles que viveram a maior parte da vida fora do universo digital. Entre avós, tios (as) e pais, há sempre um protagonista nostálgico das famosas brincadeiras de rua, por exemplo.

Brincar de queimada, peteca, elástico, pique-esconde, pega-pega ou andar de carrinho de rolimã são algumas atividades que os mais novos desconhecem ou não demonstram tanto interesse, diante de todas as possibilidades tecnológicas.

Há, ainda, a geração que conheceu o vídeo-game durante a infância, mas só se tornou, de fato, conectada à rede a partir da adolescência ou início da fase adulta.

Independentemente do grupo em que você se encaixa, é preciso compreender que as crianças da era tecnológica já cresceram inseridas no universo digital, participaram da popularização dos smartphones e da acessibilidade das redes.

É imprescindível ter cuidado com o uso excessivo do celular na infância, além de tablet ou computador, limitando este acesso. Mas sem desconsiderar os impactos positivos da tecnologia para este público, que possui maior domínio e participação ativa on-line.

Celular na sala de aula

Um exemplo é o uso excessivo do celular na sala de aula, tema recorrente em escolas do mundo todo. Como ferramenta de pesquisa e aprendizado, o aparelho pode ser um ótimo aliado da educação.

Já o uso demasiado incita desafios maiores, podendo levar a hábitos prejudiciais para a saúde e o rendimento escolar, como:

setinha Falta de concentração nos estudos;

setinha Sedentarismo e obesidade infantil;

setinha Ansiedade e depressão.

Além destas consequências, o uso ilimitado de celular por crianças também pode desencadear outros transtornos psicológicos ou alimentares.

A participação dos pais no uso saudável das redes

Além de limitar e controlar o acesso ao celular, os pais também podem participar, junto aos os filhos, de atividades e brincadeiras que fazem sucesso entre crianças e adolescentes nas redes.

Uma ideia é escolher e baixar um vídeo de dancinha em grupo no Tik Tok, rede queridinha do público infantil. A rede, inclusive, permite que os pais controlem o tempo de acesso dos filhos.

Ao longo da semana, será permitido acessar o conteúdo offline para a família “ensaiar” os passinhos, evitando as distrações com as sugestões incessantes no tempo real da conexão.

Ao final do prazo combinado, a família grava, publica o vídeo e a criança pode acompanhar os acessos e compartilhar com os colegas.

Mas para além das redes, há outras opções de atividades para a família. Levar os filhos para andar de skate é uma sugestão para estimular o convívio e a prática de atividades físicas. Além disso, há várias opções para brincar em casa de forma offline.

Como evitar o uso excessivo do celular: dicas de equilíbrio

Não são só as crianças os alvos fáceis do uso excessivo de celular. Todos que têm acesso livre à rede estão sujeitos ao mau uso da tecnologia e às armadilhas da procrastinação.

É possível estabelecer um acesso moderado e saudável?

Além de possível, reduzir o uso indiscriminado de celular também é saudável. Para isso, é necessário perceber os problemas que esse exagero traz, como isso te afeta e quais benefícios você terá ao mudar esse hábito.

Veja algumas dicas que poderão ajudar a minimizar os danos do vício em celular:

  • Antes de dormir, coloque o celular em modo avião. Assim, você diminui a tentação de dar aquela zapeada pelas redes sociais antes de pegar no sono e logo ao acordar.
  • Evite usar o celular quando estiver deitado na cama.
  • Fique atento à postura quando estiver mexendo no seu smartphone, e evite passar muito tempo com a cabeça voltada para baixo.

Além disso, tente aproveitar o seu tempo livre para fazer alguma atividade que seja produtiva e benéfica para a sua saúde.

Exercícios físicos, ler um livro, preparar a comida, meditação, yoga, passear com o cachorro e assistir a um bom filme sem a interferência do celular são alguns exemplos.

Como definir um período limitado de acesso por dia?

Use a própria tecnologia a seu favor nessa missão. Há aplicativos gratuitos que contabilizam o tempo de acesso em cada rede social.

Visualizando este relatório diariamente, você terá uma melhor dimensão do período que passa nas redes. Com base nisso, será possível estabelecer metas para reduzir o uso do celular.

Para fugir da procrastinação no trabalho, determine períodos espaçados para visualizar suas redes sociais. Sabemos que fugir da tentação de olhar o celular não é fácil, mas estabelecer alguns minutos específicos para isso nos intervalos da sua jornada, podem ajudar a saciar o “vício”.

Silenciar ou desabilitar as notificações das redes sociais da sua tela, também ajuda a reduzir o uso. Outra dica é fazer um planejamento da sua rotina incluindo atividades ao ar livre que diminuam os níveis de ansiedade e promovam o contato com a natureza.

Para isso, preparamos uma lista e dicas para aproveitar os parques de BH com o máximo de segurança na pandemia, além de um roteiro das Academias ao ar livre em BH.

Para te estimular a passar mais tempo offline, veja também o artigo > Atividade ao ar livre: benefícios e dicas para se exercitar em BH.

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